Lula participa de grande ato no Vale do São Francisco nesta terça-feira (20)

Lula em Belo Horizonte durante a campanha em 2022 junto de militantes
Mobilização terá concentração em Juazeiro (BA), às 14h, e caminhada até Petrolina (PE), com encerramento na Avenida Guararapes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta terça-feira (20), de um grande ato no Vale do São Francisco, reunindo participantes em Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

A concentração está marcada para as 14h, na Orla II de Juazeiro, em frente ao Vapor do Vinho. De lá, a caminhada seguirá em direção a Petrolina, com encerramento na Avenida Guararapes.

A atividade integra a agenda do presidente na região e reunirá participantes dos dois municípios, em uma mobilização que conecta as duas cidades do Vale do São Francisco.

Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band é marcado por ataques, provocações e poucas propostas

O primeiro debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), pela TV Band, foi marcado por trocas de acusações, provocações e discussões envolvendo familiares dos dois candidatos. A avaliação de analistas políticos e comentaristas é que o confronto teve mais momentos de tensão do que apresentação detalhada de propostas para o país.

O encontro ocorreu a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais e colocou frente a frente os dois candidatos em um formato que permitiu confrontos diretos. Ao longo do programa, os mediadores precisaram intervir em alguns momentos, diante da intensidade das discussões.

Acusações dominaram parte do confronto

Entre os principais assuntos do debate estiveram as suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, e os questionamentos de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula cobrou explicações de Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O senador, por sua vez, levantou questionamentos sobre suspeitas envolvendo o filho do presidente e integrantes do governo petista.

As acusações ocuparam parte significativa do confronto e contribuíram para elevar o tom da discussão. É importante ressaltar que suspeitas e acusações feitas em um debate eleitoral não equivalem, por si só, à comprovação de irregularidades.

Segurança pública, economia e saúde também estiveram em pauta

Apesar da predominância dos embates pessoais, os candidatos também abordaram temas de interesse nacional, como segurança pública, custo de vida, saúde, produtividade e relações internacionais.

A segurança pública esteve entre os assuntos explorados por Flávio Bolsonaro, enquanto Lula defendeu aspectos de sua gestão e questionou posicionamentos do adversário. A relação do Brasil com os Estados Unidos também provocou divergências durante o encontro.

Entretanto, segundo análises publicadas após o programa, a discussão sobre esses temas não avançou de maneira suficiente para esclarecer, em detalhes, como cada candidato pretende enfrentar os principais desafios do país.

Analistas criticam falta de aprofundamento

Em análise publicada pela CNN Brasil, o jornalista Iuri Pitta destacou que questões cotidianas, como violência urbana e custo de vida, apareceram em meio a uma sequência de provocações e acusações entre os candidatos.

Já o jornal Folha de S.Paulo, em comentário do jornalista Igor Gielow, avaliou que o formato favoreceu discussões acaloradas e a produção de trechos para circulação nas redes sociais, mas deixou lacunas sobre as propostas de governo.

A revista Exame também publicou uma análise crítica do confronto, apontando que os ataques pessoais e as acusações ocuparam espaço que poderia ter sido destinado a uma discussão mais aprofundada sobre os problemas nacionais.

Debate deixa questionamentos para os eleitores

O confronto da Band evidenciou a polarização que marca a disputa presidencial de 2026. Para além das acusações e das estratégias de comunicação, o debate deixou questões importantes para os eleitores, especialmente sobre a apresentação de propostas concretas e a capacidade de cada candidato de responder objetivamente aos questionamentos.

A análise do encontro também reforça a importância de verificar as declarações feitas pelos dois candidatos, uma vez que checagens jornalísticas identificaram informações incorretas, imprecisas ou exageradas durante o programa.

Com o segundo turno se aproximando, a expectativa é que os próximos confrontos ofereçam mais espaço para a discussão de propostas e para o esclarecimento das posições dos candidatos sobre economia, segurança pública, saúde e demais áreas da administração federal.

 

Lula propõe a Flávio que ambos abram seus sigilos telefônicos e bancários

Durante o debate na Band, o presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), continuou falando da relação de Flavio (PL) e da Família Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Seu irmão está lá instigando golpe contra Brasil, enquanto nós estamos trabalhando para Brasil ser país mais qualificado para atrair investimentos”, afirmou.

Lula então fez uma proposta a Flavio: “Você fala muito sobre corrupção, vamos amanhã abrir nossa conta bancária e sigilo telefônico para o Brasil saber quem é ladrão?” Lula diz que topa abrir o sigilo de toda sua família. Flávio Bolsonaro não aceitou a proposta.

Blog do Magno

O que são ‘fandoms’, que se uniram por Lula e ganharam agradecimento em ato

Fandoms apoiam a reeleição de Lula

Ao subir no trio elétrico em seu ato na avenida Paulista na tarde deste domingo (11), o primeiro agradecimento de Lula (PT) foi para os “fandoms do Brasil”. A fala reconhece a mobilização voluntária de fã-clubes de diversos artistas que se organizaram em massa para apoiar a reeleição do petista.

O que aconteceu

“Começo a minha fala, dizendo ‘companheiros e companheiras’ ou eu começo dizendo ‘fandoms do Brasil, obrigado pela iniciativa de vocês'”, disse Lula. O presidente reconheceu o apoio que está recebendo dos fã-clubes de diversos artistas no país.

Fandom é o termo da internet para fã-clubes. Vem da junção das palavras em inglês fan + kingdom, ou “reino dos fãs”.

Esses grupos se organizam em torno de assuntos da cultura pop e do entretenimento e formam comunidades. Ou seja, você não precisa participar oficialmente de um fã-clube para ser do fandom. Basta ser fã.

Alguns fandoms conseguem ser gigantes e muito articulados. É o caso do Army (fãs do grupo coreano BTS), Swifties (fãs de Taylor Swift) e BeyHive (fãs de Beyoncé), que possuem divisão de trabalho, com membros assumindo papéis (tradutores, analistas de dados, designers, moderadores e organizadores de arrecadação), uso estratégico de redes e sentimento de pertencimento.

Diversos grupos brasileiros resolveram apoiar o presidente Lula. Os “armies” e os “swifties” foram para as redes — e ruas — ajudar nas campanhas. Eles se definem como “União voluntária de fã-clubes, fandoms e acervos que acreditam na democracia”.

O movimento “Fandom com Lula” é organizado e ganhou até perfil exclusivo nas redes. Só no X (antigo Twitter), já são mais de 21 mil seguidores e no Instagram, 22 mil. Existe até um formulário para que os fandoms se cadastrem e participem do movimento.

Durante o ato, “FandomsNoMasp” se tornou o sexto assunto mais comentado no X. Os grupos fizeram intensa divulgação nas redes em busca de apoio na manhã deste domingo.

Em agosto, o presidente recebeu vários representantes desses grupos em Brasília. Na época, ele assinou um decreto contra o cambismo digital e reforçar a necessidade de distribuição gratuita de água em shows.

Uol

Lula vira e lidera por 51% a 49% sobre Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Vox Brasil

Pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada na madrugada deste domingo (18), confirma a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente liderando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais por 51% a 49% dos votos válidos. O Vox Brasil foi um dos poucos institutos de pesquisa a apontar que o senador terminaria o primeiro turno à frente.

Na pesquisa estimulada, divulgada neste domingo, Lula tem 46,4% das intenções de voto contra 44,6% de Flávio Bolsonaro, com 5% de brancos e nulos e 3,9% de indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual mostra uma situação de empate técnico, com o presidente à frente, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não são informados dos nomes dos candidatos, Lula é citado por 44,9% e Flávio Bolsonaro por 43,8%.

A maioria dos eleitores também acreditam que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acham que o senador vai vencer. Outros 11,5% não souberam responder.

Lula e Flávio Bolsonaro também registram a mesma rejeição, segundo o Vox Brasil: 45,3% – 4,7% dizem rejeitar os dois candidatos e 2,4% não rejeitam nenhum.

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%.

Instituto já apontava virada

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 9 de outubro, o Instituto Vox Brasil já mostrava Lula à frente de Flávio Bolsonaro, com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% – diferença de 1,5 pontos, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.

Os eleitores indecisos representam 9,7% da amostra, enquanto 3,4% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio.

Primeiro turno

Os resultados diferem do registrado pelo próprio instituto antes do primeiro turno. Na pesquisa realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro, Flávio tinha 48,2%, enquanto Lula somava 45,2%. Na comparação entre os dois levantamentos, o senador passou de uma vantagem de três pontos percentuais para uma desvantagem numérica de 1,5 ponto.

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