Antônio Coelho participa da 9ª edição do Pé de Porteira na Rocinha e reforça apoio à cultura do vaqueiro

O deputado estadual Antonio Coelho, pré-candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), participou no último sábado (6) da 9ª edição do tradicional Pé de Porteira – Pega de Boi no Mato, realizado no Sítio Rocinha, zona rural de Lagoa Grande.

Durante o evento, que reuniu vaqueiros, agricultores e moradores da comunidade, Antônio Coelho reafirmou, ao lado do vereador Joaquim da Rocinha, o compromisso de continuar defendendo e fortalecendo a cultura nordestina, especialmente as tradições ligadas à vaquejada e à figura do vaqueiro.

A presença de lideranças políticas foi destacada pelos participantes como um gesto de reconhecimento à importância das manifestações culturais do Sertão. Tanto Antônio Coelho quanto Joaquim da Rocinha ressaltaram a necessidade de incentivar eventos que preservam a identidade do homem do campo e mantêm viva uma das mais tradicionais expressões da cultura sertaneja.

“O vaqueiro representa a força, a coragem e a história do nosso povo. Seguiremos trabalhando para valorizar essa tradição e garantir que eventos como este continuem fortalecendo a cultura nordestina”, destacou o parlamentar durante a programação.

A 9ª edição do Pé de Porteira foi marcada por momentos de fé, confraternização e pela tradicional pega de boi no mato, atraindo participantes de diversas comunidades rurais da região e reafirmando a força da cultura vaqueira no interior pernambucano.

Santa Maria da Boa Vista celebra 154 anos com desfile cívico, cultura e grande participação popular

A cidade de Santa Maria da Boa Vista viveu um domingo (7) de muita emoção, patriotismo e celebração durante as comemorações pelos 154 anos de emancipação política do município. A programação reuniu milhares de moradores e visitantes na principal avenida da cidade, que se transformou em palco de um grandioso desfile cívico marcado pela valorização da cultura brasileira e pela participação da comunidade.

Com o tema “Brasil de muitos Brasis: riquezas que vão além do futebol!”, o desfile destacou a diversidade cultural, histórica e social do país. Estudantes da Rede Municipal de Ensino encantaram o público com apresentações temáticas, acompanhados por grupos artísticos e bandas marciais de municípios da região, levando cor, criatividade e mensagens de valorização da identidade nacional.

Ao longo do percurso, as apresentações ressaltaram diferentes aspectos da cultura brasileira, evidenciando a pluralidade que caracteriza o país e reforçando o papel da educação na formação cidadã das novas gerações.

O prefeito George Duarte destacou a expressiva participação popular e o significado da data para o município.

“Ver nossa avenida tomada por famílias, alunos e visitantes celebrando os 154 anos da nossa terra é motivo de muito orgulho. O tema deste ano nos convidou a refletir sobre o Brasil que construímos todos os dias: um país plural, talentoso e cheio de potencial. Foi uma demonstração vibrante da força da nossa educação e da nossa gente”, afirmou o gestor.

As comemorações do aniversário da cidade também contaram com solenidade de hasteamento das bandeiras, atividades esportivas e um grande show gospel, que teve como atração principal a cantora Bruna Karla, encerrando a programação festiva em clima de fé, união e celebração.

Os eventos reforçaram o sentimento de pertencimento da população e marcaram mais um capítulo da história de Santa Maria da Boa Vista, celebrando suas conquistas e projetando o futuro do município.

Em Petrolina, Josimara Cavalcanti prestigia a Jecana do Capim e destaca a importância da valorização da tradição e da cultura sertaneja

A pré-candidata a deputada estadual Josimara Cavalcanti celebrou os 53 anos da tradicional Jecana do Capim durante visita à comunidade neste domingo (07). Ao lado de um grande grupo formado por lideranças comunitárias dos quatro cantos de Petrolina, Josimara foi abraçada por todos àqueles que encontrou, ouviu incontáveis palavras de incentivo e apoio à sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) e se divertiu ao ver de perto a tradicional ‘Corrida de Jegue’, vivenciando o melhor de um dos grandes exemplos de tradição e da riqueza cultural do sertão pernambucano.

_“O Sertão nos ensina que a riqueza vem do simples! O que surgiu de uma brincadeira ainda lá nos anos 70 através do inesquecível Carlos Augusto se transformou numa das maiores manifestações culturais de Petrolina, ganhando fama nacional, tornando essa grande gincana de jegues Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco. É um grande evento que não só valoriza um animal que é símbolo do nordeste, como também gera emprego e renda. É por isso que quero lutar na Assembleia pela implantação de mais políticas públicas voltadas para fortalecimento e valorização da nossa cultura e preservação da tradição do nosso sertão”_, destacou a pré-candidata a deputada estadual Josimara Cavalcanti.

_*Texto e fotos: Felipe Pereira/ Comunicação Josimara Cavalcanti*_

Lagoa Grande define ordem de apresentação do 12º Festival Anarriê de Quadrilhas Juninas

A Prefeitura de Lagoa Grande, através do Departamento de Cultura, Turismo e Esporte, realizou nesta terça-feira (02) o sorteio que definiu a ordem oficial de apresentação das quadrilhas juninas participantes do 12º Festival Anarriê de Quadrilhas Juninas.

O evento integra a programação comemorativa dos 31 anos de emancipação política do município e acontecerá no próximo dia 12 de junho, a partir das 19h, na Concha Acústica.

A edição deste ano reunirá quadrilhas dos estados de Pernambuco e Bahia, fortalecendo o intercâmbio cultural regional e promovendo a valorização de uma das mais importantes manifestações da cultura popular nordestina. Os grupos disputarão uma premiação total de R$ 15 mil, consolidando o festival como um dos principais eventos culturais do calendário lagoa-grandense.

De acordo com o diretor do Departamento de Cultura, Turismo e Esporte, Edvaldo Barbosa, o festival reforça o compromisso da gestão com a valorização das tradições nordestinas.

“O Anarriê é mais do que uma competição, é um espaço de celebração da nossa identidade cultural. Trabalhamos para garantir uma organização transparente e um evento cada vez mais fortalecido, que valorize os grupos juninos e envolva toda a comunidade”, destacou.

A secretária de Educação, Joseilde Paulino, também ressaltou o papel pedagógico e cultural da iniciativa. “A cultura junina também educa, pois aproxima nossas crianças e jovens das tradições populares, fortalecendo valores, identidade e pertencimento. É uma alegria ver a educação caminhando junto com a cultura nesse grande evento”, afirmou.

A prefeita Catharina Garziera também destacou a importância do investimento contínuo nas manifestações culturais do município. “Temos ampliado cada vez mais o apoio às tradições juninas, que fazem parte da nossa história e do nosso povo. Valorizar a cultura é fortalecer a identidade de Lagoa Grande, gerar oportunidades e movimentar a economia local”, destacou Catharina.

Além das apresentações das quadrilhas, a programação contará com a Feira de Artesanato e Gastronomia, reunindo empreendedores locais das áreas da cultura, enoturismo, economia criativa em um só ambiente, valorizando os talentos locais e proporcionando uma experiência completa para moradores e visitantes.

A expectativa é de que a Concha Acústica receba um grande público para prestigiar uma noite marcada por música, dança, criatividade e tradição, fortalecendo Lagoa Grande como referência regional na promoção da cultura popular.

Ordem oficial de apresentação:

1º – Krak’s
2º – Raízes que Dançam
3º – Encanto do Vale
4º – Explode Coração
5º – Danado de Bom

Edvaldo Barbosa ainda frisou: “A Comissão Organizadora reforça seu compromisso com a transparência, a imparcialidade e a valorização da cultura nordestina, desejando sucesso a todos os grupos participantes do 12º Festival Anarriê de Quadrilhas Juninas de Lagoa Grande”, concluiu o diretor de Cultura, Turismo e Esporte de Lagoa Grande.

Cinara Marques – jornalista

Fotos: Santiê Comunicação

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagoa Grande

Dia do Frevo: ritmo protagonista do Carnaval pernambucano é celebrado nesta segunda (9)

Dia do Frevo: ritmo protagonista do Carnaval pernambucano é celebrado nesta segunda (9)

Há uma sensação irrestritamente pernambucana quando a composição “Duda no Frevo” (maestro Senô, década de 1970) anuncia, em suas origens de compasso binário, o Carnaval de Pernambuco.

A partir de então, e oficialmente aberto, a certeza é de que é ele, o frevo, protagonista da folia por aqui e, portanto, é manifesto ter uma data local para ser celebrado.

Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, é o dia da manifestação do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (Unesco, 2012) e Patrimônio Cultural do Brasil (Iphan, 2007), porque foi nesta data que o nome ‘frevo’ foi citado pela primeira vez na imprensa, em um registro no Recife no “Jornal Pequeno”.

Brasil afora, o seu Dia Nacional é comemorado em 14 de setembro – dada a grandiosidade, e já que “é uma dança que nenhuma terra tem”, como diria Capiba, ter “apenas” duas datas no calendário para celebrá-lo, chega a ser pouco.

Frevos ‘mudernos’
Acelerado, para incitar o corpo em rebuliço, ou poético, para levar, em marcha, a multidão que sempre o acompanha, musicalmente o frevo é a maior identidade pernambucana, seja em harmonias e arranjos de outrora, ou em pulsações contemporâneas renovadas, por exemplo, por metais do rock ou pelo gancho da linguagem audiovisual transformada em Carnaval por fazedores independentes de música.

Fala-se, aqui, respectivamente de frevos compostos este ano pelo rock do Diablo Angel (“Com Você eu Brinco Até o Carnaval”) e por nomes autorais como Juliano Holanda e PC Silva (“Raparigou?”).

Lançada recentemente nas plataformas digitais, a canção da banda pernambucana de rock Diablo Angel, na estrada há uma década, com três discos lançados, e que tem à frente a compositora, vocalista e guitarrista Kira Aderne, assumidamente expõe que há um “bloco dos camisas pretas” que não gosta da folia, uma realidade resolvida em um frevo-rock inspirado em um grupo que nas Quartas-Feiras de Cinza sai em cortejo da Igreja de São Pedro, em Olinda.

“É um bloco em que todos vestem preto, a cor que também é uma característica de quem curte o rock. A música brinca com essa história de um roqueiro no meio da folia e do furdunço do Carnaval”, contou Kira, na ocasião do lançamento da faixa.

Já o aclamado e premiado (e também pernambucano) “O Agente Secreto”, foi a ‘deixa’ para Juliano Holanda e PC Silva, em alusão ao questionamento de uma das cenas do longa do diretor ‘da terrinha’, Kleber Mendonça Filho. N.

No recorte do filme que virou um frevo, o personagem de Wagner Moura é perguntado sobre uma suposta traição em seu casamento com um “Raparigou?”. Que ficou sem resposta. A música, homônima à indagação, chegou às plataformas digitais para compor a folia em 2026.

E os frevos tradicionais?
sutiã: Seguem em alta e (ainda) tomado pelos clarins momescos no sobe e desce das ruas de Olinda ou por entre o saudosismo que perfaz o Bairro do Recife.

Ao menos de acordo com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), são elas, as composições de Luiz Bandeira, Getúlio Cavalcanti, Clóvis Vieira, Capiba e Jota Michiles, entre outros, que seguem fazendo o Carnaval de Pernambuco perpetuar-se em histórias contadas pelo frevo.

Em 2024, de acordo com o Ecad, as músicas mais tocadas da festa no estado, em trios elétricos e shows, foram “Voltei Recife” (Luíz Bandeira), “Último Regresso” (Getúlio Cavalcanti), “Hino do Elefante” (Clóvis Vieira e Clidio Nigro), “Oh, Bela” (Capiba) e “Me Segura Senão Eu Caio” (Jota Michiles).

Já em 2025, um levantamento do Escritório feito a pedido do Portal G1, os hits mais executados na folia por aqui, em blocos, trios e shows, foi também o frevo e, vale frisar, maioral pelo menos nos últimos dez anos.

Neste ranking entraram “Tropicana”, de Alceu Valença, “Frevo Mulher”, de Zé Ramalho, “Chuva de Sombrinhas”, parceria de André Rio e Nena Queiroga, “Diabo Louro”, de Jota Michiles e, entre os mais clássicos, “Madeira que Cupim não Rói”, de Capiba, e “Vassourinhas”, de Joana Batista Ramos.

Tradição
Para a Folia de Momo deste 2026, assim como em outros carnavais, não há “a música do ano” sobre qual o frevo será hit ou ‘qual vai pegar’.

Embora haja, reconhecidamente, a carência em cancioneiros renovados do ritmo, as músicas já conhecidas e reproduzidas em uníssono por quem se lança às ruas de Recife, Olinda e outras dezenas de cidades que vivem o Carnaval, seguem mantendo de pé o ritmo mais pernambucano de todos.

Ora por falta de investimento/interesse em ver perpetuada a manifestação sob assinatura das novas gerações, ora porque o conceito de festa multicultural permite que outros gêneros predominem, em meio à harmonia que é – ou deveria ser – o cerne da festa no estado, o frevo, apesar de tudo, segue em reinado atemporal e perene, atravessando décadas, levado por multidões atraídas pela liberdade peculiar que o ritmo proporciona nos arranjos, na dança, no improviso, nas vestimentas e em todo o colorido que remetem a ele no período carnavalesco.

Na rua, no bloco
De Rua, de Bloco ou de Canção, não há folia sem “Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon, cadê teus blocos famosos?

Tal qual não existe Carnaval sem entoar os “sons dos clarins de Momo” que culminam em um entoar de “Olinda! Quero cantar a ti esta canção” com seus coqueirais, sol e mar e o inigualável e mundialmente aclamado “Salve o seu Carnaval”.

É que, segundo Capiba,

“Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem, quando a gente entra na dança não se lembra de ninguém. É maracatu? Não, mas podia ser. É bumba meu boi? Não, mas podia ser. Não, será o baião? Não, mas podia ser (…). É uma dança que vai e que vem, que mexe com a gente. É frevo, meu bem!”

Folha de PE