Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos no 2º turno

Nova pesquisa Datafolha presidente 2º turno 2026: veja números de Lula e  Flávio

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos.

Em relação à rodada anterior da sondagem, divulgada na última quinta-feira (15), Flávio oscilou um ponto percentual para baixo; Lula, um para cima.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.

CNN

Lula autoriza abertura de sigilos da família e condiciona medida à mesma iniciativa de Flávio Bolsonaro

Foto: REUTERS/Diego Vara

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira (20) um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares. A iniciativa, porém, está condicionada à adoção de medida equivalente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial.

O documento prevê que as informações referentes aos últimos oito anos sejam disponibilizadas publicamente, por meio do sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou de outra plataforma de acesso público. A proposta também contempla empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores.

A autorização apresentada por Lula abrange a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e os cinco filhos do presidente: Lurian Cordeiro, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio.

No documento, o presidente também propõe que Flávio Bolsonaro disponibilize seus próprios dados e os de familiares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mãe do senador, Rogéria Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

A iniciativa surgiu após o confronto entre os dois candidatos durante o debate presidencial transmitido pela TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a permitir a divulgação de informações financeiras e telefônicas para que os eleitores pudessem avaliar eventuais suspeitas de irregularidades.

A discussão sobre os sigilos familiares ganhou destaque em meio às acusações trocadas durante a campanha eleitoral.

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, é citado em investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades. As apurações não representam, por si só, comprovação de culpa ou condenação judicial.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também é alvo de questionamentos relacionados a operações financeiras e a empresas mencionadas em reportagens. O senador e os envolvidos têm direito à presunção de inocência, e as suspeitas devem ser avaliadas pelas autoridades competentes.

No pedido encaminhado ao TSE, Lula também menciona empresas ligadas aos candidatos, ampliando o alcance da proposta para além das contas pessoais e familiares.

Apesar da autorização formalizada, a proposta apresentada por Lula estabelece uma condição: a liberação dos dados de seu grupo familiar deverá ocorrer caso Flávio Bolsonaro adote procedimento equivalente em relação a si próprio e aos familiares indicados no documento.

Até a publicação das primeiras informações sobre o protocolo, não havia confirmação de adesão formal do senador à proposta. Portanto, a apresentação do pedido não significa que todos os dados já tenham sido divulgados.

O episódio coloca a transparência patrimonial e financeira no centro do debate eleitoral e levanta uma questão relevante para os eleitores: até que ponto os candidatos estão dispostos a tornar públicas informações que possam contribuir para esclarecer suspeitas e permitir uma avaliação mais informada de suas trajetórias?

 

Da disputa ideológica ao confronto político: como o bolsonarismo mudou o debate entre direita e esquerda no Brasil

O debate político brasileiro passou por profundas transformações nos últimos anos. Se em outras épocas direita, esquerda e setores liberais travavam disputas em torno de projetos econômicos, sociais e administrativos, hoje uma parcela significativa do debate público parece dominada pela polarização, pela disputa de narrativas e pela defesa incondicional de lideranças políticas.

Historicamente, a direita liberal defendia o livre mercado, as privatizações, a responsabilidade fiscal e a redução da intervenção do Estado na economia. A esquerda, por sua vez, priorizava políticas sociais, direitos trabalhistas, redução das desigualdades e maior participação estatal em áreas estratégicas. Os neoliberais defendiam reformas econômicas orientadas pelo mercado, muitas vezes em oposição às propostas tradicionais da esquerda.

Eram visões diferentes de sociedade, com interesses e objetivos frequentemente conflitantes. Entretanto, o centro das discussões estava, em grande medida, nas ideias, nos programas de governo e nos rumos que o país deveria seguir.

Com a ascensão do bolsonarismo, especialmente a partir de 2018, essa dinâmica ganhou novos contornos. O confronto político passou a ser marcado, em muitos espaços, por uma divisão mais intensa entre aliados e adversários, patriotas e inimigos, direita e esquerda. A defesa de determinadas lideranças passou a ocupar, para uma parcela dos eleitores, um espaço que antes poderia ser dedicado à avaliação crítica de propostas e resultados.

É importante reconhecer que a polarização brasileira não começou com Jair Bolsonaro. Ela já existia e foi alimentada por crises políticas, econômicas e institucionais anteriores. Também seria equivocado afirmar que toda a direita se confunde com o bolsonarismo ou que todos os seus apoiadores rejeitam o debate democrático. Ainda assim, o fenômeno bolsonarista contribuiu para aprofundar divisões e reorganizar parte da disputa política nacional.

Mas há uma contradição que merece reflexão: quando a política deixa de discutir projetos e passa a girar em torno de lideranças, quem perde é a sociedade.

A direita pode questionar os gastos públicos, defender reformas econômicas e cobrar eficiência administrativa. A esquerda pode contestar a concentração de renda, defender direitos sociais e cobrar políticas públicas mais inclusivas. Os liberais podem apresentar suas propostas para a economia e o funcionamento do Estado. Nada disso deveria impedir o diálogo, a fiscalização do poder ou a construção de soluções comuns.

O problema surge quando qualquer crítica a um líder é interpretada como ataque a todo um campo político; quando argumentos são substituídos por ofensas; e quando a fidelidade ideológica se torna mais importante do que os resultados concretos de um governo.

Nesse cenário, o debate sobre emprego, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento regional e desigualdade social corre o risco de ficar em segundo plano. Enquanto grupos políticos disputam quem tem razão, milhões de brasileiros continuam esperando respostas para problemas cotidianos.

Isso não significa idealizar o passado, como se a política brasileira sempre tivesse sido marcada pelo diálogo e pela moderação. O país já enfrentou radicalizações, conflitos e graves rupturas democráticas. A diferença é que o atual ambiente de comunicação digital permite que discursos de confronto circulem rapidamente, reforçando divisões e dificultando, muitas vezes, a escuta de posições divergentes.

A questão, portanto, não é escolher entre direita e esquerda como se uma delas tivesse o monopólio da verdade. É recuperar a capacidade de avaliar propostas, cobrar compromissos, reconhecer erros e exigir coerência de qualquer liderança, independentemente de sua ideologia.

A democracia não precisa eliminar as divergências. Precisa garantir que elas sejam debatidas sem que o adversário seja tratado como inimigo.

No fim das contas, o Brasil precisa menos de uma guerra permanente entre torcidas políticas e mais de um debate sério sobre os caminhos do país. Porque defender uma ideologia é legítimo; abrir mão do pensamento crítico para defender um político, não.

O desafio da política brasileira é fazer com que as ideias voltem a ocupar o centro do debate, acima das paixões, dos personalismos e das disputas pelo poder.

Por Maurício Alves

Após pedido do PT, TRE-PE cobra do Governo de Pernambuco transporte gratuito em todo o estado no segundo turno

Tribunal atende solicitação da Federação Brasil da Esperança, presidida por Carlos Veras, e pede ampliação da gratuidade, que no primeiro turno ficou restrita à Região Metropolitana do Recife

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) encaminhou, nesta segunda-feira (19), ofício à governadora Raquel Lyra cobrando transporte público intermunicipal gratuito em todo o estado no segundo turno das eleições, domingo (25). No primeiro turno, a gratuidade ficou restrita à Região Metropolitana do Recife (RMR).

A medida atende a requerimento da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), presidida pelo deputado federal Carlos Veras, também presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco.

O TRE-PE reforça que a gratuidade deve alcançar todo o território pernambucano, incluindo a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão, com frequência compatível com a dos dias úteis, e destaca que se trata de uma obrigação legal.

“O direito ao voto não pode depender do dinheiro da passagem. Cabe ao Governo do Estado cumprir a legislação e garantir transporte gratuito em todo Pernambuco, para que ninguém deixe de votar por falta de transporte”, afirma Carlos Veras.

Lula participa de grande ato no Vale do São Francisco nesta terça-feira (20)

Lula em Belo Horizonte durante a campanha em 2022 junto de militantes
Mobilização terá concentração em Juazeiro (BA), às 14h, e caminhada até Petrolina (PE), com encerramento na Avenida Guararapes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta terça-feira (20), de um grande ato no Vale do São Francisco, reunindo participantes em Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

A concentração está marcada para as 14h, na Orla II de Juazeiro, em frente ao Vapor do Vinho. De lá, a caminhada seguirá em direção a Petrolina, com encerramento na Avenida Guararapes.

A atividade integra a agenda do presidente na região e reunirá participantes dos dois municípios, em uma mobilização que conecta as duas cidades do Vale do São Francisco.