SEGUNDO TURNO: MPPE recomenda planejamento e fiscalização para garantir transporte coletivo intermunicipal gratuito no dia 25


Com o objetivo de assegurar a oferta de transporte público intermunicipal gratuito no segundo turno das eleições de 2026, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) e à Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi). Os dois órgãos devem responder em até 48 horas se acolhem ou não as medidas recomendadas.

Com base na recomendação, o Ministério Público orientou a EPTI e a Semobi a adotarem as medidas necessárias para garantir que todas linhas rodem no dia 25 de outubro de forma gratuita e sem redução da frota.

De acordo com o Promotor de Justiça de Transportes, Leonardo Caribé, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o dever do poder público assegurar, em todos os dias de votação, o transporte coletivo gratuito.

“O poder público, no seu papel de fiscalização, precisa exigir das operadoras que o serviço seja prestado de forma equivalente a um dia útil, sem redução de linhas, horários e frotas observados nos domingos e feriados. Essa medida é essencial para evitar um esvaziamento do direito à gratuidade e a inviabilização do acesso dos eleitores aos locais de votação”, reforçou, no texto da recomendação.

Além de cobrar das operadoras a manutenção da grade de viagens e da frota, a EPTI e a Semobi devem se organizar para fiscalizar a efetividade do transporte público no dia da votação.

No caso dos eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, os órgãos fiscalizadores devem realizar um levantamento prévio da frota. Os dados devem ser compartilhados com o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, para que seja providenciado a esses eleitores o serviço complementar ao transporte coletivo regular.

Por fim, o MPPE recomendou a divulgação, com antecedência mínima de 48 horas, dos direitos dos usuários de transporte público no dia de votação. Os órgãos fiscalizadores e empresas operadoras devem informar sobre a gratuidade, horários, itinerários e o meio de solicitação do transporte especial inclusivo.

A EPTI e Semobi devem manter, ao longo do dia 25 de outubro, um canal de atendimento e plano de contingência para receber e atender a eventuais ocorrências. Todas as providências adotadas devem ser registradas em um relatório para ser apresentado ao MPPE até o dia 30 de outubro.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE da sexta-feira (16).

Eduardo Moura acusa Raquel Lyra de desrespeito e anuncia rompimento político com a governadora

Raquel Lyra sofre dissidência na base pouco após eleição

O deputado federal eleito Eduardo Moura (Novo) elevou o tom das críticas à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), após se sentir desrespeitado durante um almoço promovido pela chefe do Executivo estadual para agradecer a aliados políticos. O episódio provocou um desgaste público na relação entre os dois e culminou no anúncio de rompimento político por parte do parlamentar.

A insatisfação de Moura ocorreu após ele, assim como os vereadores Felipe Alecrim (Novo) e Gilson Machado Filho, não ter sido mencionado no discurso da governadora durante o encontro. O parlamentar considerou a omissão uma falta de reconhecimento pela atuação política do grupo, especialmente nos embates contra o então prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Em declarações ao programa Girando a Pauta, Eduardo Moura demonstrou insatisfação com a postura de Raquel Lyra e destacou a participação dele e dos vereadores na oposição à gestão municipal do Recife.

Rompimento e promessa de fiscalização

Após o episódio, Moura anunciou o rompimento político com a governadora e afirmou que pretende intensificar a fiscalização das unidades de saúde estaduais quando assumir o mandato na Câmara dos Deputados, em 2027.

Entre as iniciativas mencionadas está a realização de visitas a hospitais públicos, incluindo o Hospital Getúlio Vargas, no Recife, com o objetivo de verificar as condições de atendimento e cobrar melhorias nos serviços oferecidos à população.

A declaração sinaliza uma mudança na relação entre o parlamentar eleito e a governadora, que estiveram alinhados politicamente. Apesar do rompimento anunciado por Moura, a posição individual do deputado não significa, necessariamente, que o partido Novo tenha rompido institucionalmente com o governo estadual.

Desgaste político em Pernambuco

O episódio acrescenta um novo capítulo às articulações políticas em Pernambuco e evidencia o desgaste entre aliados que esperavam maior reconhecimento pela atuação conjunta.

Até o momento, a controvérsia está centrada na avaliação de Eduardo Moura sobre a conduta da governadora. Uma eventual manifestação de Raquel Lyra sobre as acusações poderá esclarecer a posição do governo estadual diante do desentendimento.

O caso também poderá repercutir nas futuras articulações políticas no Recife e no estado, especialmente com a aproximação de novas disputas eleitorais.

Joice Hasselmann declara voto em Lula e fala sobre rompimento com Bolsonaro: ‘Vi o clã por dentro’

Joice Hasselmann, ex-deputada feral apoiadora de Jair Bolsonaro, declarou voto em Lula

 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Joice Hasselmann, jornalista e ex-deputada federal, declarou voto em Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em seu discurso, a ex-parlamentar relembrou sua trajetória como aliada de Jair Bolsonaro (PL), militante da extrema direita e, mais recentemente, do rompimento com o bolsonarismo.

A ex-deputada foi a mais votada em 2018 no estado de São Paulo e serviu como uma das principais bases de apoio a Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais daquele ano. Entretanto, Hasselmann admitiu que o movimento foi um erro e que mudou sua percepção depois que “viu o clã por dentro”, referindo-se à família Bolsonaro e seus aliados.

“Em 2018, acreditei em Bolsonaro, sim. Fui a primeira mulher com expressão nacional a pegar pelas mãos dele e rodar o Brasil. Entrei, como se diz, na ‘cozinha dele’. Lutei pelo que eu acreditava ser uma grande mudança, lutei pelo que acreditei que seria a maior frente de combate à corrupção desse país. Mas ainda, no primeiro ano do governo Bolsonaro, minhas esperanças de um país melhor foram embora. Eu vi o clã por dentro. Eu errei em ajudar, mas não poderia ficar de braços cruzados”, disse.

Joice Hasselmann afirmou que foi a primeira a denunciar atos de irregularidade no governo de Jair Bolsonaro, como as denúncias o “gabinete do ódio” e a minuta do golpe que, segundo ela, já existia desde o começo da gestão do ex-presidente.

Em seguida, Hasselmann afirmou que “os dois lados não são iguais” e disse que o bolsonarismo representa uma ameaça à democracia. “Do outro lado está a família miliciana ligada a facções criminosas, a família capaz de qualquer coisa, inclusive de mandar matar. É o grupo que representa ódio, mentira, violência, crimes, roubo. Gente que nunca trabalhou, nunca produziu nada, além de maldade e perversidade, e que vive do dinheiro público recebido e roubado. Gente que destrói quem questiona”, destacou.

No fim, Hasselmann disse que, apesar do seu histórico de enfrentamento ao PT, votará em Lula no segundo turno. “Apesar de todo o meu histórico de enfrentamento ao PT, domingo, dia 25, eu, Joice Hasselmann, voto Lula. Sem medo. Dia 26, volto ao debate de ideias. Sim, volto à oposição. Mas dentro do processo democrático, onde é possível fazer oposição”, completou a ex-deputada.

Portal Terra

 

Da “humilhação” ao perdão, a linha do tempo da briga de Flávio e Michelle

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro anunciaram nesta quinta-feira (23), através das suas próprias redes sociais, uma “trégua” do desentendimento público que ambos têm protagonizado no último mês, desde que ela publicou dois vídeos e, ao longo de 26 minutos, expôs pela primeira vez um atrito com o enteado e pré-candidato a presidente.

Os vídeos de Michelle foram publicados em 24 de junho e, neles, a ex-primeira dama critica Flávio por apoiar, juntamente com o deputado André Fernandes (PL-CE), uma aliança deo PL (Partido Liberal) com Ciro Gomes (PSDB), enquanto defendia que o partido apoiasse Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará no primeiro turno.

Desde a publicação, que “caiu como uma bomba” na família Bolsonaro e no PL, Flávio e Michelle travaram uma queda de braços nos bastidores, que só se resolveu com o vídeo publicado por Flávio nesta quinta-feira (23). Na postagem, o pré-candidato pediu novamente desculpas à ex-primeira-dama e renovou o convite para que eles caminhem “juntos na missão de defender o Brasil”.

“De coração aberto”

No dia seguinte à publicação do vídeo, em 25 de junho, Flávio Bolsonaro respondeu às acusações feitas pela madrasta de que ela teria sido desrespeitada e humilhada durante uma ligação telefônica. Em suas redes sociais, o pré-candidato pediu desculpas públicas e disse que estaria “de coração aberto para ela”.

Apesar da primeira tentativa de reconciliação, Flávio foi aconselhado a manter a “cabeça fria” ao lidar com a situação para não desgastar sua imagem com o eleitorado feminino e evangélico, duas bases fortes de Michelle.

Dentro do PL, as reações eram mistas à época. Conforme noticiou a CNN, alguns integrantes da sigla avaliaram que Michelle teria extrapolado os limites ao expor os atritos com o enteado e que buscava um protagonismo que não cabia à ela. Já aliados do PL Mulher — ala que era presidida por Michelle — afirmaram que o vídeo foi uma defesa dela contra ataques e mentiras que a miravam.

Com o abalo dentro da família e da pré-campanha, o presidente do PL Valdemar Costa Neto tentou colocar panos quentes na situação no mesmo dia em que Flávio se desculpou. Naquele momento, Valdemar afirmou que admirava “a coragem dos que defendem aquilo que acreditam”.

Da parte de Michelle, no dia seguinte ao vídeo, uma de suas primeiras manifestações foi apaziguar o conflito. “Não há briga, nem competição”, afirmou.

Uma das primeiras atitudes de Flávio nos bastidores, de acordo com a apuração feita pela CNN, foi procurar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para entender se ele teve conhecimento prévio do vídeo antes da divulgação.

Versículos em jogo

No dia 26 de junho, dois dias após o vídeo, Michelle e a esposa de Flávio, a dentista Fernanda Bolsonaro, trocaram indiretas nas redes sociais. A ex-primeira-dama publicou uma mensagem de cunho bíblico que enfatizava punições divinas a “quem profere mentiras”.

“A falsa testemunha não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá. Salmo 34:13″, escreveu Michelle. O Salmo citado pela presidente do PL Mulher diz: “Guarde a sua língua do mal e os seus lábios de proferir mentiras“, considerado uma lição sobre a importância de manter a integridade de declarações.

Em resposta, Fernanda publicou uma mensagem que reclamava daqueles que estimulavam “contenda entre irmãos”. “Provérbios 6:16-1. Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”.

Apesar das rusgas entre sua esposa e Michelle, Flávio minimizou o impacto do vídeo durante conversa com jornalistas em Goiás, antes de uma romaria. No evento, afirmou que o episódio era “página virada”, enquanto vestia uma camiseta branca “da paz”. No mesmo dia, ele foi conversar com seu pai.

Fogo amigo

No dia 29 de junho, duas situações chamavam a atenção: a provável ausência de Michelle no encontro que Flávio organizava com mulheres conservadoras, algo que já era dado como certo nos bastidores; e as críticas do jornalista Paulo Figueiredo contra a ex-primeira-dama.

Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos no 2º turno

Nova pesquisa Datafolha presidente 2º turno 2026: veja números de Lula e  Flávio

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos.

Em relação à rodada anterior da sondagem, divulgada na última quinta-feira (15), Flávio oscilou um ponto percentual para baixo; Lula, um para cima.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.

CNN