Quaest: Lula tem 43% e Flávio marca 38% entre ausentes e nulos no 1º turno

Arte/MetrópolesImagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

Metrópoles

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14/10) aponta que 43% dos eleitores ausentes e que votaram em branco ou nulo no primeiro turno das eleições escolhem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno do pleito. Flávio Bolsonaro (PL) somou 38% das intenções de voto do grupo.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. Outros 2,3 milhões de eleitores (2,93% do total) votaram em branco, enquanto 2.300.798 anularam o voto, o equivalente a 1,84%.

Entre eleitores ausentes e que votaram em branco ou nulo:

  • Lula (PT): 43%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 38%
  • Indecisos: 2%
  • Branco ou nulo/ Não vão votar: 17%

Lula confirma presença em debate da Band; Flávio Bolsonaro diz que não vai participar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, confirmou nesta terça-feira (13) que participará do debate presidencial promovido pela TV Band, marcado para o próximo domingo (18), às 20h. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, afirmou que não pretende comparecer ao encontro.

A informação foi divulgada após Flávio declarar, durante um evento político em São Paulo, que sua participação no debate não estava prevista. Sobre o confronto seguinte, organizado pela TV Globo e marcado para 23 de outubro, o senador afirmou que a decisão ainda será tomada por sua equipe técnica. (CNN Brasil)

Lula confirma participação e cobra confronto de propostas

Em vídeo enviado à emissora, Lula confirmou presença e manifestou expectativa de que o adversário também participe do debate.

O presidente afirmou que o encontro será uma oportunidade para apresentar ao eleitorado as diferenças entre as candidaturas e os programas de governo.

Band manterá debate mesmo sem um dos candidatos

A TV Band informou que o debate está mantido e que, conforme as regras estabelecidas pela emissora, o púlpito do candidato ausente permanecerá vazio durante a transmissão.

O confronto está marcado para domingo (18), às 20h, e será um dos principais momentos da campanha presidencial no segundo turno das eleições de 2026.

A eventual ausência de Flávio Bolsonaro poderá adiar o primeiro confronto direto entre os dois candidatos nesta etapa da disputa. A participação do senador no debate da Globo, previsto para 23 de outubro, também permanece sem confirmação.

Fonte: CNN Brasil e Grupo Bandeirantes.

Fraude na cota de gênero pode derrubar quatro deputados em Pernambuco

Um caso suspeito de candidatura fictícia (conhecida como “candidatura laranja”) em Pernambuco ameaça o mandato de quatro deputados eleitos. A situação envolve a prestação de contas de Cabo Nayllis (PP), candidata a deputada federal nas eleições de 2026, que recebeu verbas vultosas do fundo eleitoral, mas obteve uma votação extremamente baixa.

Segundo os dados de prestação de contas, a candidata recebeu R$ 822 mil de financiamento eleitoral (Fundão), oriundos exclusivamente da Direção Nacional do PP, por meio de quatro transferências via Pix. Contudo, ao fim do pleito, conquistou apenas 217 votos.

Essa desproporção resultou em um custo de R$ 3.788,02 por cada voto conquistado, colocando-a no topo do ranking de custo por voto no estado em 2026.

Ficha da candidata: R$ 822 mil do FEFC e 217 votos nominais, custo de R$ 3.788,02 por voto.

Além disso, não há indícios de divulgação de material de campanha na rede social informada pela própria candidata ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua postagem de agradecimento pós-eleição, ela sequer menciona a campanha, referindo-se à disputa eleitoral de forma enigmática apenas como um “convite” e uma “experiência”. Os poucos comentários de apoio sugerem que seus 217 votos vieram apenas de amigos, familiares e colegas, de forma orgânica.

As suspeitas de desvio de dinheiro público e fraude se aprofundam com a análise das despesas. Mais de R$ 360 mil foram gastos apenas com publicidade por materiais impressos e adesivos. O indício mais alarmante recai sobre a segunda maior fornecedora da campanha, a empresa individual Greyce Kelly de Carvalho Silva, que recebeu R$ 145.300,00.

Despesas declaradas, com valores contratados para impressos e adesivos.

Maiores fornecedores da campanha: Greyce Kelly de Carvalho Silva aparece com R$ 145.300,00.

Consultas aos registros oficiais mostram que o endereço cadastrado da microempresa, que se apresenta como uma gráfica, não corresponde à sua localização real no local indicado. Além disso, a empresa possui contatos telefônicos claramente inventados, como (81) 01010101 e (81) 02020202, gerando suspeitas de tratar-se de uma “empresa fantasma”, utilizada para escoar os recursos.


Cadastro da empresa exibe os telefones (81) 0101-0101 e (81) 0202-0202.

Caso o Ministério Público Eleitoral avance com a investigação e comprove que se tratou de uma manobra para burlar a cota feminina de gênero, a punição legal implicará a cassação de toda a chapa federal.

Nesse cenário de cassação, seriam anulados 865.473 votos da federação, o que faria o quociente eleitoral cair de 210.580 para 175.961.

Como consequência direta, quatro parlamentares eleitos perderiam os seus mandatos: Juliana de Chaparral (União Brasil), Fernando Filho (União Brasil), Lula da Fonte (PP) e Clarissa Tércio (PP).

As vagas seriam assumidas por novos entrantes: Lucas Ramos (PSB), Sargento Almeida (PSD), Renildo Calheiros (PCdoB) e Coronel Meira (PL), alterando drasticamente a representação política de Pernambuco.

bastidor.pe

Raquel Lyra é criticada por aliados de Lula após decidir não declarar apoio ao presidente

Raquel Lyra
Crédito: Divulgação

A decisão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de não declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 tem provocado críticas de lideranças políticas ligadas ao petista no estado. O posicionamento da governadora abriu espaço para cobranças públicas de aliados de Lula, que defendem uma manifestação mais clara diante da disputa nacional.

Entre os críticos estão a senadora eleita Marília Arraes (PDT) e o deputado estadual João Paulo (PT), que demonstraram insatisfação com a postura adotada pela governadora.

Marília Arraes lamentou a decisão de Raquel Lyra de não apoiar Lula nem o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para a liderança política, o momento eleitoral exige um posicionamento mais definido diante dos projetos em disputa no país.

João Paulo também manifestou incômodo com a neutralidade da governadora. O deputado argumentou que a eleição envolve questões importantes para o Brasil, como a soberania nacional e os direitos sociais. Ao mesmo tempo, reconheceu que a presença de Lula em Pernambuco durante a campanha do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pode ter contribuído para o desgaste político entre o presidente e a governadora.

Raquel defende autonomia política

Raquel Lyra, por sua vez, mantém a decisão de não declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência. A governadora tem defendido que sua prioridade é Pernambuco e que pretende preservar a autonomia política, sem comprometer a relação institucional com o governo federal.

A gestora também reconheceu a importância das parcerias com o governo Lula para a execução de ações no estado, incluindo iniciativas nas áreas de habitação, infraestrutura rodoviária e abastecimento de água.

Cobrança amplia debate político em Pernambuco

A posição de Raquel Lyra intensifica as discussões políticas em Pernambuco, especialmente entre lideranças que defendem o alinhamento com Lula e aquelas que consideram legítima a decisão da governadora de manter a neutralidade.

Integrantes da campanha petista no estado, entre eles o deputado federal Carlos Veras e o senador Humberto Costa, também cobraram um posicionamento da governadora, destacando a importância das parcerias entre os governos estadual e federal.

O episódio evidencia as divergências políticas em Pernambuco em meio à disputa presidencial de 2026 e coloca em debate os limites entre alianças eleitorais e relações institucionais entre diferentes esferas de governo.

 

Vereador Dhiego Serra e estudantes da Univasf entram em confronto durante ato pró-Lula em Petrolina

 

Um episódio envolvendo o vereador Dhiego Serra (PL), de Petrolina, e estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) provocou repercussão política nesta quinta-feira (8). O caso aconteceu no Campus Sede da instituição, durante a mobilização de estudantes e movimentos sociais em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O parlamentar foi ao local para questionar a realização da atividade político-eleitoral e a presença de cartazes relacionados ao ato. A abordagem provocou uma discussão com estudantes, que defenderam o direito à manifestação política no ambiente universitário. O episódio gerou momentos de tensão no hall da Biblioteca Central.

Segundo relatos publicados pela imprensa regional, o vereador questionou a utilização do espaço universitário para a divulgação de material político. Estudantes reagiram à intervenção, argumentando que a universidade pública também é um espaço de debate e participação democrática.

Justiça Eleitoral autorizou a manifestação

Antes da realização do evento, o Partido Liberal (PL) em Petrolina havia acionado a Justiça Eleitoral para questionar a mobilização. A legenda levantou dúvidas sobre a utilização das instalações de uma universidade pública para uma atividade de caráter político-eleitoral.

Ao analisar o caso, a Justiça Eleitoral assegurou a realização pacífica do ato e determinou que Dhiego Serra se abstivesse de praticar ações destinadas a impedir, suspender, dissolver ou constranger a manifestação.

A decisão também esclareceu que eventuais denúncias de irregularidades eleitorais deveriam ser encaminhadas à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral, não cabendo ao vereador substituir as autoridades responsáveis pela fiscalização.

Reitor da Univasf se manifesta

Após o episódio, o reitor da Univasf, Télio Nobre Leite, defendeu a autonomia universitária e a liberdade de expressão. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9), ele afirmou que o vereador não procurou formalmente a Administração Superior da instituição para apresentar denúncias ou questionamentos sobre possíveis irregularidades eleitorais.

“Em nenhum momento o vereador buscou a Administração Superior para apresentar quais foram as irregularidades eleitorais que estavam sendo cometidas no espaço aqui da nossa universidade”, declarou o reitor.

Télio Nobre Leite ressaltou que a universidade deve ser um ambiente aberto ao pluralismo, ao debate de ideias e à livre manifestação, respeitando a legislação e os direitos da comunidade acadêmica.

O reitor também afirmou que a instituição está apurando os fatos e poderá adotar as medidas cabíveis, caso necessário.

Caso amplia debate sobre política nas universidades

O episódio colocou em evidência a discussão sobre os limites da propaganda eleitoral em instituições públicas de ensino superior e a garantia da liberdade de manifestação política.

Enquanto o questionamento apresentado pelo PL envolveu o uso do espaço universitário para uma mobilização eleitoral, estudantes e representantes da universidade defenderam a liberdade de expressão e a autonomia institucional.

A repercussão do caso mantém em debate a relação entre fiscalização eleitoral, atuação de agentes públicos e o direito à manifestação pacífica em espaços universitários.