O nome é “TRABALHO”: Prefeitura Realiza Mutirão de Limpeza mais uma vez em Bairros da Cidade

4-1024x681

A Prefeitura de Ouricuri, começa mais uma vez o mutirão de limpeza nos bairros da cidade, o primeiro bairro a ser beneficiado foi o Alto Paraíso, as equipes envolvidas realizam a limpeza de terrenos baldios, retirada de lixos e cascalhamento de ruas.

“Esta operação é fundamental porque evita a transmissão de doenças causadas por animais peçonhentos, além de manter o bairro limpo. Também contamos com a colaboração da população, para que não jogue lixo ou entulhos em áreas verdes e assim contribuem para preservação do meio ambiente”, disse o prefeito Ricardo Ramos.

ASCOM

Defesa de Lula contesta decisão de Moro sobre recibos do triplex

Resultado de imagem para sergio moro

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, decidiu ontem que os recibos de aluguel apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não são materialmente falsos”. Os 31 comprovantes, que foram entregues à Justiça, estão relacionados ao apartamento vizinho ao ocupado por Lula em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o imóvel foi comprado por Glaucos da Costamarques, com dinheiro da Odebrecht, e repassado ao ex-presidente em forma de propina. A defesa do petista contesta, dizendo que o apartamento foi alugado e que os recibos confirmam os repasses mensais a quem seria o proprietário do local.

A decisão do magistrado ocorreu no processo em que Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e não está relacionado com a ação sobre o triplex do Guarujá, em que o político foi condenado a 12 anos e um mês de prisão. O contrato de locação do apartamento é datado de 2011. No entanto, a defesa de Glaucos afirmou que o empresário só assinou os alugueis a partir de 2015. Foi neste mesmo ano que a Polícia Federal prendeu o pecuarista José Carlos Costa Marques Bumlai, amigo de Lula.

O juiz Sérgio Moro destacou que, em depoimento, Glaucos destaca que os recibos são verdadeiros. “Na instrução do presente incidente, ficou incontroverso que os recibos dos aluguéis não são materialmente falsos. O próprio Glaucos da Costamarques, apesar de afirmar que não recebeu os valores do aluguel, declarou que assinou os recibos a pedido de Roberto Teixeira (advogado) e de José Carlos Costa Marques Bumlai, ainda que parte deles extemporaneamente”, afirmou na decisão.

Diferenças

O entendimento do juiz não impede que ainda ocorra uma condenação por falsidade ideológica, que é uma outra forma de fraudar um documento. O advogado Luís Henrique Machado, especialista em direito penal, explica que as diferenças consistem entre alterações documentais e mudanças nas informações contidas no elemento de prova. “A falsidade material consiste na alteração do documento em si. Por exemplo, falsificar os elementos do material, como mudar algo na carteira de identidade. Na falsidade ideológica você muda o teor do documento. Como um atestado médico que tem carimbo, registro, mas informa que o paciente tem uma doença da qual ele não sofre”, destacou.

Moro afirmou que a decisão sobre falsidade ideológica será emitida junto com a sentença, ao fim do processo na primeira instância. O juiz destacou que, para averiguar essa denúncia, é necessário colher novos depoimentos e analisar outras provas. O advogado Cristiano Zanin Martins, que lidera a defesa do ex-presidente Lula, afirmou que existem diversas provas “atestando que seu cliente jamais recebeu a propriedade de imóveis comprados com valores oriundos de contratos firmados com a Petrobras”.

Correio Braziliense

Maia reafirma votação da reforma da Previdência em fevereiro; centrais sindicais pedem adiamento para 2019

imgHomeAgencia1518021645475O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta quarta-feira (7) que a data mais provável para a votação da reforma da Previdência em Plenário é 20 de fevereiro.

Após reunir-se na residência oficial com representantes de cinco centrais sindicais, que reivindicam a retirada de pauta da matéria, Maia reafirmou que a ideia é manter o calendário acordado com o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e com o relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

“Eu acho bom manter a data do dia 20, para que os esforços que estão sendo construídos tenham sucesso. Toda vez que adia a data, em vez de estar gerando pressão para conquista de votos, atrasa a mobilização”, disse o presidente da Câmara.  “Então vamos manter a data, para garantir a mobilização e encerrar esse assunto dia 20, dia 21,22 ou, no limite, dia 28”.

Maia, no entanto, admitiu aos sindicalistas que não pautará a reforma da Previdência sem voto. “Vamos trabalhar para ter voto, acho que o Brasil precisa da reforma da Previdência, o Brasil precisa que a gente tenha sistema previdenciário igual, do serviço público e do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]”, finalizou.

Votação em 2019


A sugestão dos representantes da CUT, da Força Sindical, da Nova Central, da CSB e da UGT ao presidente da Câmara dos Deputado foi de que a votação da reforma fique para 2019. Eles argumentam que o governo não tem votos e nem legitimidade para aprovar uma reforma da Previdência.

“Nós não concordamos com os números do governo. Eu acho que o governo hoje não tem 150 votos na Câmara e isso é muito ruim para o Brasil, na medida que, se o governo tiver uma derrota acachapante na Câmara, com certeza, as bolsas vão cair 10%, dólar vai subir e isso será muito ruim para economia”, disse o líder do Solidariedade na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que preside a Força Sindical.

“Não estamos nos furtando a discutir uma reforma da Previdência, desde que ela seja debatida com a sociedade e feita por um presidente eleito para Presidente da República”, completou.

Agência Câmara

Segurança pública: Fernando Bezerra defende políticas integradas e acredita que melhora da economia reduz criminalidade

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.  Em discurso, à tribuna, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.
Em discurso, à tribuna, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE).
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Ao defender políticas públicas integradas e articuladas na área da segurança pública, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) analisou, nesta quarta-feira (7), a relação direta entre o desemprego e o crescimento da violência e criminalidade. “Quem não dispõe de um emprego, um salário, fica muito mais suscetível a ser atraído pelo crime organizado, a se deixar levar para a delinquência, para o furto, para o assalto, para as transgressões da lei”, destacou.

A análise foi feita pelo vice-líder do governo, na Tribuna do Senado, durante a discussão do Projeto de Lei (PLS) 32/2018 – Complementar, uma das matérias que compõe a agenda prioritária da Casa sobre a questão da segurança pública. Aprovado esta noite, por unanimidade, o projeto torna obrigatória a instalação de aparelhos que bloqueiam o sinal de celular nos presídios de todo o país. Apresentado pelo senador Eunício Oliveira (MDB-CE), a proposta será encaminhada à Câmara dos Deputados.

“É importante que tenhamos um novo pensar, um novo agir para esta questão que assusta, atormenta e preocupa a sociedade brasileira; afinal, os indicadores de homicídio e violência apontam mais de 70 mil mortes, ano passado”, afirmou. “Esta realidade requer medidas enérgicas, duras e, sobretudo, políticas públicas integradas e articuladas no âmbito do governo federal, dos governos estaduais e dos governos locais”, acrescentou o senador.

Propondo o que chamou de “uma outra narrativa para essa questão”, Fernando Bezerra relacionou o aumento dos índices de criminalidade à crise econômica ocasionada por políticas equivocadas de governos anteriores. “A crise contribui, sim, para impulsionar os indicadores de violência”, disse.

Na tribuna, o vice-líder também destacou que as medidas adotadas pela política econômica do Governo Michel Temer já mostram efeitos positivos: redução do déficit público; menor taxa de inflação dos últimos 20 anos, abaixo de 3%; e redução da quantidade de desempregados (de 14 milhões para aproximadamente 12 milhões). “Melhor do que isso, com a redução da taxa de juros, os indicadores já apontam que a economia brasileira poderá crescer entre 3 e 3,5% este ano”, observou o senador. “E o Banco Central divulgou a expectativa de criação de um milhão de emprego formal e com carteira assinada, este ano”, completou.

PERNAMBUCO – Ao defender o aumento da eficiência na gestão dos recursos direcionados à segurança pública, Fernando Bezerra citou o exemplo de Pernambuco. Conforme lembrou o vice-líder, a política de segurança do estado já foi referência para o país. “Porém, em três anos da atual gestão estadual, Pernambuco é hoje campeão em violência e homicídios. São mais de 5,4 mil mortes (em 2017)”, ressaltou. “A crise econômica pode ter ajudado; mas, o fracasso da política de segurança pública no estado de Pernambuco não pode ser transferido para a responsabilidade do governo federal”, acrescentou o senador.

Confira, abaixo, a íntegra do pronunciamento de Fernando Bezerra Coelho na Tribuna do Senado:

“Sr. presidente, srªs e srs. senadores, quero, inicialmente, presidente Eunício Oliveira, trazer aqui a nossa manifestação de apoio pela iniciativa de V. Exª com essa proposta da instalação de bloqueadores nos presídios e nas penitenciárias brasileiras. E mais do que isso – esse é apenas um primeiro passo –, a disposição de V. Exª, como Presidente do Congresso Nacional, de abrir a agenda de discussão das Casas Legislativas para a temática da segurança pública.

É importante que nós tenhamos um novo pensar, um novo agir para uma questão que assusta, atormenta, preocupa a sociedade brasileira. Afinal, os indicadores de homicídios e de violência apontando para mais de 70 mil mortes no ano passado requerem medidas enérgicas, duras e, sobretudo, de forma integrada. Tenho absoluta certeza de que a sessão temática proposta aqui pelo Senador Tasso Jereissati e as discussões que irão ocorrer nas comissões desta Casa nos levarão a um novo entendimento de como integrar e articular políticas públicas no âmbito do Governo Federal, dos governos estaduais e dos governos locais.

Mas queria, srªs e srs. senadores, aqui também trazer uma outra narrativa para essa questão, diferentemente de alguns que me precederam nesta tribuna. Na realidade, nós poderemos dizer que a crise econômica, de certa forma, contribui, sim, para impulsionar os indicadores de violência, afinal de contas quem não dispõe de um emprego, de um salário, fica muito mais suscetível a ser atraído pelo crime organizado, fica muito mais suscetível a se deixar levar para a delinquência, para o furto, para o assalto, para as transgressões da lei, mas é preciso que a gente aqui reponha também um pouco de verdade.

E a verdade é que o Brasil mergulhou em uma crise econômica fruto de políticas equivocadas adotadas no período anterior à posse do atual Presidente, o que levou a 14 milhões de brasileiros desempregados. E, a verdade – mesmo que contestada a agenda de reformas do atual Governo – é uma só: o País que teve um déficit em 2016 de mais de R$ 160 bilhões já conseguiu reduzir esse déficit para menos de R$130 bilhões; o País que tinha uma taxa de inflação superior a 10% teve, no ano passado, a menor taxa de inflação dos últimos 20 anos, abaixo de 3%.

O mais importante, sr. presidente, é que as medidas adotadas pela política econômica do atual Governo produziram empregos, começam a produzir empregos. Já conseguimos reduzir os desempregados de 14 milhões para algo próximo a 12 milhões. Melhor do que isso, com a redução da taxa de juros, os indicadores já apontam que a economia brasileira poderá crescer entre 3 e 3,5% este ano, mas o crescimento do investimento será quase o dobro do crescimento do PIB, mostrando que uma taxa de juros mais baixa, como hoje está sendo confirmado pelo Banco Central, vai animar os pequenos empreendedores, o médio empresário e o empresariado brasileiro para poder abrir novos postos de trabalho.

Na semana passada, sexta-feira mais precisamente, o Banco Central divulgou as expectativas de criação de emprego formal e emprego com carteira assinada para este ano de 2018. Estima-se a criação de um milhão de empregos com carteira assinada.

É quase três vezes mais do que foi criado em 2017. Portanto, sr. Presidente, é importante que haja o contraditório, mas é importante aqui ressaltar: pode-se não gostar da figura do Presidente, pode-se criticar, mas o fato concreto é que, sob a sua liderança, a economia brasileira se relança, a economia brasileira se recupera, a economia brasileira passa a ter indicadores de inflação, de taxa de juros, de volta do emprego que animam a sociedade para vivermos o ano de 2018 melhor do que o ano de 2017.

Agora, outro ponto que gostaria de salientar é que não bastam apenas recursos. Os recursos são importantes, mas todos nós sabemos que muitas vezes o Estado gasta mal, tanto o Estado federal quantos os Estados em nível de Federação brasileira, se gasta mal, se aplica mal recursos já disponíveis no Funpen para acelerar uma das medidas que é importante para o combate ao crime organizado, mas não se pode retirar dessa discussão a gestão que é feita em cada Estado da Federação, até porque a política de segurança, conforme definido no texto constitucional, é responsabilidade dos Estados brasileiros.

Não faltou ao atual Governo a solidariedade, o apoio com o emprego das Forças Armadas, com a presença constante do Ministro da Defesa em diversos episódios que envolveram diversos Estados brasileiros, inclusive o meu Estado, o Estado de Pernambuco, que teve que se socorrer da presença das Forças Armadas para enfrentar situações mais críticas e situações mais graves. Portanto, é importante também que a gente traga para o debate a gestão da segurança pública nos Estados brasileiros.

Eu trago aqui o exemplo de Pernambuco. Há quatro anos, a política de segurança de Pernambuco era referência para o Brasil. Três anos da atual gestão estadual, Pernambuco hoje é campeão na violência e de homicídios. São mais de 5.400 mortes. É evidente: a crise econômica pode ter ajudado, mas o fracasso da política de segurança pública no Estado não pode ser transferido para a responsabilidade do Governo Federal.

Por isso é que eu recomendo voto “sim” a essa importante matéria, que é trazida por patrocínio do nosso Presidente, que merece aqui o nosso reconhecimento de pautar uma importante matéria, que atende aos legítimos anseios da sociedade brasileira.

Muito obrigado, sr. presidente.”

 

 

 

Moradores denunciam nas redes sociais esgoto estourado na rua Arco Iris no bairro Chafariz em Lagoa Grande. Um problema antigo e sem solução

Em Lagoa Grande no sertão de Pernambuco, a população vem cada vez se utilizando dos meios de comunicação e redes sociais para escancarar os descasos públicos.

Desta vez, por incrível que pareça, o descaso vem acontecendo nas ‘barbas’ de um vereador do município, quando na mesma rua em que mora o vereador, na Rua Arco Iris no Bairro Chafariz, um esgoto vem causando transtornos e aborrecimentos aos moradores e comerciantes.

Mesmo com todo o empenho de um empresário que tem empreendimento no local, o esgoto continua a incomodar os moradores das ruas próximas. O fato é que vez ou outra o esgoto estoura e vem a alagar todos os arredores e até mesmo bloqueando o acesso à rua em vários sentidos.

Chamamos a responsabilidade da Senhora Compesa para resolver o problema.

Isso é uma vergonha!!!

 

LAGOA GRANDE-PE: Funcionária da lotérica tenta humilhar cliente e acusa que sua impressora não presta

Cliente vai pagar fatura e é ridicularizado por funcionária da Casa Lotérica, “não bastasse os desserviços e mal atendimento funcionária ela ainda me humilhou”. Afirmou o cliente.

Segundo o cliente “elas atende mal, não bastasse isto, ela pergunta aonde foram impressos os boletos e recomendam outros locais alegando que minhas impressoras não prestam. Essa é uma situação constrangedora uma vez que não é atribuição delas sugerir “A” ou “B” para você algo que lhe agrade”. Ouça o áudio clicando aqui…

Em conversa com o cliente ele afirma que “não me resta outra opção se não for a de acionar o estabelecimento comercial na justiça, as providências da lotérica em relação à funcionária não é minha responsabilidade. Afirmou o cliente. (Blog Diário Popular)

Governo Paulo Câmara fechou 2017 devendo R$ 240 milhões a fornecedores e prestadores de serviço na saúde, denuncia Silvio

09.11-REUNIAO-PLENARIA-SILVIO-COSTA-FILHO-RS-3

Assim como nos dois anos anteriores da atual gestão, o Governo de Pernambuco fechou mais um ano no vermelho. Em 2017, as dívidas com fornecedores e prestadores de serviços mais uma vez somaram mais de R$ 1 bilhão. Só na saúde, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado e no portal Tome Conta, do Tribunal de Contas de Pernambuco, foram R$ 238,8 milhões de débitos rolados de um ano para outro. Os números foram debatidos nesta tarde, durante apresentação do secretário da Fazenda do Estado, Marcelo Barros, na Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Desse montante, metade dos débitos está diretamente relacionada à prestação de assistência médica e ambulatorial, com o total de R$ 119,5 milhões.  Os números, de acordo com o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Alepe, refletem a difícil situação fiscal do Estado. “Enquanto a retórica do PSB é que o governo fez o seu dever de casa e manteve o equilíbrio fiscal, os números mostram o contrário, o que tem reflexo direto nos serviços prestados à população, assim como na baixa taxa de investimento apresentada nos últimos anos. Em 2017 Pernambuco investiu apenas 5,3% da sua receita corrente líquida, enquanto Ceará investiu 12,3%, o Piauí 10,5% e a Bahia 10,4%. Foi o terceiro pior resultado da Região Nordeste”, comparou.

Para Silvio, a falta de compromisso com o pagamento a fornecedores e prestadores de serviço tem impacto direto na queda na qualidade do atendimento à população, com médicos fazendo greves nas UPAEs de Garanhuns e de Caruaru, suspensão do atendimento no Centro de Oncologia de Petrolina, superlotação nos hospitais e falta de medicamentos e insumos básicos. Segundo levantamento realizado pela Oposição, mais de de 10% dos débitos em aberto são referentes a dívidas com as OSs que administram as unidades estaduais de saúde, com prestadores de serviços e fornecedores de insumos e medicamentos. Entre os maiores credores do Estado, os fornecedores da área de saúde tinham a receber R$ 126,82 milhões em 31 de dezembro.

Os maiores credores do governo na área de saúde são a Fundação Professor Martiniano Fernades – Imip Hospitalar, que encerrou 2017 com R$ 15,37 milhões a receber; a Roche Produtos Farmacêuticos, com saldo de R$ 13,84 milhões; a Fundação Altino Ventura, com R$ 12,56 milhões, o Hospital Português, com R$ 10,30 milhões; o Hospital Tricentenário, com R$ 10,23 milhões, e o Instituto Materno Infantil de Pernambuco – Imip, com R$ 10,18 milhões a receber.

Segundo o parlamentar, a reincidência do elevado volume de restos a pagar e os atrasos nos pagamentos aos fornecedores cria um clima de insegurança no setor produtivo, além de contribuir para o aumento do desemprego e reduzir a confiança dos empresários para realizarem investimentos. “Enquanto os restos a pagar na saúde somaram R$ 240 milhões, o Governo gastou cerca de R$ 100 milhões somando as despesas com a Arena Pernambuco, publicidade e consultoria. Governar é eleger prioridades, e a gestão Paulo Câmara tem demonstrado que os serviços prestados à população não está entre as suas. Faço um apelo ao governador Paulo Câmara, para que dê prioridade ao pagamento dos débitos na saúde, para que a população não seja ainda mais penalizada”, conclui o parlamentar.

Confira os principais credores do Estado na área de saúde:

Credor Débito
FUNDACAO PROFESSOR MARTINIANO FERNANDES – IMIP HOSPITALAR R$ 15.369.245,00
PRODUTOS ROCHE QUIMICOS E FARMACEUTICOS S/A R$ 13.843.241,00
FUNDACAO ALTINO VENTURA R$ 12.564.273,00
REAL HOSPITAL PORTUGUES DE BENEFICIENCIA EM PE R$ 10.299.657,00
HOSPITAL DO TRICENTENARIO R$ 10.226.026,00
INSTITUTO MATERNO INFANTIL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA – IMIP R$ 10.183.648,00
FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE R$ 6.649.287,00
NOVARTIS BIOCIENCIAS S/A R$ 6.383.930,00
HOSPITAL DE ASSISTENCIA DOMICILIAR EIRELI R$ 6.159.215,00
BECTON DICKINSON INDÚSTRIAS CIRÚRGICAS R$ 3.786.420,00
HOSPITAL DO CANCER DE PERNAMBUCO – HCP R$ 3.648.826,00
CONFIARE SAÚDE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR R$ 3.391.447,00
FUNDAÇÃO HEMOPE R$ 3.386.938,00
MAJELA MEDICAMENTOS R$ 2.918.680,00
ROCHE DIAGNÓSTICA BRASIL R$ 2.806.261,00
ASS. DE PROTEÇÃO A MATERNIDADE E À INFÂNCIA DE SURUBIM R$ 2.692.913,00
COOPERATIVA DOS MEDICOS ANESTESIOLOGISTAS DE PERNAMBUCO COOPANEST PE R$ 2.583.266,00
UNI HOSPITALAR R$ 2.551.313,00
CASA DE SAUDE E MATERNIDADE NOSSA SENHORA DO PERPETUO SOCORRO LTDA R$ 2.255.738,00
INSTITUTO ALCIDES D’ANDRADE LIMA R$ 2.132.121,00
TOTAL R$ 123.832.445,00

 

Fonte: Portal da Transparência e Portal Tome Conta do TCE-PE

 

 

Economia: Governo cede em reforma da Previdência e admite votar até dia 28

Reforma da previdência

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentou nova proposta nesta quarta-feira com regras mais flexíveis em relação ao texto aprovado em comissão da Câmara. Entre as mudanças está a desistência de elevar o tempo mínimo de contribuição para a Previdência de 25 anos para quinze anos.

O prazo previsto para votar a reforma também deve ser adiado. O governo havia marcado a votação para 19 de fevereiro, mas o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), admitiu que o prazo-limite é 28 de fevereiro.

“A ideia é que possamos votar esse tema até dia 28. É isso que estamos nos propondo. É uma data-limite, porque esse é um tema que precisamos enfrentar”, afirmou Ribeiro.

Segundo ele, o governo só vai colocar a matéria em votação quando tiver os 308 votos necessários para aprovar a matéria. “Vamos trabalhar para isso e, se Deus quiser, até dia 28, espero, a partir desse texto, construir esse cenário com a base”, afirmou.

Diante da dificuldade para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a proposta de emenda à Constituição, o relator admitiu que o texto pode sofrer novas mudanças se isso vier acompanhado de apoio à reforma. Arthur Maia ressaltou que temas em que ainda não há consenso não serão incluídos no texto e ficarão “em aberto” para serem tratados durante a votação da matéria em plenário. Entre esses temas está uma regra de transição para servidores públicos que entraram antes de 2003 se aposentarem com direito à integralidade e paridade e diferença de idade mínima para aposentadoria para policiais e professores.

Mudanças

Caso decida se aposentar com quinze anos de contribuição, os trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) receberão 60% da média dos salários do período. Para conseguir 100% do benefício, será necessário contribuir por quarenta anos – mesmo cálculo da proposta já aprovada. A idade mínima do novo texto permanece em 65 anos para homens, e 62 anos para mulheres.

No caso dos servidores inscritos no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a proposta mantém as alterações feitas na comissão especial da Câmara em maio, de 25 anos mínimos de contribuição, com 70% do benefício.

Outras alterações no texto são a manutenção das regras sobre a aposentadoria dos trabalhadores rurais e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). As viúvas de policiais militares, civis e rodoviários também deverão receber valor da pensão integral, e não uma porcentagem do benefício, conforme o texto aprovado em maio.

(Com Estadão Conteúdo)

 

Mais 20 promotores de Justiça chegarão a cidades do Interior de Pernambuco

Promotores nova (1)

Vinte promotores de Justiça tomaram posse de seus cargos na tarde desta terça-feira 6 de fevereiro, em concorrida cerimônia, ocorrida no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Diante de um Teatro Beberibe lotado, os novos membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) juraram defender a cidadania e as tradições de luta e independência do povo pernambucano. Eles assumem os cargos no dia 5 de março, após conclusão do curso de formação, que teve início na manhã desta quarta-feira 7.

Os novos promotores foram convocados em novembro do ano passado pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros. Aprovados no concurso público realizado em 2015, cuja validade foi prorrogada até 2019, vão atuar em 14 cidades do Sertão (Bodocó, Cabrobó, Carnaíba, Custódia, Exu, Flores, Floresta, Inajá, Petrolândia, Serrita, Tabira, Tacaratu, Terra Nova e Trindade), cinco do Agreste (Águas Belas, Buíque, Ibirajuba, Jupi e Lagoa dos Gatos) e uma Chã Grande, na Zona da Mata. Somados aos 21 que assumiram em setembro de 2017, são 41 novos membros do MPPE, diminuindo de 146 para 105 o déficit de promotores existente na instituição.

O procurador-geral de Justiça saudou os novos colegas e lembrou das dificuldades enfrentadas por eles até este momento. Francisco Dirceu Barros falou sobre os trâmites que permeiam o processo, desde a abertura do concurso até a nomeação, comparando-o à saga cinematográfica Star Wars. “Esperei um ano e quatro meses para ser nomeado. Não aguentava mais as pessoas me perguntando”, afirmou.

O chefe do MPPE também salientou os ataques sofridos nos últimos tempos pela instituição e fez questão de lembrar do desmonte do Ministério Público e da magistratura ocorrido na Itália após a famosa Operação Mãos Limpas, nos anos 80, quando a Máfia foi encurralada por promotores e juízes e revidou atacando as instituições. “Há atualmente uma campanha desenfreada contra o MP e o Judiciário brasileiros. Mas nós vamos continuar lutando porque a alegria que temos em receber essa energia de vocês nos ajuda a suportar tantos ataques a que o MP está exposto”, afirmou.

Quem também fez um discurso de boas vindas aos novos promotores foi o corregedor-geral do MPPE, procurador de Justiça Paulo Roberto Lapenda. Assim como o presidente da Associação do Ministério Píblico de Pernambuco (Amppe), Roberto Brayner.

Representando a nova turma de promotores, o titular da Promotoria de Chã Grande, Gustavo Dias, agradeceu aos colegas, aos pais e à equipe da Procuradoria Geral de Justiça. “Não foi pouco o esforço realizado para que essas nomeações acontecessem”, afirmou.

Após a posse, houve apresentação do Coral Madrigal, de Caruaru, antecedida por uma homenagem feita pelo procurador-geral de Justiça aos pais dos novos promotores.

CONVOCAÇÕES FUTURAS – Em entrevista à imprensa antes da posse, o procurador-geral de Justiça afirmou que pretende fazer novas convocações ainda este semestre. “Vamos conversar com o governo do Estado para obter suplementação orçamentária que nos permita convocar mais promotores. Com mais promotores, podemos combater melhor a criminalidade, proteger a probidade administrativa e defender a cidadania”, afirmou Francisco Dirceu Barros.