Joaquim da Rocinha destaca expectativa para a 66ª Festa dos Vaqueiros de Jutaí

O vereador e vice-presidente da Associação dos Vaqueiros de Jutaí, Joaquim da Rocinha, falou sobre a expectativa para a realização da 66ª Festa dos Vaqueiros de Jutaí, que acontece neste final de semana, nos dias 21 e 22 de agosto, reunindo vaqueiros, famílias e visitantes de Lagoa Grande e de várias cidades da região.

Para Joaquim, a tradicional festa representa um momento importante de valorização da cultura e da tradição sertaneja, além de movimentar a economia local e proporcionar momentos de confraternização entre os participantes.

Segundo o vereador, a expectativa é de uma grande participação popular durante os dois dias de programação. Ele também destacou o trabalho realizado pela Associação dos Vaqueiros de Jutaí e pela Prefeitura Municipal para garantir a realização do evento.

“Estamos muito felizes e com uma expectativa muito grande para esta 66ª Festa dos Vaqueiros. É uma tradição que faz parte da história de Jutaí e de Lagoa Grande. Estamos preparando tudo com muito carinho para receber os vaqueiros, suas famílias e todos que vierem participar da nossa festa”, destacou Joaquim da Rocinha.

A programação promete movimentar Jutaí durante o final de semana, com atividades voltadas à tradição dos vaqueiros e shows musicais. Entre as atrações anunciadas está a apresentação de Iguinho e Lulinha, no sábado (22), conforme agenda divulgada para o evento.

Joaquim reforçou o convite para que a população participe da festa e prestigie uma das manifestações culturais mais tradicionais de Jutaí.

“A nossa mensagem é de convite para todos. Venham participar, tragam suas famílias e vamos juntos celebrar a nossa cultura, a nossa vaqueirama e a tradição de Jutaí. Esperamos fazer uma grande festa e receber todos de braços abertos”, afirmou.

TSE proíbe Marçal de participar de debates e receber fundo eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade, decidiu nesta quinta-feira (20/8) restringir a participação de Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Presidência da República. A medida vale até que o julgamento, pela Corte, do pedido da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). Nesse período, o candidato não poderá receber recursos do fundo eleitoral, participar de debates nem aparecer no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

O principal motivo para a decisão urgente foi a falta de comprovação de que Marçal se filiou ao PRTB dentro do prazo previsto pela legislação. A lei exige que a filiação partidária esteja aprovada e registrada nos sistemas oficiais pelo menos seis meses antes da eleição. Para 2026, o prazo terminou em 4 de abril.

Documentos oficiais da Justiça Eleitoral apontam, porém, que Marçal estava filiado ao União Brasil desde 6 de março de 2026. Segundo a contestação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), há sinais de que o empresário estava ligado à legenda durante o período em que deveria estar filiado ao PRTB.

A relatora do processo, ministra Estela Aranha, destacou uma sequência de acontecimentos ao longo de mais de quatro meses que, segundo ela, enfraquece a tese de filiação ao PRTB. Em 8 de abril, quatro dias depois do fim do prazo legal, Marçal apareceu na propaganda gratuita do União Brasil afirmando ser integrante do partido. Em 12 de abril, em entrevista, declarou: “Eu sou do União Brasil”.

Estela também citou a Súmula 20 do TSE, segundo a qual documentos unilaterais, como fichas de filiação e declarações partidárias, não são suficientes para comprovar juridicamente o vínculo partidário. Para a ministra, existe risco de utilização de recursos públicos e dos meios de propaganda em benefício de uma candidatura que, neste momento, apresenta problemas jurídicos.

Durante a sessão, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, classificou os fundamentos jurídicos como “bastante robustos”, mas defendeu que o processo tenha tramitação extremamente célere. Segundo ele, é necessário chegar a uma decisão definitiva para evitar que a candidatura permaneça sob questionamento durante todo o processo eleitoral. O ministro também ressaltou a necessidade de garantir o contraditório e a ampla defesa.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, concordou com a necessidade de rapidez. Ele afirmou que é comum haver candidaturas sub judice, mas avaliou que, no caso de Marçal, a aparência do direito se mostra forte o suficiente para justificar medidas preventivas. Nunes Marques também afirmou que a defesa do empresário será ouvida assim que o processo estiver pronto.

Além da questão partidária, Marçal enfrenta uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o tornou inelegível por oito anos. O processo está relacionado à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e envolve um “campeonato de cortes” de vídeos promovido pelo empresário entre seus seguidores, considerado uso indevido dos meios de comunicação.

Na eleição municipal, Marçal terminou em terceiro lugar, com 28,1% dos votos válidos, a cerca de 57 mil votos do segundo turno. Mesmo inelegível, o empresário e influenciador registrou candidatura à Presidência da República pelo PRTB.

Apesar da inelegibilidade, o empresário e influenciador registrou candidatura à Presidência. A PGE pede que Marçal tenha o registro de candidatura barrado e considera que ele está inelegível até 2032. A decisão do TSE é válida enquanto o pedido não for analisado definitivamente. O julgamento do pedido da PGE pelo TSE definirá se ele poderá continuar oficialmente na corrida eleitoral.

CB

TCE manda grupo devolver R$ 7,4 milhões por suposto esquema na saúde de três cidades de PE

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) determinou o ressarcimento de R$ 7,4 milhões aos cofres públicos após apontar irregularidades em parcerias do Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH) com as prefeituras de São Vicente Férrer, Jurema e Trindade para a execução de serviços de saúde. As decisões apontam um modelo semelhante de atuação, com direcionamento de chamamentos públicos, terceirização considerada irregular e pagamentos a empresas ligadas aos dirigentes da organização.

Os débitos determinados pelo Tribunal são de R$ 2.360.245,77 em São Vicente Férrer, R$ 2.781.183,81 em Jurema e R$ 2.265.864,73 em Trindade, totalizando R$ 7.407.294,31. Os três processos foram julgados pela Segunda Câmara do TCE-PE, sob relatoria do conselheiro Marcos Loreto.

As prefeituras não terão que arcar com os pagamentos, já que os acórdãos imputaram a devolução dos valores aos responsáveis citados em cada processo. O TCE-PE também determinou declaração de inidoneidade por cinco anos de Alberto Sales de Assunção Santos, Daniel Teixeira Peixoto e das empresas apontadas em cada processo.

No caso das pessoas físicas, a sanção também impede o exercício de cargo em comissão ou função de confiança durante o período. Já as empresas responsabilizadas ficam impedidas de contratar com a administração pública durante o período.

Caso os pagamentos não sejam realizados, os valores poderão ser inscritos em dívida ativa e executados, conforme determinado nas decisões. Os débitos deverão ser atualizados e pagos aos cofres públicos municipais 15 dias após o trânsito em julgado das deliberações.

São Vicente Férrer

No município, o TCE analisou o Termo de Colaboração nº 001/2021, firmado entre a prefeitura e o IDH. Segundo o acórdão, a parceria transferiu integralmente ao instituto serviços de saúde que deveriam ser executados pelo município, caracterizando terceirização indevida de atividade-fim e substituição de mão de obra que deveria ser provida por concurso público ou contratação temporária.

O Tribunal também apontou indícios de direcionamento do Chamamento Público nº 001/2021. De acordo com a decisão, o edital era uma cópia integral de modelo fornecido pelo próprio IDH. Critérios de qualificação técnica considerados restritivos teriam frustrado a competitividade, resultando na participação de apenas uma entidade.

Outro ponto identificado foi o pagamento de 26,3% dos recursos a diferentes empresas prestadoras de serviços, como assessoria contábil, jurídica e de recursos humanos. Para o TCE, a utilização de percentuais fixos e idênticos, independentemente da natureza dos serviços, caracterizou distribuição planejada de lucros.

O Tribunal apontou ainda vínculos entre empresas que receberam recursos do IDH e seus dirigentes. Entre elas estão Lokamais, MR Sales/Raysales e Info-RH, além de empresas relacionadas a Alberto Sales e Daniel Peixoto.

O prejuízo calculado pelo TCE foi de R$ 2.360.245,77, valor que deverá ser ressarcido solidariamente por Alberto Sales de Assunção Santos, ASAS, Daniel Teixeira Peixoto, IDH, Info-RH, Raysales Consultoria Empresarial, Lokamais Locações e Serviços e Daniel Peixoto Assessoria e Consultoria Contábil.

Jurema

Em Jurema, a auditoria analisou o Termo de Colaboração nº 001/2017, firmado com o IDH para a execução de serviços de saúde entre 2017 e 2024. De acordo com o acórdão, foram repassados ao instituto R$ 17.732.231 durante o período.

O TCE identificou que R$ 3.313.150,74, equivalentes a 18,68% dos recursos recebidos, foram destinados a chamados “custos indiretos”. O Tribunal considerou o percentual desproporcional e apontou um prejuízo de R$ 2.781.183,81.

Segundo o acórdão, os pagamentos foram destinados a empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico, com sócios vinculados entre si e aos dirigentes do IDH. O Tribunal citou Lokamais, NATS, MR Sales, Info RH e Alberto Sales e concluiu que os pagamentos caracterizariam distribuição disfarçada de lucros, incompatível com a natureza sem fins lucrativos da organização.

Também em Jurema, o TCE afirmou que o edital do Chamamento Público nº 001/2017 foi copiado integralmente de um modelo fornecido pelo próprio IDH. Critérios de classificação técnica teriam criado barreiras à entrada de outras organizações e contribuído para que apenas o instituto participasse do certame.

O Tribunal determinou que os R$ 2.781.183,81 sejam ressarcidos solidariamente por Alberto Sales de Assunção Santos, ASAS, Daniel Teixeira Peixoto, GEPSED, IDH, Info-RH, Raysales Consultoria Empresarial, Lokamais, Daniel Peixoto Assessoria e Consultoria Contábil e NATS.

Trindade

No caso de Trindade, o TCE também identificou o pagamento de recursos do IDH a empresas ligadas aos dirigentes da organização. A auditoria apontou novamente a utilização de custos indiretos como mecanismo para mascarar a distribuição de excedentes financeiros.

O acórdão afirma que empresas responsáveis por serviços diferentes receberam percentuais fixos e idênticos de 26,3%, o que, segundo o Tribunal, desnaturaria a prestação dos serviços e caracterizaria distribuição de dividendos.

A auditoria também identificou a existência de duas personalidades jurídicas vinculadas a Alberto Sales, ASAS ME e ASAS EPP, com enquadramentos de porte distintos e objetos secundários considerados desconexos da área da saúde. Para o TCE, a estrutura seria capaz de absorver recursos que ultrapassassem os limites legais de uma microempresa.

O Tribunal apontou ainda que os sócios de empresas que recebiam pagamentos do IDH pela supervisão local nos estados onde a organização atuava (Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas) seriam proprietários, junto com Alberto Sales e Mayara Rayane Rodrigues de Sales, do Creditibank.

Banco sem autorização do BC

A referência ao Creditbank aparece nos acórdãos das três cidades e foi considerada pelo Tribunal como um elemento de risco dentro da estrutura analisada. De acordo com o órgão, a instituição financeira operava sem autorização do Banco Central do Brasil, situação que representaria risco elevado à rastreabilidade dos recursos e poderia possibilitar ilícitos, como distribuição oculta de lucros e lavagem de dinheiro na forma de produtos financeiros.

O TCE-PE também aponta que os dirigentes do IDH e pessoas ligadas às empresas fornecedoras seriam acionistas da instituição. Os autos dos processos serão encaminhados ao Ministério Público de Contas, ao Ministério Público de Pernambuco, à Polícia Federal, ao Banco Central, à Justiça Federal e à Receita Federal, para conhecimento e eventual adoção de providências nas respectivas esferas.

Por meio de nota, a prefeitura de São Vicente Férrer reiterou que nenhum agente público municipal foi responsabilizado e que o Tribunal reconheceu que a fraude não era detectável pela administração municipal, “atribuindo toda e qualquer responsabilidade ao Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH), destacando que os autos não demonstram participação da gestora no conluio”.

A gestão também destacou que não houve reconhecimento de sobrepreço nos valores pagos pelo município. “O débito imputado não decorre, portanto, de pagamento a maior realizado pelo Município, mas da natureza simulada dos negócios celebrados entre a organização parceira e as empresas de seu próprio grupo econômica”, acrescenta o posicionamento.

A gestão informou ainda que dará cumprimento às demais determinações do TCE-PE, notadamente no que diz respeito à adoção de providências para reaver os valores apurados. Também procuradas, as prefeituras de Jurema e Trindade, bem como o Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH), não se posicionaram sobre o caso até o fechamento da reportagem.

Diário de Pernambuco

66ª Festa dos Vaqueiros de Jutaí promete movimentar Lagoa Grande e região neste fim de semana

A tradição sertaneja vai tomar conta do distrito de Jutaí, em Lagoa Grande, neste fim de semana. Nesta sexta-feira (21) e sábado (22), será realizada a 66ª Festa dos Vaqueiros de Jutaí, um dos eventos mais tradicionais do município e que reúne vaqueiros, moradores e visitantes de diversas cidades da região.

Realizada pela Prefeitura de Lagoa Grande, em parceria com a Associação dos Vaqueiros de Jutaí, a programação reúne fé, cultura, tradição e grandes atrações musicais. A expectativa é de grande público durante os dois dias de festividades.

Confira a programação:

   Sexta-feira(21) 

  • 13h: Encontro dos vaqueiros no Sítio Cacimba e desfile até o distrito de Jutaí;
  • 18h: Tradicional Missa dos Vaqueiros;
  • 21h: Shows de Tayrone e Arreio de Ouro e Maycon Pegada de Vaqueiro.

    Sábado(22)

  • 8h às 17h: Tradicional Pega de Boi;
  • 15:30h: Espaço Cultural na sombra do Jatobá, com talentos regionais com participação especial de Sérgio do Forró
  • 21h: Shows de Iguinho e Lulinha e Banda Imortal.

A programação reforça a importância da Festa dos Vaqueiros de Jutaí para a preservação da cultura e das tradições do homem do campo. Além das atividades religiosas e culturais, os shows devem movimentar o comércio e a economia local, com a presença de visitantes de Lagoa Grande e de municípios vizinhos.

A Pega de Boi, uma das principais atrações da festa, também promete reunir vaqueiros em uma disputa que mantém viva uma das tradições mais marcantes do Sertão.

Com uma programação diversificada e atrações conhecidas do público nordestino, a 66ª Festa dos Vaqueiros de Jutaí chega para mais uma edição celebrando a identidade sertaneja e a tradição dos vaqueiros.

Em sabatina, João Campos destaca propostas para saúde, segurança e novo ciclo de investimentos

O candidato a governador João Campos (PSB) reafirmou, na noite desta quarta (19), em sabatina na TV Guararapes/Record, um conjunto de propostas voltadas à saúde, à segurança e à promoção de um novo ciclo de investimentos para o estado. Entre os compromissos está a construção do Hospital Geral Metropolitano e de mais três unidades de saúde regionais, a criação do Pacto contra as Facções e a realização de obras de infraestrutura fundamentais para dinamizar a economia, a exemplo da triplicação do trecho metropolitano da BR-101 e da duplicação das rodovias estaduais PE-60 e PE-90.

“Eu tenho certeza que a gente vai construir um tempo bom para Pernambuco, um tempo em que a gente vai trazer oportunidade através do trabalho, do ensino superior, da formação técnica. Vamos fazer o maior hospital da história de Pernambuco. A gente vai cuidar de verdade, fazer novas estradas, triplicar a BR-101, poder zerar o IPVA das motos de até 180 cilindradas, garantir o maior plano de investimento na área de água da história de Pernambuco. Eu sei como a gente vai fazer isso e estou animado, ao lado do presidente Lula, assim como eu vi ele fazer com Eduardo. Agora ao lado dele, eu vou construir quatro anos de muito sucesso e realizações em nosso estado”, afirmou o candidato.

João também jogou luz sobre propostas com grande impacto social, como a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motos de até 180 cilindradas e a conta de água zerada para consumidores em vulnerabilidade social que não tenham abastecimento regular em seus domicílios. O candidato destacou ainda a necessidade de retomar a expansão do ensino técnico em Pernambuco e reafirmou o compromisso de interiorizar o Embarque Digital, programa de formação superior em tecnologia implantado por ele em sua gestão à frente da Prefeitura do Recife.

“O papel de um governante é se colocar no lugar do seu povo, entender onde o calo aperta. Eu estou aqui para fazer isso: para cuidar de verdade e poder entregar minha capacidade de serviço para cuidar do povo pernambucano. E a gente vai fazer isso. Eu sou engenheiro, sei fazer conta, fui prefeito da capital, ampliei o investimento. Tudo o que a gente está aqui firmando compromisso é possível fazer. Mas é preciso saber como fazer e ter compromisso, e isso a gente sabe”, declarou.

Imagem: Reprodução/TV Guararapes