TRE-PE alerta para site falso que cobra Pix para “regularizar” título eleitoral antes do 2º turno

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) está alertando os cidadãos para um novo golpe às vésperas do segundo turno. Criminosos enviam SMS dizendo que o título está irregular e que é preciso resolver a situação para votar no segundo turno. A mensagem traz um link para um site falso, que cobra um valor via Pix.

O link leva a uma página que imita um site do Governo Federal, com a marca gov.br, as cores oficiais e frases como “serviço gratuito do TSE”. Mas o endereço não termina em .jus.br nem em .gov.br.

Ao digitar o CPF para “consultar a situação eleitoral”, a pessoa vê um aviso em vermelho dizendo que o título está “irregular”, acompanhado do seu nome completo, data de nascimento e sexo. Esses dados são obtidos ilegalmente e servem para dar credibilidade à fraude.

Em seguida, o site lista supostas multas por ausência em eleições e uma “taxa de emissão de via alternativa”, citando até uma resolução do TSE para parecer oficial. Os valores são baixos (entre R$ 12 e R$ 14), para que a vítima pague sem desconfiar. No fim, a página gera um QR Code e um código Pix “copia e cola”, com um cronômetro de poucos minutos para apressar o pagamento.

Tudo isso é falso, e o dinheiro vai direto para os golpistas. Além disso, o cadastro eleitoral está fechado até 3 de novembro. Até lá, não é possível tirar, transferir ou revisar o título. E a Justiça Eleitoral não cobra taxa por esses serviços. A Justiça Eleitoral reforça que não envia SMS, e-mail ou mensagem de WhatsApp com cobranças ou links para pagamento.

Primeiro e segundo turnos

Cada turno é considerado uma eleição independente. Por isso, quem não votou no primeiro turno e está com o cadastro regular, pode votar normalmente no segundo. A ausência pode ser justificada, sem custo, em até 60 dias após cada turno, pelo aplicativo e-Título, pelo site do TRE-PE ou em qualquer cartório eleitoral.

A consulta da situação eleitoral é gratuita e pode ser feita das seguintes formas:

– no aplicativo e-Título, baixado nas lojas oficiais;

– no Autoatendimento Eleitoral, nos sites do TRE-PE e do TSE;

– presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.

Se houver multa de verdade, a guia de pagamento só é emitida por esses canais, nunca por link recebido em mensagem.

Por isso, deve-se desconfiar de mensagens que dizem que o título está “irregular”, “cancelado” ou “bloqueado” e pedem ação urgente. O Tribunal recomenda também não clicar em links recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens e conferir sempre o endereço do site (as páginas da Justiça Eleitoral terminam em .jus.br), e nunca fazer Pix para regularizar o título a partir de links ou QR Codes enviados por desconhecidos.

Na dúvida, basta procurar os canais oficiais ou acionar o Disque Eleitor pelo número (81) 3194-9400, por chamada telefônica ou mensagem de WhatsApp.

Congresso promulga emenda do fim da 6×1; escala 5×2 começa em 60 dias

Brasília (DF), 16/10/2026 - Da esuqerda para diretita, Senador, Paulo Paim, presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado, Carlos Veras, promulgam  a proposta de Emenda à Constituição (PEC 221), que acaba com a escala um dia de descanso a cada seis de trabalho no país, a escala 6x1.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A nova Emenda foi promulgada em sessão solene com participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ministros de estado, senadores e deputados da base aliada lotaram o plenário do Senado. Lideranças da oposição não compareceram à sessão.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, destacou que os impactos da medida “são incalculáveis”.

“Quanto vale mais tempo para cuidar de si e de quem se ama? Para milhões de pessoas que precisam trabalhar seis, às vezes sete dias por semana, a resposta é simples, essas coisas não tem preço, tem valor.”

Alcolumbre acrescentou que foi preciso “muita coragem” para enfrentar um assunto que “tanta gente preferia deixar para depois”.

“Um assunto que divide opiniões, que afeta as relações de trabalho e mexe com a vida de milhões de famílias. Quando o tema é complexo, o mais cômodo é deixar para lá e não enfrentar. Mas o Legislativo brasileiro escolheu o caminho certo, não o caminho fácil”, completou o presidente do Senado.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o fim da 6×1 alcança milhões de brasileiros que “acordam antes do amanhecer, atravessam cidades inteiras e dedicam grande parte de seus dias ao trabalho”.

Motta acrescentou que os impactos da mudança para os micro e pequenos negócios serão mitigados pela aprovação do aumento do limite anual de faturamento dos MEIs dos atuais R$ 80 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

“O texto também permite a contratação de até dois funcionários por microempreendedor, garantindo assim que o MEI possa ter um funcionário a mais do que aquele que é permitido atualmente. Afinal, fortalecer o MEI é fortalecer milhões de famílias brasileiras”, completou Motta.

Após a promulgação, o presidente Lula comemorou a medida e criticou os grupos que atacaram a PEC alegando que ela iria quebrar o Brasil.

“Eu lembro da campanha do 13º salário, no começo dos anos 1960, foi a mesma coisa: vai quebrar as empresas! Vai afundar as empresas! No mundo inteiro não tem isso. Não quebrou as empresas. O dado concreto é que toda vez que os trabalhadores conseguem um benefício, ele vive um pouco mais, ele tem um pouco mais de prazer na vida”, destacou.

Entenda a nova emenda

A emenda aprovada na quarta-feira prevê também uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda história dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1.

A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

>> Clique aqui e entenda a PEC

O texto permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. O número de folgas remuneradas, no entanto, deve ser mantido em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Transição

A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, as empresas terão que garantir a escala 5×2 em até 60 dias, contados a partir de hoje, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais.

Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço.

Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, é necessário pagamento de hora-extra.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
  • redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Acordos coletivos

A Emenda Constitucional permite ainda, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Em outro parágrafo, a Emenda permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.

Terceirizados do Estado

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o Poder Público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.

Agência Brasil

Quatro secretários retornam ao governo Raquel Lyra após eleições; três disputaram mandatos e um coordenou campanha de reeleição

Quatro nomes que haviam deixado o primeiro escalão do Governo de Pernambuco durante o período eleitoral retornaram às secretarias. As nomeações foram publicadas nesta quarta-feira (14) no Diário Oficial do Estado.

Retornam ao governo Daniel Coelho, para a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha; Juliana Gouveia, para a Secretaria da Mulher; Carlos Braga, para a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Política sobre Drogas; e André Teixeira Filho, para a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura.

Daniel, Juliana e Carlos haviam deixado as funções para disputar as eleições deste ano. André Teixeira, por sua vez, afastou-se da pasta para atuar como coordenador-geral da campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

Na disputa pela Câmara dos Deputados, Daniel Coelho recebeu 59.976 votos e terminou como segundo suplente do PSD. Juliana Gouveia, candidata ao mesmo cargo, obteve 3.980 votos. Nenhum dos dois foi eleito.

Carlos Braga concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e recebeu 7.957 votos, também sem conquistar mandato.

Com os retornos, Pedro Neves, Andreza Pacheco, Amanda Valença e Nathalie Mendonça deixam a titularidade das respectivas secretarias, mas permanecem na administração estadual em outras funções.

Outro integrante do primeiro escalão que havia deixado o governo para disputar as eleições foi Kaio Maniçoba (PP), então secretário de Turismo e Lazer. Ele foi reeleito deputado estadual e, por isso, não retorna à pasta.

Raquel Lyra já havia admitido a possibilidade de mudanças no secretariado após as eleições. Questionada recentemente sobre a composição da equipe, a governadora afirmou que alterações em pastas e funções já ocorreram ao longo da gestão e destacou como critérios a capacidade técnica e a articulação política dos auxiliares.

As mudanças ocorrem dez dias após o primeiro turno, no qual Raquel Lyra foi reeleita governadora de Pernambuco.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

Fotos: Divulgação

Empresário morre e outro homem fica ferido após ataque a tiros em Afrânio

Um crime registrado no final da tarde desta quarta-feira (14) chocou os moradores de Afrânio, no Sertão do São Francisco, em Pernambuco. Dois homens foram atingidos por disparos de arma de fogo, e um deles não resistiu aos ferimentos e morreu.

A vítima fatal foi identificada como Rafael, empresário natural de Dormentes (PE), município vizinho. Ele residia em Afrânio, onde era proprietário da loja RF Motos.

O segundo homem, conhecido como Carlinhos, é proprietário de um lava-jato na cidade. Ele também foi baleado, mas, apesar dos ferimentos, não corre risco de morte.

Até o momento, não há informações sobre a identidade do autor ou dos autores do crime, nem sobre a motivação do ataque.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais, que buscarão esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar os responsáveis.

 

Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

“Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

“Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar”, afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

“A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva”, comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

“Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6×1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados”, pontuou.

Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

“Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial”, afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6×1.

“Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger”, observou. Apesar de, ao longo do debate ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação.

Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6×1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

“A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos”, disse o parlamentar.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

Agência Brasil