“Ter prefeitos não garante votos: a verdadeira força política está no apoio do povo”

Na política, ter o apoio de prefeitos, lideranças e grupos políticos pode fortalecer uma candidatura, mas isso não garante automaticamente o apoio popular. A leitura eleitoral precisa considerar dois fatores: o apoio das lideranças e o sentimento do povo.

Muitas vezes, um candidato reúne um grande número de prefeitos por alianças partidárias, acordos políticos ou estratégias regionais. Porém, o eleitor pode seguir outro caminho nas urnas, principalmente quando existe insatisfação com as gestões locais ou quando o candidato não consegue criar identificação popular.

Por outro lado, quando uma gestão municipal ou estadual é bem avaliada, o apoio do prefeito pode sim ter peso importante, porque o gestor consegue transferir parte da sua aprovação para o candidato apoiado. Nesse cenário, a força política deixa de ser apenas institucional e passa a ter respaldo popular.

Ou seja, numa análise política equilibrada, não basta contar quantos prefeitos estão de um lado. É preciso perguntar também: o povo acompanha esse movimento? Porque eleição se vence no voto popular, e não apenas nas articulações políticas.

 

Miguel sobe o tom sobre Senado e União Brasil entra em campo para respaldar candidatura

As declarações do pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, durante entrevista concedida no último sábado ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, repercutiram nos bastidores da política pernambucana e provocaram um posicionamento oficial do União Brasil em defesa da sua postulação para a disputa de 2026.

Na entrevista, Miguel foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de disputar outro cargo que não seja uma vaga no Senado Federal. Questionado sobre cenários alternativos, como uma candidatura a vice-governador, deputado federal ou deputado estadual, o ex-prefeito de Petrolina afirmou que seu projeto político está definido.

“Eu fico tranquilo que eu serei candidato a senador, nem que o União vá avulso, a Federação vá avulso. Então, isso de forma tranquila, objetiva, disse isso para a governadora Raquel Lyra, disse isso, inclusive para Eduardo da Fonte, que é presidente do PP. Se a gente não tiver uma unidade dentro da Federação, está resolvido: saem os dois, tanto eu quanto Dudu, candidatos avulsos ao Senado, e vamos deixar quem é importante decidir, o povo”, declarou.

A fala praticamente encerra as especulações sobre uma eventual mudança de rota do pré-candidato e aumenta a pressão nas negociações internas da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, em torno da composição da chapa majoritária liderada pela governadora Raquel Lyra.

Miguel também defendeu que a federação possui tamanho político e representatividade suficientes para pleitear mais de um espaço na disputa majoritária.

“Acho que a Federação tem tamanho, tem legitimidade e, acima de tudo, tem quadros para que a gente possa ter dois espaços na chapa majoritária. Seja dois no Senado, seja em qualquer outra escalação”, afirmou.

Diante da repercussão das declarações, o União Brasil em Pernambuco divulgou nota oficial reafirmando que atua integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em conformidade com o estatuto da federação, homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na nota, o partido classificou a candidatura de Miguel Coelho ao Senado como “legítima, madura e construída com responsabilidade”, ressaltando que a postulação não representa um movimento isolado nem uma divergência interna, mas o direito de um partido federado reivindicar espaço compatível com sua representatividade política.

O União Brasil também destacou que o estatuto da federação prevê a possibilidade de indicação de dois nomes para a disputa ao Senado e que, havendo entendimento nesse sentido, a postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, cabendo às instâncias federativas e, em última análise, à Direção Nacional, a decisão sobre as candidaturas majoritárias.

Por fim, a legenda reiterou o compromisso com a reeleição da governadora Raquel Lyra e com a unidade da base aliada, defendendo que a construção política deve ocorrer por meio do diálogo e do respeito mútuo entre os partidos que integram a federação.

CONFIRA NOTA NA ÍNTEGRA:

União Brasil – Pernambuco

O União Brasil em Pernambuco reafirma que sua atuação se dá integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em estrito respeito ao seu estatuto, regularmente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A postulação de Miguel Coelho ao Senado é legítima, madura e construída com responsabilidade. Não se trata de movimento isolado nem de divergência: trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a Federação reúne em Pernambuco. Esse direito não se mede pela maior ou menor bancada de qualquer das legendas que a integram, e sim pela construção conjunta e equilibrada das decisões.

O estatuto, aliás, é claro: havendo entendimento da Federação pela indicação de dois nomes ao Senado, essa postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, inclusive sem coligação com outras legendas, cabendo às instâncias federativas, e em última análise à Direção Nacional, a deliberação sobre as candidaturas majoritárias.

O União Brasil mantém seu compromisso com a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e com a unidade da base, convicto de que ela se constrói pelo diálogo e pelo respeito mútuo, jamais pela imposição.

Blog Ponto de Vista

Josimara Cavalcanti mostra força política ao reunir lideranças em torno de sua pré-candidatura a deputada estadual

Consolidada como grande liderança política do sertão pernambucano, Josimara Cavalcanti mostrou toda a sua força ao reunir nomes de peso em torno da sua pré-candidatura a deputada estadual. Destaque para a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco, com o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, o senador e pré-candidato a reeleição Humberto Costa, além da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes. Outros nomes importantes que caminham ao lado de Josimara são do ex-ministro de Portos e Aeroportos do governo Lula, Silvio Costa Filho, presidente estadual do Republicanos e vai disputar a reeleição para deputado federal e do ex-deputado federal Gonzaga Patriota.

Ainda entre as presenças no evento, realizado no último sábado (23) em Dormentes, estão grupos políticos que apoiam Josimara em cidades sertanejas.

“Essa união de forças em torno da minha pré-candidatura mostra que estamos no caminho certo. A responsabilidade aumenta, mas o compromisso com o Sertão e com Pernambuco fica ainda mais forte. Estou pronta e preparada para essa nova missão lá na Assembleia Legislativa de Pernambuco.”_, afirmou a pré-candidata a deputada estadual Josimara Cavalcanti.

ASCOM

Pesquisa do Instituto Veritá que colocava Raquel Lyra na liderança é suspensa pelo TRE-PE

O clima político em Pernambuco ganhou mais um capítulo na Justiça Eleitoral após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinar a suspensão de uma pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá sobre a corrida pelo Governo do Estado. O levantamento, que colocava a governadora Raquel Lyra à frente na disputa, foi alvo de contestação por supostas falhas técnicas e metodológicas.

A ação foi apresentada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), integrante da Frente Popular de Pernambuco, que questionou a confiabilidade dos dados divulgados pelo instituto responsável pela pesquisa. Segundo o partido, haveria inconsistências na metodologia utilizada para a realização das entrevistas e na forma como as informações foram registradas.

Entre os principais pontos levantados está o uso da metodologia chamada Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). De acordo com a representação judicial, embora o Instituto Veritá tenha informado que realizou entrevistas em bairros específicos dos municípios pesquisados, os formulários aplicados não continham identificação detalhada dessas localidades, o que levantou dúvidas sobre a execução prática do método apresentado.

Outro aspecto considerado relevante pela Justiça foi a ausência de informações detalhadas sobre a distribuição dos entrevistados por setor censitário, item considerado essencial para garantir a transparência e a validação técnica de pesquisas eleitorais.

Na decisão liminar, o desembargador Marcelo Labanca Corrêa de Araújo apontou indícios de possível descumprimento das normas estabelecidas pela legislação eleitoral e pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação de levantamentos eleitorais.

Com a determinação do TRE-PE, o Instituto Veritá deverá interromper a divulgação da pesquisa no prazo de 24 horas, incluindo a retirada de conteúdos publicados em plataformas digitais ligadas à Meta, como Facebook e Instagram. Em caso de descumprimento da medida judicial, foi estipulada multa diária de R$ 5 mil.

Não é a primeira vez que o instituto enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral. Em abril deste ano, outra pesquisa atribuída ao Veritá também foi suspensa após contestações relacionadas à metodologia utilizada e à confiabilidade dos dados apresentados ao eleitorado pernambucano.

Pesquisa Múltipla: Raquel tem 43% e João Campos, 39%

Pesquisa do Instituto Múltipla, contratada com exclusividade pelo blog do Nill Júnior, aponta que a governadora Raquel Lyra (PSD) lidera pela primeira vez, matematicamente, a disputa pelo Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel aparece com 43% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) soma 39%.

O deputado estadual Ivan Moraes (PSOL) tem 2% das intenções de voto. Não opinaram 1% dos entrevistados, enquanto 8% disseram estar indecisos. Brancos e nulos somam 7%.

Apesar da liderança da governadora, o levantamento ainda aponta empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Raquel Lyra varia entre 40% e 46%, enquanto João Campos oscila entre 36% e 42%.

Na comparação com a pesquisa divulgada em fevereiro, Raquel Lyra apresentou crescimento de 14 pontos percentuais. Naquele levantamento, João Campos tinha 42% das intenções de voto, contra 29% da governadora. O socialista chegou a registrar 47% em novembro de 2025, quando Raquel aparecia com 27%.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra também aparece numericamente à frente. A governadora tem 44% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 41%. Não opinaram 1% dos entrevistados. Os indecisos somam 8%, mesmo percentual dos que afirmaram votar branco ou nulo.

Em fevereiro, o cenário de segundo turno mostrava João Campos com 47% e Raquel Lyra com 32%, indicando uma mudança significativa no quadro eleitoral ao longo dos últimos meses.

Segundo Ronald Falabella, diretor do Instituto Múltipla, um dos fatores que explicam a mudança de percepção do eleitorado é a melhora na avaliação da governadora, além do crescimento de Raquel Lyra na Região Metropolitana do Recife.

Na divisão regional, João Campos segue liderando na RMR, mas com vantagem menor: 50% contra 36%. Já Raquel Lyra aparece à frente no Sertão, com 47% a 41%; no Agreste, com 52% a 33%; e na Zona da Mata, onde vence por 49% a 30%.

Rejeição

O levantamento também mediu a rejeição dos pré-candidatos. Raquel Lyra aparece com rejeição maior do que João Campos. Segundo a pesquisa, 36% afirmaram que não votariam nela “de jeito nenhum”, enquanto 30% disseram rejeitar o socialista.

Entre os entrevistados, 20% afirmaram conhecer Raquel e talvez votar nela, enquanto 42% disseram conhecer e votar com certeza na governadora. Em relação a João Campos, 25% disseram que talvez votariam nele e 38% afirmaram votar com certeza no ex-prefeito do Recife.

No caso de Ivan Moraes, 2% disseram conhecer e votar com certeza no parlamentar, 3% afirmaram que talvez votassem, 9% disseram rejeitá-lo e 85% declararam não conhecê-lo.

Interesse do eleitorado

A pesquisa também avaliou o nível de interesse da população pernambucana na eleição de 2026. Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados disseram estar pouco interessados no pleito, enquanto 31% afirmaram não ter nenhum interesse. Já 32% declararam estar muito interessados na disputa eleitoral.

Dados da pesquisa

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-07611/2026 e BR-00432/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 20 de maio de 2026, com 1.070 entrevistas em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Blog do Mário Flávio