O deputado federal eleito Eduardo Moura (Novo) elevou o tom das críticas à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), após se sentir desrespeitado durante um almoço promovido pela chefe do Executivo estadual para agradecer a aliados políticos. O episódio provocou um desgaste público na relação entre os dois e culminou no anúncio de rompimento político por parte do parlamentar.
A insatisfação de Moura ocorreu após ele, assim como os vereadores Felipe Alecrim (Novo) e Gilson Machado Filho, não ter sido mencionado no discurso da governadora durante o encontro. O parlamentar considerou a omissão uma falta de reconhecimento pela atuação política do grupo, especialmente nos embates contra o então prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Em declarações ao programa Girando a Pauta, Eduardo Moura demonstrou insatisfação com a postura de Raquel Lyra e destacou a participação dele e dos vereadores na oposição à gestão municipal do Recife.
Rompimento e promessa de fiscalização
Após o episódio, Moura anunciou o rompimento político com a governadora e afirmou que pretende intensificar a fiscalização das unidades de saúde estaduais quando assumir o mandato na Câmara dos Deputados, em 2027.
Entre as iniciativas mencionadas está a realização de visitas a hospitais públicos, incluindo o Hospital Getúlio Vargas, no Recife, com o objetivo de verificar as condições de atendimento e cobrar melhorias nos serviços oferecidos à população.
A declaração sinaliza uma mudança na relação entre o parlamentar eleito e a governadora, que estiveram alinhados politicamente. Apesar do rompimento anunciado por Moura, a posição individual do deputado não significa, necessariamente, que o partido Novo tenha rompido institucionalmente com o governo estadual.
Desgaste político em Pernambuco
O episódio acrescenta um novo capítulo às articulações políticas em Pernambuco e evidencia o desgaste entre aliados que esperavam maior reconhecimento pela atuação conjunta.
Até o momento, a controvérsia está centrada na avaliação de Eduardo Moura sobre a conduta da governadora. Uma eventual manifestação de Raquel Lyra sobre as acusações poderá esclarecer a posição do governo estadual diante do desentendimento.
O caso também poderá repercutir nas futuras articulações políticas no Recife e no estado, especialmente com a aproximação de novas disputas eleitorais.

