Senado aprova aposentadoria diferenciada para agentes de saúde

Waldemir Barreto/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

Agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias estão próximos de conquistar o direito a se aposentarem mais cedo que o previsto na regra atual.  A regra está na PEC 14/2021, aprovada pelo Senado nesta terça-feira (14). O texto, aprovado com 73 votos favoráveis e apenas um contrário, ainda será promulgado.

O texto aprovado fixa regras permanentes e transitórias de aposentadoria para as duas categorias; disciplina a contratação desses agentes; estende as regras aos agentes indígenas; e indica a forma como a União custeará o aumento de despesa.

— Parabéns pela luta, parabéns pela conquista e parabéns ao Congresso brasileiro, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, que fizeram a sua parte — comemorou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dirigindo-se aos agentes de saúde presentes nas galerias.

Regra de transição

Pelo texto, a idade mínima para a aposentadoria da categoria aumentará gradualmente até 2041, desde que comprovados 25 anos de contribuição e de exercício na atividade profissional:

  • 50 anos para mulheres e 52 para homens até o fim de 2030;
  • 52 anos para mulheres e 54 para homens até o fim de 2035;
  • 54 anos para mulheres e 56 para homens até o fim de 2040;
  • 57 anos para mulheres e 60 para homens a partir de 2041.

Atualmente, a aposentadoria dessas categorias segue a regra geral: no mínimo 62 anos de idade para mulheres e 65 para homens, com pelo menos 15 anos de contribuição no caso do RGPS e 25 anos de contribuição no caso do RPPS.

A regra valerá tanto para quem estiver vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), aplicável a servidores públicos, quanto para quem estiver no RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As idades mínimas poderão ser reduzidas em um ano para cada ano de contribuição e de efetivo exercício que exceder os 25 anos exigidos, até o limite de cinco anos.

Outra regra de transição permite aposentadoria para agentes que preencham, de forma cumulativa:

  • idade mínima de 60 anos para mulheres e 63 para homens;
  • 15 anos de contribuição;
  • 10 anos de efetivo exercício na atividade;
  • pontuação mínima resultante da soma da idade com o tempo de contribuição: 83 pontos para mulheres e 86 para homens.

A proposta também assegura que sejam contados, para fins de aposentadoria, os períodos de afastamento para desempenho de mandato classista. Além disso, poderá ser computado o tempo trabalhado em condição de readaptação funcional, quando a mudança de função tiver ocorrido em razão de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho.

Integralidade e paridade

O texto também prevê integralidade e paridade para os agentes aposentados pelo RPPS. A integralidade significa o cálculo dos proventos com base na remuneração do cargo efetivo, enquanto a paridade garante reajustes na mesma proporção e na mesma data dos servidores em atividade, assim como extensão de benefícios ou vantagens que venham a ser concedidos.

Para os agentes vinculados ao RGPS, como o teto dos benefícios costuma ser inferior à remuneração da categoria, a PEC estabelece que a União pagará um benefício extraordinário correspondente à diferença entre o valor pago pelo INSS e a totalidade da remuneração, assegurando assim a mesma integralidade e paridade do regime próprio.

A PEC também assegura a revisão de valores para agentes aposentados antes da promulgação da futura emenda, desde que eles já cumpram os requisitos previstos na proposta na data da concessão da aposentadoria. A medida não autoriza o pagamento de valores retroativos.

Atividade essencial

A proposta reconhece a atividade dos agentes como “essencial” ao Sistema Único de Saúde (SUS). Fica proibida a contratação temporária ou terceirizada desses profissionais, exceto em situações de emergência em saúde pública previstas em lei.

O texto determina que os agentes sejam submetidos ao mesmo regime jurídico dos servidores ocupantes de cargo efetivo. Também prevê a admissão, pelos respectivos entes federativos, de profissionais vinculados ao SUS na atenção básica ou na vigilância epidemiológica e ambiental que atualmente mantenham vínculo temporário, indireto ou precário.

Para a admissão, será exigida participação em processo seletivo público de provas ou de provas e títulos realizado após 14 de fevereiro de 2006, ou em seleção pública anteriormente validada pela Emenda Constitucional 51, de 2006. Estados, Distrito Federal e municípios deverão concluir a regularização até 31 de dezembro de 2028.

Tramitação

De autoria do ex-deputado Dr. Leonardo, a PEC havia sido aprovada em 2025 pela Câmara. No Senado, a discussão foi iniciada em junho e incluiu cinco sessões de discussão em primeiro turno. Imediatamente após a aprovação na primeira votação, os senadores aprovaram um pedido de quebra de prazos, que dispensou as três sessões de discussão exigidas pelo regimento antes do segundo turno. Com isso, a PEC foi aprovada definitivamente.

No Senado, a proposta teve como relator o senador Irajá (PSD-TO), que destacou o trabalho da categoria em todas as partes do país.

— É uma luta de 24 anos de mais de 370 mil pais e mães de família, nossos agentes de saúde e de combate às endemias de todo o Brasil, que fazem um trabalho que nos orgulha como brasileiros. Eles são, de verdade, o nosso SUS de carne e osso — disse o relator no Plenário.

Impacto orçamentário

A votação da PEC vinha sendo reivindicada por lideranças, mas o Executivo havia demonstrado preocupação com a questão fiscal.

De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto da PEC no Orçamento será de R$ 3 bilhões por ano, porque o texto prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento de despesas nos regimes próprios de previdência, além de determinar o repasse de recursos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.

Antes da votação, a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), lembrou que houve uma tentativa de alterar o calendário da votação, sem êxito. Ela listou ações do governo em prol da categoria e lembrou do compromisso com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio do sistema previdenciário. A líder liberou o voto da bancada e declarou que se absteria de votar.

— Expus a posição do Governo, liberei a bancada. O governo vai ter muita coisa para trabalhar, não é pouca, e ele precisa estar livre para trabalhar (…). O tempo do calendário foi mais forte do que o tempo político. Então, submetemo-nos, curvamo-nos a ele – concluiu.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a aprovação do texto foi uma oportunidade de reconhecer no texto da Constituição um trabalho que a população já reconhece no dia a dia.

— São profissionais indispensáveis ao funcionamento do SUS. São eles que conhecem as famílias pelo nome, acompanham gestantes, idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, verificam a situação vacinal, identificam situações de vulnerabilidade e orientam a população sobre a prevenção das doenças – lembrou.

Fonte: Agência Senado

Em Garanhuns, PRF apreende cerca de 800 quilos de carne sem refrigeração

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite da terça-feira (14), uma carga de com cerca de 800 quilos de carne bovina sem refrigeração sendo transportada em uma caminhonete luxuosa, durante uma fiscalização na BR-423, em Garanhuns, município localizado no Agreste de Pernambuco.

De acordo com a PRF, a mercadoria teve o embarque em Caetés, também no Agreste, e seria revendida no Recife, cuja distância é superior a 200 quilômetros.

Os agente avistaram o veículo acessando a rodovia enquanto faziam ronda no KM 93. A caminhonete havia entrado na via por um desvio, sendo abordada logo em seguida pela corporação.

Na carroceria, foi encontrada a carne armazenada sem a refrigeração e condições de higiene. Também, o condutor não apresentou os documentos exigidos pelos órgãos de controle da carga.

“De acordo com o motorista, o produto era proveniente de três bovinos que teriam sido abatidos, após se machucarem durante o transporte”, disse a PRF.

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) foi acionada e apreendeu a carga e o veículo para adotar as medidas administrativas e sanitárias cabíveis.

A Polícia Rodoviária informou que a ocorrência pode ser enquadrada, inicialmente, como crime contra a saúde pública e contra as relações de consumo.

blog Alberes Xavier

Homem é morto a tiros enquanto trabalhava em obra em Santa Maria da Boa Vista

Um homem de 50 anos foi assassinado a tiros na tarde desta terça-feira (14), em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco. A vítima foi identificada como Roberto José dos Santos.

De acordo com as primeiras informações, Roberto era servidor da Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista e estava trabalhando em uma obra localizada entre os bairros José Lustosa e Vitória dos Sem Tetos quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta. Os suspeitos efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu ainda no local.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas, realizaram o isolamento da área e preservaram a cena do crime para o trabalho da perícia. Após os procedimentos do Instituto de Criminalística (IC), o corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML).

A Polícia Civil instaurará inquérito para investigar a autoria e a motivação do homicídio.

Eliane Soares mostra força política e mobiliza grande comitiva em ato de João Campos em Petrolina

Eliane Soares Petrolina João Campos

A ex-prefeita de Santa Cruz e pré-candidata à Câmara dos Deputados, Eliane Soares, marcou presença no encontro Chega Junto Pernambuco, realizado no último sábado (11), em Petrolina, ao lado do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Durante o evento, Eliane reuniu uma expressiva comitiva de apoiadores e lideranças políticas do Sertão, reforçando sua articulação regional e ampliando a visibilidade de sua pré-candidatura para as eleições de 2026.

A plenária, que integra a agenda de escuta popular promovida por João Campos, reuniu milhares de participantes e contou com a presença de prefeitos, vereadores, deputados e representantes de diversas cidades pernambucanas. A participação da comitiva liderada por Eliane Soares foi um dos destaques do encontro, evidenciando sua capacidade de mobilização política no Sertão.

Eliane Soares Petrolina João Campos

Em publicação nas redes sociais, a ex-prefeita destacou que o projeto político liderado por João Campos é construído a partir do diálogo com a população. “Seguimos firmes no Chega Junto Pernambuco, um momento de escuta, diálogo e construção coletiva ao lado de quem acredita em um estado mais justo e com mais oportunidades para todos”, escreveu.

Em outra mensagem, Eliane enfatizou a importância da aproximação com a população para a construção de propostas voltadas ao desenvolvimento do estado. “É caminhando ao lado do povo, ouvindo cada história e conhecendo de perto a realidade de cada pernambucano que construímos um futuro melhor para Pernambuco”, afirmou.

Eliane Soares Petrolina João Campos

Ao participar do ato político ao lado de João Campos e do deputado estadual Rodrigo Farias, Eliane Soares reafirmou seu alinhamento ao projeto do PSB para o Estado e fortaleceu sua presença no cenário político regional. A mobilização promovida pela ex-prefeita em Petrolina reforça sua atuação no Sertão e amplia sua projeção na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

 

Maurício Rands confirma candidatura a deputado federal pelo Avante

O advogado e professor universitário Maurício Rands confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Avante nas eleições de 2026. Ao comentar sua trajetória, afirmou que sua aproximação com a política ocorreu durante o curso de Direito, quando participou do movimento estudantil e de mobilizações pela redemocratização do país. “Eu percebi aqui, nesses bancos, lutando por uma democracia e por uma educação pública de qualidade”, afirmou.

Segundo Rands, sua atuação política é pautada pela defesa de mudanças na sociedade. “Eu me descobri que tinha a vocação política, não essa política convencional, essa política de só vencer cargos, mas a política para melhorar a vida das pessoas, para fazer do Brasil um país decente”, declarou.