João Campos é cotado para assumir ministério no governo Lula; pasta foi comandada por seu pai, Eduardo Campos

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), João Campos, está entre os nomes cotados para integrar o próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (26), ele é apontado como favorito para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pasta que já foi comandada por seu pai, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A possibilidade ganhou força após a reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial. De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil e repercutidas por veículos pernambucanos, a eventual nomeação de João Campos faria parte das articulações para a composição da nova equipe ministerial, que assumirá em janeiro de 2027. Até o momento, porém, não houve anúncio oficial da indicação.

Ministério tem ligação histórica com a família Campos

A possibilidade de João Campos assumir a pasta tem um significado político e familiar. Seu pai, Eduardo Campos, ocupou o Ministério da Ciência e Tecnologia durante o primeiro governo Lula, consolidando sua trajetória na política nacional antes de se tornar governador de Pernambuco.

Eduardo governou o estado por dois mandatos, entre 2007 e 2014, e se tornou uma das principais lideranças do PSB no país. Sua passagem pelo ministério também marcou a relação política entre o partido e o presidente Lula.

Caso a nomeação seja confirmada, João poderá seguir os passos do pai em uma das principais pastas do governo federal, responsável por políticas públicas de incentivo à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.

Derrota em Pernambuco e novos caminhos políticos

João Campos disputou o Governo de Pernambuco em 2026, mas foi derrotado pela governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita ainda no primeiro turno. Após o resultado, o dirigente socialista passou a ser citado nas articulações nacionais para ocupar um cargo na Esplanada dos Ministérios. <Cite refs={[“turn460256search1″,”turn460256search2”]}/>

À frente da presidência nacional do PSB desde 2025, João também exerce papel importante na articulação política da legenda. Uma eventual ida para o governo federal poderia ampliar sua atuação nacional e manter sua presença no cenário político pernambucano.

Definição depende de Lula

A composição do novo ministério ainda está em fase de articulação. Outros nomes também são mencionados para cargos estratégicos, em meio às negociações entre o governo e os partidos aliados.

Por enquanto, a possível escolha de João Campos para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação permanece no campo das especulações políticas. A confirmação dependerá de uma decisão oficial do presidente Lula.

 

PF apreende passaporte de Flávio Bolsonaro, que volta a questionar resultado das urnas

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro

O candidato derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a dizer que pedirá a anulação das eleições ao divulgar que teve seu passaporte apreendido pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (26). A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador, que perde o foro privilegiado ao fim do mandato, em janeiro, acusou ainda, sem provas, a campanha de Lula de ter utilizado dinheiro público para comprar votos.

“Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, em que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição”, disse Flávio Bolsonaro.

A fala de Eduardo mencionada ocorreu em um podcast. Ele disse: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”.

Investigação

Flávio Bolsonaro é investigado por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, fundador do banco Master. A PF aponta que ele é suspeito de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Claudio Gonçalves Couto disse que há base para a retenção de passaporte e recordou outros bolsonaristas que fugiram do país em meio às investigações. “A gente tem o caso do Allan dos Santos, da Carla Zambelli, ou seja, uma série de bolsonaristas que cometeram crimes no Brasil e se evadiram do país para evitarem ser presos.”

Ele ponderou que a tentativa golpista de Flávio seria provavelmente insuficiente para mantê-lo no país. “Talvez o medo de ser preso supere qualquer tipo de pudor que ele possa ter, inclusive do ponto de vista do desgaste político que isso causaria. Então acho que é daí que vem a precaução do ministro Alexandre Moraes em relação a essa situação.”

Golpismo

Flávio Bolsonaro imitou o gesto de seu pai e não reconheceu o resultado das urnas. Ainda na noite de domingo (25), ele disse: “Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal”.

No vídeo publicado nesta segunda (26), Flávio voltou a repetir o argumento. “Eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual.”

A “mudança de jogo” referida por Flávio foi a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que as eleições fossem prorrogadas até as 19h, devido às dificuldades de mobilidade da população para chegar às zonas eleitorais. Em diversas regiões tradicionalmente lulistas, o transporte público operou com frota reduzida, desobedecendo à determinação da própria Justiça Eleitoral de que fosse garantido acesso ao local de votação.

No entanto, a própria campanha de Flávio pediu a postergação do tempo de votação na região Sul, onde o mau clima também atrapalhava o acesso às zonas eleitorais. Couto também criticou a tentativa de Flávio de anular o processo eleitoral. “Apesar de eles mesmos terem pedido a extensão do período de votação, ao se conceder essa extensão, isso for uma mudança de regras do jogo no meio do jogo. Uma coisa que não tem cabimento, né?”

A campanha do PT estendeu o pedido a todo o país. Além disso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, acatou a extensão de Zanin e reconheceu a lisura do processo. Por fim, os votos computados após as 17h representaram cerca de 35 mil. A vitória de Lula ocorreu por mais de 4 milhões.

Lula amplia votação em Lagoa Grande e chega a 79,64% dos votos válidos no segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco, no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). O petista alcançou 79,64% dos votos válidos, contra 20,36% do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia conquistado 11.618 votos, correspondentes a 73,66% dos votos válidos no município. Já Flávio Bolsonaro recebeu 3.252 votos, alcançando 20,62%.

A comparação entre os dois turnos mostra que Lula avançou 5,98 pontos percentuais em Lagoa Grande, ampliando sua participação no eleitorado que escolheu entre os dois candidatos na etapa decisiva da disputa presidencial.

Resultado chama atenção no cenário político local

O desempenho de Lula na chamada Capital da Uva e do Vinho ganha relevância diante da movimentação política registrada durante a campanha eleitoral. O resultado também abre espaço para avaliar a atuação das lideranças locais que se posicionaram em favor dos candidatos e o peso dessas articulações junto ao eleitorado.

A votação expressiva do petista demonstra que ele manteve uma ampla vantagem no município, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com pouco mais de um quinto dos votos válidos.

Os números reforçam a importância de Lagoa Grande no debate político regional e devem alimentar as avaliações dos grupos políticos locais sobre o comportamento do eleitorado e os reflexos do resultado para as próximas disputas eleitorais.

Dados da votação:

  • Lula (PT): 73,66% no primeiro turno e 79,64% no segundo.
  • Flávio Bolsonaro (PL): 20,62% no primeiro turno e 20,36% no segundo.

 

Lula cresceu em todas as regiões do Brasil; Sudeste lidera avanço de votos e Nordeste garantiu maior vantagem

O resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 revela que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em todas as cinco regiões do Brasil em comparação com o primeiro turno. O maior crescimento absoluto ocorreu no Sudeste, com mais de 4,8 milhões de votos adicionais, seguido pelo Nordeste, onde o petista avançou quase 3 milhões.

Flávio Bolsonaro (PL) também aumentou sua votação nas regiões brasileiras, mas em proporções menores. Os números mostram que o crescimento de Lula não ficou restrito ao Nordeste, embora tenha sido nessa região que o presidente construiu sua maior vantagem sobre o adversário.

Confira o crescimento dos candidatos por região

A comparação entre os dois turnos, com base nos dados eleitorais compilados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresenta o seguinte cenário:

Região Lula: votos adicionais Flávio: votos adicionais
Sudeste +4.800.333 +1.944.892
Nordeste +2.955.848 +397.763
Sul +1.332.846 +866.745
Centro-Oeste +770.876 +470.431
Norte +474.024 +14.110

Sudeste registra maior crescimento de Lula

O Sudeste foi a região que mais contribuiu para o aumento da votação de Lula entre os dois turnos. O petista recebeu cerca de 4,8 milhões de votos adicionais, enquanto Flávio Bolsonaro ampliou sua votação em aproximadamente 1,94 milhão.

Mesmo com o avanço de Lula, Flávio permaneceu à frente na soma dos votos da região. No segundo turno, o candidato do PL obteve 26.844.501 votos, contra 24.037.731 de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,8 milhões de votos.

Nordeste amplia vantagem petista

No Nordeste, Lula conquistou 2.955.848 votos adicionais, enquanto Flávio avançou 397.763. Com isso, a vantagem do petista na região chegou a aproximadamente 13,65 milhões de votos no segundo turno.

Lula encerrou a votação nordestina com 24.450.432 votos, equivalentes a 69,37% dos votos válidos. Flávio somou 10.796.736 votos, ou 30,63%. O petista venceu nos nove estados da região.

A Bahia e Pernambuco tiveram destaque no crescimento de Lula. Na Bahia, o petista acrescentou 820.487 votos à votação do primeiro turno. Em Pernambuco, o aumento foi de 563.542 votos.

Sul e Centro-Oeste: Flávio mantém vantagem

Nas regiões Sul e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno à frente de Lula. Apesar disso, o petista também ampliou sua votação nas duas regiões.

No Sul, Lula ganhou 1.332.846 votos em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio avançou 866.745. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 770.876 votos para Lula e 470.431 para o candidato do PL.

Norte registra menor avanço de Flávio

Na Região Norte, Lula ampliou sua votação em 474.024 votos, enquanto Flávio teve um acréscimo de apenas 14.110 votos. Foi a menor diferença de crescimento entre os candidatos em todas as regiões brasileiras.

O resultado evidencia que Lula conseguiu ampliar sua votação nacionalmente, inclusive em regiões nas quais Flávio manteve vantagem eleitoral.

O que os números mostram?

O levantamento aponta dois destaques: o Sudeste foi responsável pelo maior aumento absoluto da votação de Lula, enquanto o Nordeste garantiu ao petista sua maior margem de votos sobre Flávio Bolsonaro.

A comparação também demonstra que o avanço de Lula ocorreu em todo o país. Embora Flávio tenha mantido a liderança regional no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o crescimento do petista nessas áreas reduziu distâncias e contribuiu para o resultado nacional.

Em síntese, o Nordeste foi decisivo pela ampla vantagem de Lula, mas o crescimento no Sudeste também teve peso expressivo no resultado das urnas.

Flávio Bolsonaro contesta resultado das urnas, anuncia pedido de anulação das eleições e gera repercussão política

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas.

Senador questiona decisão sobre horário de votação e afirma que equipe jurídica recorrerá à Justiça após derrota para Lula no segundo turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25), anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. Em pronunciamento após a divulgação dos resultados, o parlamentar contestou o processo eleitoral e levantou questionamentos sobre decisões relacionadas ao horário de votação.

Entre os principais pontos de sua manifestação, Flávio criticou a decisão atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, relacionada à extensão do horário de votação em seções que ainda estavam abertas. O senador alegou que a medida teria comprometido a igualdade entre os eleitores.

Durante o pronunciamento, Flávio afirmou que acionaria sua equipe jurídica para contestar o resultado. A iniciativa abre uma nova frente de disputa política após a conclusão da votação, embora um pedido de anulação não implique, por si só, a existência de irregularidades comprovadas ou a invalidação do resultado eleitoral.

Questionamentos e reação política

A manifestação do senador ocorre em meio à polarização política que marcou a campanha presidencial. Ao anunciar a intenção de recorrer à Justiça, Flávio sinaliza que pretende levar suas alegações às instâncias competentes.

Para que o resultado das urnas seja alterado, porém, é necessário que as alegações sejam analisadas pela Justiça Eleitoral e que haja fundamento jurídico e probatório para uma eventual decisão. Críticas políticas ou discordâncias em relação à condução da votação não são suficientes, isoladamente, para anular uma eleição.

Próximos passos

A repercussão do pronunciamento deve manter o debate sobre o resultado eleitoral no centro da agenda política nacional. A eventual apresentação do pedido e seus fundamentos serão determinantes para avaliar o alcance da iniciativa anunciada pelo senador.

Enquanto isso, a disputa política entra em uma nova etapa, marcada pelos desdobramentos jurídicos e pelas reações de aliados e adversários após a vitória de Lula nas urnas.

Nota editorial: antes da publicação, confirme o vídeo integral do pronunciamento, a íntegra da decisão atribuída a Cristiano Zanin e o protocolo de eventual ação judicial. As alegações de Flávio Bolsonaro devem ser apresentadas como declarações do senador, e não como irregularidades comprovadas.