Quatro secretários retornam ao governo Raquel Lyra após eleições; três disputaram mandatos e um coordenou campanha de reeleição

Quatro nomes que haviam deixado o primeiro escalão do Governo de Pernambuco durante o período eleitoral retornaram às secretarias. As nomeações foram publicadas nesta quarta-feira (14) no Diário Oficial do Estado.

Retornam ao governo Daniel Coelho, para a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha; Juliana Gouveia, para a Secretaria da Mulher; Carlos Braga, para a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Política sobre Drogas; e André Teixeira Filho, para a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura.

Daniel, Juliana e Carlos haviam deixado as funções para disputar as eleições deste ano. André Teixeira, por sua vez, afastou-se da pasta para atuar como coordenador-geral da campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

Na disputa pela Câmara dos Deputados, Daniel Coelho recebeu 59.976 votos e terminou como segundo suplente do PSD. Juliana Gouveia, candidata ao mesmo cargo, obteve 3.980 votos. Nenhum dos dois foi eleito.

Carlos Braga concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e recebeu 7.957 votos, também sem conquistar mandato.

Com os retornos, Pedro Neves, Andreza Pacheco, Amanda Valença e Nathalie Mendonça deixam a titularidade das respectivas secretarias, mas permanecem na administração estadual em outras funções.

Outro integrante do primeiro escalão que havia deixado o governo para disputar as eleições foi Kaio Maniçoba (PP), então secretário de Turismo e Lazer. Ele foi reeleito deputado estadual e, por isso, não retorna à pasta.

Raquel Lyra já havia admitido a possibilidade de mudanças no secretariado após as eleições. Questionada recentemente sobre a composição da equipe, a governadora afirmou que alterações em pastas e funções já ocorreram ao longo da gestão e destacou como critérios a capacidade técnica e a articulação política dos auxiliares.

As mudanças ocorrem dez dias após o primeiro turno, no qual Raquel Lyra foi reeleita governadora de Pernambuco.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

Fotos: Divulgação

Empresário morre e outro homem fica ferido após ataque a tiros em Afrânio

Um crime registrado no final da tarde desta quarta-feira (14) chocou os moradores de Afrânio, no Sertão do São Francisco, em Pernambuco. Dois homens foram atingidos por disparos de arma de fogo, e um deles não resistiu aos ferimentos e morreu.

A vítima fatal foi identificada como Rafael, empresário natural de Dormentes (PE), município vizinho. Ele residia em Afrânio, onde era proprietário da loja RF Motos.

O segundo homem, conhecido como Carlinhos, é proprietário de um lava-jato na cidade. Ele também foi baleado, mas, apesar dos ferimentos, não corre risco de morte.

Até o momento, não há informações sobre a identidade do autor ou dos autores do crime, nem sobre a motivação do ataque.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais, que buscarão esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar os responsáveis.

 

Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

“Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

“Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar”, afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

“A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva”, comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

“Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6×1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados”, pontuou.

Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

“Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial”, afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6×1.

“Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger”, observou. Apesar de, ao longo do debate ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação.

Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6×1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

“A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos”, disse o parlamentar.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

Agência Brasil

Quaest: Lula tem 43% e Flávio marca 38% entre ausentes e nulos no 1º turno

Arte/MetrópolesImagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

Metrópoles

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14/10) aponta que 43% dos eleitores ausentes e que votaram em branco ou nulo no primeiro turno das eleições escolhem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno do pleito. Flávio Bolsonaro (PL) somou 38% das intenções de voto do grupo.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. Outros 2,3 milhões de eleitores (2,93% do total) votaram em branco, enquanto 2.300.798 anularam o voto, o equivalente a 1,84%.

Entre eleitores ausentes e que votaram em branco ou nulo:

  • Lula (PT): 43%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 38%
  • Indecisos: 2%
  • Branco ou nulo/ Não vão votar: 17%

Câmara aprova novo limite de enquadramento para microempreendedor individual e inclui perdão de dívidas

Deputados na sessão do Plenário desta quarta-feira – Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, por 461 votos contra 4, reajuste no limite de enquadramento como microempreendedor individual (MEI) e perdão a dívidas de quase 3 milhões de MEIs. A proposta segue para análise do Senado.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que incorporou medidas dos projetos de lei complementar (PLPs) 186/26 e 267/26, ambos do Poder Executivo.

Desde 2016, o limite de receita bruta anual para o MEI é de R$ 81 mil. O valor aumentará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

“Hoje o MEI às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa”, lamentou Rubens Pereira Júnior.

No caso de início de atividades do microempreendedor, o limite será de R$ 9.166,67 por mês, em 2027, e R$ 11.666,67 por mês, em 2028.

Perdão de dívidas

O projeto concede remissão integral dos créditos de MEIs inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. O beneficiário deverá manter, como contrapartida, a adimplência dos recolhimentos de contribuição com vencimento nos seis meses subsequentes à data de entrada em vigor da futura lei, sob pena de cancelamento da remissão.

O beneficiário também deverá desistir de ações judiciais em curso na data de entrada em vigor da lei complementar. O microempreendedor não deverá pagar honorários advocatícios por causa da extinção do processo judicial.

“Queremos aliviar o microempreendedor para que possa retomar suas atividades amplamente no mercado. Aquecer a economia, gerar emprego, beneficiar todos”, justificou Rubens Pereira Júnior.

O Poder Executivo estima um impacto orçamentário para recuperação do crédito de R$ 1,1 bilhão em 2027, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029.

Contratações

A proposta ainda permite que um MEI contrate até dois empregados que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Atualmente, a legislação permite que o MEI contrate apenas um empregado.

A contratação vale apenas para atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias