Agenda de João Campos em Petrolina e Lagoa Grande é cancelada no Sertão de Pernambuco

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco,  teve sua agenda política cancelada no Sertão do estado. O socialista cumpriria compromissos nesta sexta-feira (22) em Petrolina e no sábado (23) em Lagoa Grande.

A visita do ex-prefeito do Recife vinha gerando grande expectativa entre moradores e lideranças políticas do Vale do São Francisco, que aguardavam a oportunidade de ouvir suas propostas para o estado e acompanhar de perto sua movimentação política na região.

Durante a passagem por Lagoa Grande, João Campos concederia entrevista à Rádio Lagoa Grande FM 88.7, programada para acontecer às 10h da manhã do sábado. Porém, com o cancelamento da agenda, o compromisso não será mais realizado.

Até o momento, a assessoria do pré-candidato não informou os motivos do cancelamento, nem divulgou uma nova data para a visita às cidades sertanejas.

A população agora aguarda novas informações sobre o possível retorno da agenda política de João Campos ao Sertão pernambucano.

Três ônibus universitários de Lagoa Grande e um carro se envolvem em acidente na BR-428 em Petrolina

O acidente com os ônibus universitários de Lagoa Grande aconteceu na noite de quinta-feira, 21 de maio de 2026, na BR-428, em Petrolina. Onze passageiros ficaram feridos sem gravidade, com escoriações leves, e todos passam bem.

A PRF informou que três ônibus universitários e um carro de passeio se envolveram no engavetamento, após um cachorro cruzar a pista e provocar uma freada brusca. Os motoristas fizeram o teste do bafômetro, com resultado normal, e os veículos estavam com a documentação em dia.

A Prefeitura de Lagoa Grande divulgou nota dizendo que houve apenas arranhões leves, que a equipe de educação e a empresa responsável apuravam as causas e que os estudantes receberam suporte.

 

Ex-diretor da Penitenciária de Petrolina teria exigido R$ 5 mil de cada pavilhão como ‘presente de aniversário’

Corrupção na Penitenciária de Petrolina está sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco – SERES/ARQUIVO

Investigado por liderar um forte esquema de corrupção na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, localizada em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o ex-diretor Alessandro Barbosa Martins de Sousa teria exigido a quantia de R$ 5 mil de cada pavilhão da unidade como “presente de aniversário”, além de valores extras para compra de motos e “patrocínio” de festa pela aprovação de um filho no vestibular.

As informações constam em documento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), obtido com exclusividade pela coluna Segurança. No parecer encaminhado à Justiça na última semana, o promotor Djalma Valares pede que seja mantido o afastamento do ex-diretor das atividades no sistema prisional. Em abril, a Justiça autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica.

Alessandro foi afastado das atividades em agosto de 2025, quando foi deflagrada a Operação Publicanos. Na ocasião, o ex-diretor e cinco policiais penais foram alvos de busca e apreensão. O inquérito segue em andamento, com dezenas de investigados – entre servidores públicos e detentos.

O promotor destacou que a manutenção da medida cautelar para Alessandro é “absolutamente inafastável” para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal.

“Alessandro figura como líder do núcleo de agentes públicos, valendo-se do seu alto cargo de diretor da unidade prisional para negociar privilégios, transferências, funções de ‘chaveiros’ e ‘cantineiro’, além de facilitar regalias a detentos de alta periculosidade, em troca de vultosas vantagens indevidas”, citou o promotor, no documento.

Alessandro estava à frente da penitenciária desde 2015. A investigação da Polícia Civil identificou que ele e a esposa movimentaram mais de R$ 3,3 milhões desde abril de 2022 – valor incompatível com a renda mensal declarada pelo casal.

A Polícia Civil suspeita que valores teriam sido repassados ao gestor como propina para liberação de entrada de drogas, bebidas alcoólicas, celulares e negociação de venda de cantinas e até camas na unidade prisional.

Estão sendo apurados os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho telefônico de comunicação móvel em presídio.

A defesa do ex-diretor nega as suspeitas. Na época da operação disse, em nota, que os valores apontados na investigação não condizem com a realidade financeira de Alessandro e da esposa e que eles vivem “de forma modesta”.

“CARGO PÚBLICO É O PRÓPRIO INSTRUMENTO DO CRIME”

No novo parecer, o promotor ressaltou que as provas indicam que os servidores tinham “hábito de tentar encobrir os ilícitos” e que diálogos interceptados e mensagens deletadas de WhatsApp comprovaram as irregularidades.

O promotor citou que o ex-diretor atuava ativamente para maquiar a realidade da penitenciária momentos antes da realização de inspeções. Ele mandava retirar televisores, armários e equipamentos de musculação das celas para “zelar pelo seu nome”.

“Permitir o seu retorno à função seria o mesmo que entregar a cena do crime aos cuidados do principal suspeito. (…) No caso em tela, o cargo público é o próprio instrumento do crime”, afirmou o promotor, no parecer.

Além da cobrança de valores como presente de aniversário, o MPPE pontou que o ex-diretor negociava carros de luxo diretamente com líderes de facções.

INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO

O promotor Djalma Valares confirmou à Justiça que o inquérito segue em andamento, sob a responsabilidade da Polícia civil de Pernambuco. E ressaltou que se trata de investigação de altíssima complexidade, com dezenas de investigados divididos em núcleos.

JC

Suspeita de integrar esquema milionário de fraudes bancárias é presa em Petrolina

Operação Credinimigo foi deflagrada pela PCBA (Foto: Divulgação/PCBA)

Uma mulher investigada por participação em um esquema de fraudes bancárias que teria causado prejuízo de R$ 1,5 milhão foi presa nesta quarta-feira (20) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, durante a Operação Credinimigo, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Ao todo, cinco suspeitos foram capturados em ações realizadas também nas cidades baianas de Senhor do Bonfim e Juazeiro.

Segundo as investigações, o grupo criminoso é suspeito de praticar furtos qualificados e estelionatos por meio de fraudes na concessão de microcréditos bancários. A operação foi coordenada por equipes da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (19ª Coorpin/Senhor do Bonfim), da Delegacia Territorial de Senhor do Bonfim e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Centro Norte).

De acordo com a Polícia Civil, a organização utilizava uma empresa correspondente bancária regular para obter acesso facilitado ao sistema de concessão de crédito de uma instituição financeira estatal. A partir disso, os suspeitos simulavam pedidos de empréstimos na modalidade “Crediamigo” em nome de terceiros.

Os valores aprovados eram depositados em contas abertas de forma fraudulenta, registradas em nome de “laranjas”. Em seguida, o dinheiro era transferido para outras contas bancárias ligadas ao grupo.

A investigação aponta que uma das principais suspeitas tinha acesso privilegiado aos sistemas de avaliação de clientes e autorização de créditos, o que facilitava a liberação dos empréstimos fraudulentos. Os demais envolvidos seriam responsáveis por captar vítimas e simular os contratos de financiamento.

Ainda segundo a polícia, mais de 100 pessoas podem ter sido lesadas pelo esquema. A suspeita apontada como líder da organização foi presa em Juazeiro, no norte da Bahia, enquanto aguardava a abertura de uma agência bancária para realizar novas operações financeiras.

Além dos mandados de prisão, a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos seis celulares, uma motocicleta avaliada em R$ 30 mil e um imóvel de aproximadamente R$ 500 mil, que foi bloqueado judicialmente.

Após os procedimentos policiais, os investigados foram encaminhados ao Conjunto Penal de Juazeiro, onde permanecem à disposição da Justiça.

DP

Justiça Eleitoral nega embargos e mantém cassação de prefeito e vice de Afogados da Ingazeira

Ministério Público Eleitoral opina pela cassação da chapa Sandrinho e  Daniel em Afogados da Ingazeira - FalaPE FalaPE

BLOG DO FINFA

A juíza Daniela Rocha Gomes, da 066ª Zona Eleitoral, rejeitou integralmente os embargos de declaração opostos pela defesa do prefeito Alesandro Palmeira de Vasconcelos Leite e do vice-prefeito Antônio Daniel Mangabeira Valadares de Souza. Com a decisão, publicada nesta terça-feira (19), a sentença que determinou a cassação dos diplomas e a inelegibilidade por oito anos dos políticos foi mantida em sua totalidade. O processo agora deve seguir para análise da segunda instância no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Os recursos da defesa alegavam supostas omissões e contradições na sentença que julgou procedentes a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e a Representação Especial por abuso de poder político, econômico e gastos ilícitos na campanha de 2024. No entanto, a magistrada reforçou que os argumentos dos investigados buscavam apenas rediscutir o mérito da causa devido ao inconformismo com o resultado desfavorável.

O esquema de combustíveis e “caixa dois”
A condenação original fundamenta-se em um esquema de distribuição ilegal de combustíveis coordenado pelo ex-secretário de finanças do município, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, apontado como o executor central do plano. De acordo com os trechos da decisão destacados pela magistrada:
“Jandyson Henrique Xavier Oliveira […] Agiu como longa manus do prefeito e do vice candidatos à reeleição, atuando no favorecimento ilícito de suas campanhas através da distribuição irrestrita de combustíveis a eleitores com uso de recursos de fonte desconhecida…”

A fiscalização flagrou o ex-secretário na antevéspera do pleito portando R$ 35.000,00 em espécie, além de notas fiscais, tickets e ordens de abastecimento manuscritas. Também restou provado o abastecimento irregular de um carro-pipa comunitário com verba de campanha não registrada, caracterizando a prática de “caixa dois”.

Responsabilidade dos candidatos mantida
Ao manter a condenação de Alesandro Palmeira (prefeito), a juíza pontuou que ele assumiu os riscos ao delegar a gestão financeira da campanha ao ordenador de despesas públicas da prefeitura, atraindo a responsabilidade pelos atos. Conforme cita a decisão:

“A responsabilidade do Sr. Alesandro Palmeira é, portanto, manifesta, enquadrando-se no Art. 22, XIV, da LC nº 64/90.”

Sobre o vice-prefeito Daniel Valadares, o texto reforça a unicidade da chapa e o conhecimento prévio que ele possuía das nuances administrativas:

“Como Vice-Prefeito, era sabedor das nuances administrativas de abastecimentos da Prefeitura, tendo plena ciência de que o investigado Jandyson também geria a coordenação financeira de sua campanha…”

Próximos passos
Na conclusão da sentença, a juíza manteve o entendimento de que a aprovação prévia das contas de campanha não impede a punição por abuso de poder econômico apurado em processo próprio.

“CONHEÇO dos embargos de declaração, mas NEGO-LHES PROVIMENTO, por serem manifestamente incabíveis. Mantenho, por seus próprios e suficientes fundamentos, a sentença recorrida.”

Com a manutenção integral da perda de mandato e da inelegibilidade em primeira instância, caberá agora ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) julgar os recursos em grau de apelação.