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A decisão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de não declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 tem provocado críticas de lideranças políticas ligadas ao petista no estado. O posicionamento da governadora abriu espaço para cobranças públicas de aliados de Lula, que defendem uma manifestação mais clara diante da disputa nacional.
Entre os críticos estão a senadora eleita Marília Arraes (PDT) e o deputado estadual João Paulo (PT), que demonstraram insatisfação com a postura adotada pela governadora.
Marília Arraes lamentou a decisão de Raquel Lyra de não apoiar Lula nem o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para a liderança política, o momento eleitoral exige um posicionamento mais definido diante dos projetos em disputa no país.
João Paulo também manifestou incômodo com a neutralidade da governadora. O deputado argumentou que a eleição envolve questões importantes para o Brasil, como a soberania nacional e os direitos sociais. Ao mesmo tempo, reconheceu que a presença de Lula em Pernambuco durante a campanha do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pode ter contribuído para o desgaste político entre o presidente e a governadora.
Raquel defende autonomia política
Raquel Lyra, por sua vez, mantém a decisão de não declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência. A governadora tem defendido que sua prioridade é Pernambuco e que pretende preservar a autonomia política, sem comprometer a relação institucional com o governo federal.
A gestora também reconheceu a importância das parcerias com o governo Lula para a execução de ações no estado, incluindo iniciativas nas áreas de habitação, infraestrutura rodoviária e abastecimento de água.
Cobrança amplia debate político em Pernambuco
A posição de Raquel Lyra intensifica as discussões políticas em Pernambuco, especialmente entre lideranças que defendem o alinhamento com Lula e aquelas que consideram legítima a decisão da governadora de manter a neutralidade.
Integrantes da campanha petista no estado, entre eles o deputado federal Carlos Veras e o senador Humberto Costa, também cobraram um posicionamento da governadora, destacando a importância das parcerias entre os governos estadual e federal.
O episódio evidencia as divergências políticas em Pernambuco em meio à disputa presidencial de 2026 e coloca em debate os limites entre alianças eleitorais e relações institucionais entre diferentes esferas de governo.




