Anderson Harlem é reeleito por unanimidade presidente da Câmara de Santa Maria da Boa Vista

A Câmara Municipal de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão de Pernambuco, realizou nesta terça-feira (20) a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. O atual presidente, vereador Anderson Harlem (PP), foi reeleito por unanimidade, consolidando sua permanência no comando do Poder Legislativo municipal.

De acordo com informações divulgadas pelo Blog Nossa Voz, a votação aconteceu durante uma sessão que durou aproximadamente sete minutos. Anderson Harlem recebeu os 13 votos dos parlamentares, incluindo os dois votos dos vereadores de oposição Jerry Gomes e Antônio Pica-Pau.

Chapa única foi eleita

A eleição contou com apenas uma chapa registrada, denominada “Harmonia Legislativa”, que terá a responsabilidade de conduzir os trabalhos administrativos e legislativos da Câmara durante os próximos dois anos.

A composição eleita ficou definida da seguinte forma:

  • Presidente: Anderson Harlem (PP);
  • 1º vice-presidente: Antônio Guimarães (PP);
  • 2º vice-presidente: Vagner Castro (Avante);
  • 1ª secretária: Professora Auzenir (PP);
  • 2º secretário: Márcio Som (Avante).

Reeleição marca a história do Legislativo

Com o resultado, Anderson Harlem passa a ser apontado como o primeiro presidente reeleito da história da Câmara Municipal de Santa Maria da Boa Vista. A recondução foi possível após uma alteração no Regimento Interno da Casa, que passou a permitir a reeleição para o cargo.

A nova Mesa Diretora será responsável pela condução das atividades parlamentares e administrativas da Casa José Ozanam Gomes de Barros ao longo do biênio 2027/2028.

A votação unânime, mesmo com a participação de vereadores da oposição, marcou o resultado do processo de escolha da direção do Legislativo boavistano para o próximo período.

 

Lula autoriza abertura de sigilos da família e condiciona medida à mesma iniciativa de Flávio Bolsonaro

Foto: REUTERS/Diego Vara

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira (20) um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares. A iniciativa, porém, está condicionada à adoção de medida equivalente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial.

O documento prevê que as informações referentes aos últimos oito anos sejam disponibilizadas publicamente, por meio do sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou de outra plataforma de acesso público. A proposta também contempla empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores.

A autorização apresentada por Lula abrange a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e os cinco filhos do presidente: Lurian Cordeiro, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio.

No documento, o presidente também propõe que Flávio Bolsonaro disponibilize seus próprios dados e os de familiares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mãe do senador, Rogéria Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

A iniciativa surgiu após o confronto entre os dois candidatos durante o debate presidencial transmitido pela TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a permitir a divulgação de informações financeiras e telefônicas para que os eleitores pudessem avaliar eventuais suspeitas de irregularidades.

A discussão sobre os sigilos familiares ganhou destaque em meio às acusações trocadas durante a campanha eleitoral.

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, é citado em investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades. As apurações não representam, por si só, comprovação de culpa ou condenação judicial.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também é alvo de questionamentos relacionados a operações financeiras e a empresas mencionadas em reportagens. O senador e os envolvidos têm direito à presunção de inocência, e as suspeitas devem ser avaliadas pelas autoridades competentes.

No pedido encaminhado ao TSE, Lula também menciona empresas ligadas aos candidatos, ampliando o alcance da proposta para além das contas pessoais e familiares.

Apesar da autorização formalizada, a proposta apresentada por Lula estabelece uma condição: a liberação dos dados de seu grupo familiar deverá ocorrer caso Flávio Bolsonaro adote procedimento equivalente em relação a si próprio e aos familiares indicados no documento.

Até a publicação das primeiras informações sobre o protocolo, não havia confirmação de adesão formal do senador à proposta. Portanto, a apresentação do pedido não significa que todos os dados já tenham sido divulgados.

O episódio coloca a transparência patrimonial e financeira no centro do debate eleitoral e levanta uma questão relevante para os eleitores: até que ponto os candidatos estão dispostos a tornar públicas informações que possam contribuir para esclarecer suspeitas e permitir uma avaliação mais informada de suas trajetórias?

 

Da disputa ideológica ao confronto político: como o bolsonarismo mudou o debate entre direita e esquerda no Brasil

O debate político brasileiro passou por profundas transformações nos últimos anos. Se em outras épocas direita, esquerda e setores liberais travavam disputas em torno de projetos econômicos, sociais e administrativos, hoje uma parcela significativa do debate público parece dominada pela polarização, pela disputa de narrativas e pela defesa incondicional de lideranças políticas.

Historicamente, a direita liberal defendia o livre mercado, as privatizações, a responsabilidade fiscal e a redução da intervenção do Estado na economia. A esquerda, por sua vez, priorizava políticas sociais, direitos trabalhistas, redução das desigualdades e maior participação estatal em áreas estratégicas. Os neoliberais defendiam reformas econômicas orientadas pelo mercado, muitas vezes em oposição às propostas tradicionais da esquerda.

Eram visões diferentes de sociedade, com interesses e objetivos frequentemente conflitantes. Entretanto, o centro das discussões estava, em grande medida, nas ideias, nos programas de governo e nos rumos que o país deveria seguir.

Com a ascensão do bolsonarismo, especialmente a partir de 2018, essa dinâmica ganhou novos contornos. O confronto político passou a ser marcado, em muitos espaços, por uma divisão mais intensa entre aliados e adversários, patriotas e inimigos, direita e esquerda. A defesa de determinadas lideranças passou a ocupar, para uma parcela dos eleitores, um espaço que antes poderia ser dedicado à avaliação crítica de propostas e resultados.

É importante reconhecer que a polarização brasileira não começou com Jair Bolsonaro. Ela já existia e foi alimentada por crises políticas, econômicas e institucionais anteriores. Também seria equivocado afirmar que toda a direita se confunde com o bolsonarismo ou que todos os seus apoiadores rejeitam o debate democrático. Ainda assim, o fenômeno bolsonarista contribuiu para aprofundar divisões e reorganizar parte da disputa política nacional.

Mas há uma contradição que merece reflexão: quando a política deixa de discutir projetos e passa a girar em torno de lideranças, quem perde é a sociedade.

A direita pode questionar os gastos públicos, defender reformas econômicas e cobrar eficiência administrativa. A esquerda pode contestar a concentração de renda, defender direitos sociais e cobrar políticas públicas mais inclusivas. Os liberais podem apresentar suas propostas para a economia e o funcionamento do Estado. Nada disso deveria impedir o diálogo, a fiscalização do poder ou a construção de soluções comuns.

O problema surge quando qualquer crítica a um líder é interpretada como ataque a todo um campo político; quando argumentos são substituídos por ofensas; e quando a fidelidade ideológica se torna mais importante do que os resultados concretos de um governo.

Nesse cenário, o debate sobre emprego, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento regional e desigualdade social corre o risco de ficar em segundo plano. Enquanto grupos políticos disputam quem tem razão, milhões de brasileiros continuam esperando respostas para problemas cotidianos.

Isso não significa idealizar o passado, como se a política brasileira sempre tivesse sido marcada pelo diálogo e pela moderação. O país já enfrentou radicalizações, conflitos e graves rupturas democráticas. A diferença é que o atual ambiente de comunicação digital permite que discursos de confronto circulem rapidamente, reforçando divisões e dificultando, muitas vezes, a escuta de posições divergentes.

A questão, portanto, não é escolher entre direita e esquerda como se uma delas tivesse o monopólio da verdade. É recuperar a capacidade de avaliar propostas, cobrar compromissos, reconhecer erros e exigir coerência de qualquer liderança, independentemente de sua ideologia.

A democracia não precisa eliminar as divergências. Precisa garantir que elas sejam debatidas sem que o adversário seja tratado como inimigo.

No fim das contas, o Brasil precisa menos de uma guerra permanente entre torcidas políticas e mais de um debate sério sobre os caminhos do país. Porque defender uma ideologia é legítimo; abrir mão do pensamento crítico para defender um político, não.

O desafio da política brasileira é fazer com que as ideias voltem a ocupar o centro do debate, acima das paixões, dos personalismos e das disputas pelo poder.

Por Maurício Alves

Vitimas do acidente na PE 122 desta segunda(19) em Lagoa Grande foram identificadas e eram todos da mesma família

Um acidente automobilístico ocorrido na tarde desta segunda(19) na PE 122 que liga Lagoa Grande ao Trevo de Jutai deixou três vitimas fatais que foram identificadas como sendo Aderaldo Viana dos Santos, Naldinho, ambos irmãos e a esposa de um deles Vilanir. Um outro homem que vinha no veiculo, sofreu ferimentos e foi socorrido juntamente com Aderaldo para o Hospital José Henrique de Lima.

Vilanir e Naldinho faleceram no local diante do impacto que deixou o veiculo totalmente destruído após sair da pista e colidir com uma árvore. Aderaldo chegou a ser transferido para o hospital de Traumas em Petrolina, mas faleceu a caminho da unidade hospitalar. A outra pessoa não tivemos informações sobre o estado de saúde.

As vitimas eram moradores do bairro Santa Luzia em Petrolina e vinham retornando da cidade de Santa Filomena quando o acontecido ocorreu.

Segundo a Polícia Civil, o motorista perdeu o controle da direção após tentar fazer uma ultrapassagem.

 

Advogado Alberto Goldenstein é nomeado procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol

O advogado Alberto Goldenstein, especialista em Direito Empresarial e Desportivo e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, foi nomeado procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Futebol. O nome do profissional já consta na relação oficial de integrantes da Procuradoria de Justiça Desportiva, órgão responsável por atuar na defesa da ordem jurídica e da disciplina nas competições do futebol brasileiro.

A nomeação representa um novo passo na trajetória profissional de Goldenstein, que passa a integrar a estrutura responsável pela análise de possíveis infrações disciplinares nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A Procuradoria do STJD exerce uma função fundamental para o funcionamento da Justiça Desportiva. Entre suas atribuições estão a análise de documentos oficiais das partidas, a identificação de possíveis irregularidades e a formulação de denúncias que serão examinadas pelas comissões disciplinares e demais órgãos competentes do tribunal.

Na prática, sua atuação envolve situações relacionadas ao cumprimento das regras desportivas, à disciplina de atletas, dirigentes e clubes e à preservação da regularidade das competições. Os processos são conduzidos conforme as normas do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Com a nomeação, Goldenstein passa a atuar em uma das principais instituições responsáveis pela aplicação da legislação desportiva no futebol nacional, em um cenário marcado pela crescente complexidade das relações jurídicas no esporte.

O STJD do Futebol também vem passando por um processo de modernização institucional. Em julho de 2026, o tribunal promulgou alterações em seu Regimento Interno, incluindo a regulamentação do processo eletrônico, a criação de mecanismos para ampliar a celeridade dos julgamentos e a incorporação das normas de funcionamento da Procuradoria ao regimento geral.

A nomeação de Alberto Goldenstein reforça sua atuação na área do Direito Desportivo e amplia sua participação nas instituições responsáveis pela integridade e pelo cumprimento das normas que regem o futebol brasileiro.