Lagoa Grande: Atuação do MPPE garante serviço permanente de neuropediatria para crianças

Fotoarte: Ascom MPPE/divulgação

A atuação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Lagoa Grande (Sertão do São Francisco), resultou em vitória judicial em defesa do direito à saúde infantil. Acolhendo integralmente os pedidos formulados pelo promotor de Justiça Filipe Regueira de Oliveira Lima, na Ação Civil Pública nº 0000331-90.2025.8.17.2900, a Vara Única da Comarca de Lagoa Grande determinou que o Município estruture e mantenha, de forma regular, contínua e permanente, o serviço público de atendimento médico especializado em neuropediatria.

A intervenção ministerial foi motivada por investigação promovida pela Promotoria local, que identificou um padrão histórico de desassistência. Famílias de crianças com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) aguardavam por prazos indeterminados ou simplesmente não tinham acesso a consultas especializadas. Ao instruir o processo com depoimentos e relatórios de dezenas de casos, o MPPE comprovou que o problema ultrapassava situações isoladas, configurando omissão estrutural da administração municipal.

O MPPE fundamentou a ação na prioridade absoluta garantida pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990), da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA (Lei nº 12.764/2012) e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. A Promotoria destacou que atrasos na avaliação neuropediátrica comprometem severamente as janelas críticas do desenvolvimento neurológico, cognitivo, social e de linguagem das crianças.

A sentença reconheceu a falha do Poder Público e ordenou a contratação e nomeação definitiva de médicos neuropediatras em quantidade suficiente para suprir toda a demanda local. A decisão confirmou ainda a manutenção de multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento, com valores destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Blog do Carlos Brito

Lagoa Grande: Justiça acolhe ação do MPPE e determina ponto eletrônico biométrico em toda rede de saúde municipal

A Justiça acolheu a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e condenou o Município de Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco, a implantar e manter um sistema eletrônico de registro de frequência, com identificação biométrica, em todas as unidades de saúde da rede municipal. A sentença, assinada nesta segunda-feira (28) pelo juiz Frederico Ataíde Barbosa Damato, da Vara Única da Comarca, dá prioridade ao Hospital Municipal José Henrique de Lima.

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Filipe Regueira de Oliveira Lima, titular da Promotoria de Justiça local, após uma série de procedimentos abertos a partir de denúncias e fiscalizações sobre o funcionamento da saúde no município entre 2019 e 2026. As apurações do MPPE apontaram fragilidades no controle da presença dos profissionais, do cumprimento de jornadas e escalas, da conferência de horas extras e da própria correspondência entre a função para a qual determinados servidores ou contratados haviam sido designados e as atividades efetivamente exercidas.

Segundo a sentença, os documentos reunidos pelo MPPE mostram que o controle de jornada na saúde municipal era “frágil, manual e ineficaz”. Um dos inquéritos civis registrou a inexistência de sistema de controle de ponto e o pagamento contínuo de horas extras a servidores da Secretaria de Saúde, sem comprovação da sua prestação efetiva ou mesmo da necessidade do serviço extraordinário. Folhas de pagamento de 2023 reúnem centenas de lançamentos de horas extras, a 50% e a 100%, em setores como o hospital e a administração da Secretaria.

Além da questão das horas extras, outros procedimentos instaurados pelo MPPE apuraram denúncias relacionadas a possíveis funcionários recebendo pagamentos sem efetiva prestação de serviço e casos em que pessoas contratadas ou nomeadas para determinada atividade exerciam, na prática, atribuições distintas. A sentença registrou expressamente a existência de apurações sobre desvio e acúmulo indevido de funções e destacou que a falta de um sistema confiável de frequência dificultava a fiscalização da jornada e do serviço efetivamente prestado.

Para o juiz, sem controle confiável não se sabe quem trabalha, quando trabalha e por quanto tempo, o que afeta pagamentos, escalas e o atendimento aos pacientes. A decisão destaca ainda que o registro eletrônico protege a população, o dinheiro público e os próprios profissionais que cumprem a jornada.

Antes de recorrer à Justiça, o MPPE propôs ao Município, em julho de 2025, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acordo que permite resolver a questão sem processo, mas não houve êxito.

Pela sentença, o Município tem 30 dias para apresentar um plano detalhado de implantação. O sistema deve funcionar no Hospital Municipal em até 90 dias e nas demais unidades em até 180 dias, contados da intimação. Deverá alcançar servidores efetivos, comissionados e contratados, com exceções somente se justificadas no plano e aprovadas pela Justiça, após ouvir o MPPE.

A decisão também determina que cada equipamento de registro seja monitorado por câmera, com gravação contínua e imagens guardadas por, no mínimo, 60 dias. O objetivo é reforçar a confiabilidade do sistema e permitir a verificação da correspondência entre o registro biométrico e a presença física do servidor. Equipamentos com defeito deverão ser consertados ou trocados em até 10 dias úteis, com controle substituto documentado durante a pane.

O sistema deverá gerar relatórios mensais de frequência, arquivados e à disposição do MPPE e da Justiça. Em caso de atraso, a multa é de R$ 1 mil por dia em cada obrigação, limitada a R$ 200 mil, valor que será revertido ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública.

URGÊNCIA – O juiz concedeu tutela de urgência, o que significa que as obrigações valem desde a intimação do Município, mesmo que ele apresente recurso, salvo decisão contrária do Tribunal de Justiça. O magistrado citou entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a Justiça pode intervir quando há ausência ou deficiência grave de um serviço público, cabendo à Administração escolher como cumprir.

Site: MPPE

Clima esquenta no HRJ por conta de maca retida; funcionário se defende

Foto: WhatsApp/divulgação

Uma maca retida no Hospital Regional de Juazeiro-BA (HRJ), no último domingo (27), continua dando o que falar. O clima ficou tenso na unidade médica após uma técnica de saúde cobrar do maqueiro a liberação do dispositivo. A revolta da profissional foi registrada e divulgada nas redes sociais.

No vídeo, ela cobra veementemente a reposição da maca, porque estaria no local há mais de duas horas, e havia outros pacientes à espera em Lagoa Grande (PE), Sertão do São Francisco. Ela chega a chamar o maqueiro de “irresponsável”, e disse não estar preocupada se ele chamasse as autoridades policiais, ao saber que o funcionário do HRJ estava fazendo isso.

Ao rebater as acusações da servidora, o maqueiro – identificado por Ricardo – também usou as mídias sociais para dar sua versão. Segundo ele, a maca não poderia ser liberada porque o paciente encaminhado de Lagoa Grande estava entubado, e justamente por não ser autorizado em mexer em paciente nessas condições, não tinha como pegar outra maca que estaria no depósito.

Ricardo se disse abalado psicologicamente pelo ocorrido e até se afastou temporariamente da empresa onde trabalha. Ele relatou ainda que fez um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia de Polícia Civil (PCBA), porque afirmou ter sido agredido pela servidora. Ele contou ainda que muitas pessoas o defenderam no dia da polêmica, mas também recebeu críticas porque o vídeo que foi divulgado teria sido editado. O maqueiro adiantou ter solicitado imagens da empresa terceirizada, que vão mostrar de fato como tudo aconteceu, mas ainda precisa da autorização da PCBA. “Não sou essa pessoas que estão criticando, e quando a verdade aparecer, peço que também usem as redes sociais para pedir desculpas”, desabafou, sem conter as lágrimas.

Blog do Carlos Britto

Feira de Saúde leva consultas, exames e procedimentos para mais perto da população de Lagoa Grande

Ação da Prefeitura acontece neste fim de semana, nos dias 26 e 27, na Concha Acústica, com atendimentos em diversas especialidades e serviços de prevenção e cuidados.

A Prefeitura de Lagoa Grande, através da Secretaria de Saúde, realiza nos dias 26 e 27 a Feira de Saúde – Saúde Mais Perto de Você. A programação começa a partir das 8h, na Concha Acústica, reunindo consultas, exames, procedimentos diversos, vacinação e ações de prevenção e promoção da saúde.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e facilitar a realização de atendimentos especializados em um único espaço. Entre os serviços disponibilizados estão oftalmologia, cardiologia, dermatologia e ortopedia, além de eletrocardiograma, ultrassonografias, mamografia, vacinação e atendimento da Unidade Móvel de Saúde Bucal.

Na área de oftalmologia, a população terá acesso a consultas e procedimentos como biometria ultrassônica, mapeamento de retina, microscopia especular de córnea e tonometria, ampliando a oferta de cuidados especializados.

Para a prefeita Catharina Garziera, a realização da feira reforça o compromisso da gestão municipal em aproximar os serviços públicos da população e garantir mais comodidade no acesso à saúde.

“Nosso compromisso é fazer com que a saúde esteja cada vez mais perto de quem precisa. Essa feira reúne diversos serviços em um só lugar, facilitando o acesso da população e ajudando a reduzir demandas”, destacou Catharina.

A secretária municipal de Saúde, Greicy Oliveira, ressalta que a programação foi planejada para ampliar a oferta de atendimentos e proporcionar uma assistência mais integrada à população.

“Estamos mobilizando nossas equipes para oferecer uma programação diversificada, com consultas, exames, procedimentos e ações preventivas. A Feira de Saúde é uma oportunidade para ampliar o acesso e atender as necessidades da população com acolhimento, organização e cuidado”, afirmou Greicy.

Como participar

A população interessada nos serviços ofertados deve procurar sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para passar por avaliação. Havendo indicação clínica, o profissional de saúde realizará a solicitação ou requisição necessária para o atendimento durante a feira.

As requisições que já estavam no setor de marcação serão encaminhadas às equipes, que entrarão em contato com os pacientes para orientá-los sobre o atendimento. Para quem necessitar de requisição durante os dias da feira, haverá atendimento com clínico geral no CEAME, onde o paciente poderá ser avaliado e, quando houver indicação clínica, receber a requisição necessária para o serviço.

Transporte para a zona rural

Para garantir que moradores da zona rural também tenham facilidade de acesso à programação, a Prefeitura disponibilizará transporte para as comunidades de Vermelhos e Jutaí durante os dois dias da Feira de Saúde.

Serviço:

Feira de Saúde – Saúde Mais Perto de Você
26 e 27 de setembro
A partir das 8h
Concha Acústica – Lagoa Grande

Texto: Cinara Marques – jornalista

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagoa Grande

Foto: divulgação

Lagoa Grande inicia atendimento fonoaudiológico para alunos neurodivergentes da rede municipa

A Prefeitura de Lagoa Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou os atendimentos fonoaudiológicos destinados aos alunos neurodivergentes da rede municipal de ensino. A iniciativa busca ampliar o suporte especializado oferecido aos estudantes e contribuir para o desenvolvimento da comunicação, da aprendizagem e da participação no ambiente escolar.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Joseilde Paulino, o atendimento tem como foco oferecer um acompanhamento individualizado, considerando as necessidades específicas e as potencialidades de cada estudante.

A medida integra as ações da Secretaria de Educação voltadas à inclusão e ao fortalecimento do atendimento educacional especializado no município. A proposta é proporcionar melhores condições para que os alunos desenvolvam suas habilidades e tenham uma participação mais efetiva nas atividades escolares.

A iniciativa também reforça a política educacional da gestão da prefeita Catharina Garziera, que tem entre as prioridades o fortalecimento de ações voltadas à inclusão e à melhoria da qualidade do ensino na rede municipal.