Dia do Frevo: ritmo protagonista do Carnaval pernambucano é celebrado nesta segunda (9)

Dia do Frevo: ritmo protagonista do Carnaval pernambucano é celebrado nesta segunda (9)

Há uma sensação irrestritamente pernambucana quando a composição “Duda no Frevo” (maestro Senô, década de 1970) anuncia, em suas origens de compasso binário, o Carnaval de Pernambuco.

A partir de então, e oficialmente aberto, a certeza é de que é ele, o frevo, protagonista da folia por aqui e, portanto, é manifesto ter uma data local para ser celebrado.

Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, é o dia da manifestação do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (Unesco, 2012) e Patrimônio Cultural do Brasil (Iphan, 2007), porque foi nesta data que o nome ‘frevo’ foi citado pela primeira vez na imprensa, em um registro no Recife no “Jornal Pequeno”.

Brasil afora, o seu Dia Nacional é comemorado em 14 de setembro – dada a grandiosidade, e já que “é uma dança que nenhuma terra tem”, como diria Capiba, ter “apenas” duas datas no calendário para celebrá-lo, chega a ser pouco.

Frevos ‘mudernos’
Acelerado, para incitar o corpo em rebuliço, ou poético, para levar, em marcha, a multidão que sempre o acompanha, musicalmente o frevo é a maior identidade pernambucana, seja em harmonias e arranjos de outrora, ou em pulsações contemporâneas renovadas, por exemplo, por metais do rock ou pelo gancho da linguagem audiovisual transformada em Carnaval por fazedores independentes de música.

Fala-se, aqui, respectivamente de frevos compostos este ano pelo rock do Diablo Angel (“Com Você eu Brinco Até o Carnaval”) e por nomes autorais como Juliano Holanda e PC Silva (“Raparigou?”).

Lançada recentemente nas plataformas digitais, a canção da banda pernambucana de rock Diablo Angel, na estrada há uma década, com três discos lançados, e que tem à frente a compositora, vocalista e guitarrista Kira Aderne, assumidamente expõe que há um “bloco dos camisas pretas” que não gosta da folia, uma realidade resolvida em um frevo-rock inspirado em um grupo que nas Quartas-Feiras de Cinza sai em cortejo da Igreja de São Pedro, em Olinda.

“É um bloco em que todos vestem preto, a cor que também é uma característica de quem curte o rock. A música brinca com essa história de um roqueiro no meio da folia e do furdunço do Carnaval”, contou Kira, na ocasião do lançamento da faixa.

Já o aclamado e premiado (e também pernambucano) “O Agente Secreto”, foi a ‘deixa’ para Juliano Holanda e PC Silva, em alusão ao questionamento de uma das cenas do longa do diretor ‘da terrinha’, Kleber Mendonça Filho. N.

No recorte do filme que virou um frevo, o personagem de Wagner Moura é perguntado sobre uma suposta traição em seu casamento com um “Raparigou?”. Que ficou sem resposta. A música, homônima à indagação, chegou às plataformas digitais para compor a folia em 2026.

E os frevos tradicionais?
sutiã: Seguem em alta e (ainda) tomado pelos clarins momescos no sobe e desce das ruas de Olinda ou por entre o saudosismo que perfaz o Bairro do Recife.

Ao menos de acordo com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), são elas, as composições de Luiz Bandeira, Getúlio Cavalcanti, Clóvis Vieira, Capiba e Jota Michiles, entre outros, que seguem fazendo o Carnaval de Pernambuco perpetuar-se em histórias contadas pelo frevo.

Em 2024, de acordo com o Ecad, as músicas mais tocadas da festa no estado, em trios elétricos e shows, foram “Voltei Recife” (Luíz Bandeira), “Último Regresso” (Getúlio Cavalcanti), “Hino do Elefante” (Clóvis Vieira e Clidio Nigro), “Oh, Bela” (Capiba) e “Me Segura Senão Eu Caio” (Jota Michiles).

Já em 2025, um levantamento do Escritório feito a pedido do Portal G1, os hits mais executados na folia por aqui, em blocos, trios e shows, foi também o frevo e, vale frisar, maioral pelo menos nos últimos dez anos.

Neste ranking entraram “Tropicana”, de Alceu Valença, “Frevo Mulher”, de Zé Ramalho, “Chuva de Sombrinhas”, parceria de André Rio e Nena Queiroga, “Diabo Louro”, de Jota Michiles e, entre os mais clássicos, “Madeira que Cupim não Rói”, de Capiba, e “Vassourinhas”, de Joana Batista Ramos.

Tradição
Para a Folia de Momo deste 2026, assim como em outros carnavais, não há “a música do ano” sobre qual o frevo será hit ou ‘qual vai pegar’.

Embora haja, reconhecidamente, a carência em cancioneiros renovados do ritmo, as músicas já conhecidas e reproduzidas em uníssono por quem se lança às ruas de Recife, Olinda e outras dezenas de cidades que vivem o Carnaval, seguem mantendo de pé o ritmo mais pernambucano de todos.

Ora por falta de investimento/interesse em ver perpetuada a manifestação sob assinatura das novas gerações, ora porque o conceito de festa multicultural permite que outros gêneros predominem, em meio à harmonia que é – ou deveria ser – o cerne da festa no estado, o frevo, apesar de tudo, segue em reinado atemporal e perene, atravessando décadas, levado por multidões atraídas pela liberdade peculiar que o ritmo proporciona nos arranjos, na dança, no improviso, nas vestimentas e em todo o colorido que remetem a ele no período carnavalesco.

Na rua, no bloco
De Rua, de Bloco ou de Canção, não há folia sem “Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon, cadê teus blocos famosos?

Tal qual não existe Carnaval sem entoar os “sons dos clarins de Momo” que culminam em um entoar de “Olinda! Quero cantar a ti esta canção” com seus coqueirais, sol e mar e o inigualável e mundialmente aclamado “Salve o seu Carnaval”.

É que, segundo Capiba,

“Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem, quando a gente entra na dança não se lembra de ninguém. É maracatu? Não, mas podia ser. É bumba meu boi? Não, mas podia ser. Não, será o baião? Não, mas podia ser (…). É uma dança que vai e que vem, que mexe com a gente. É frevo, meu bem!”

Folha de PE

 

Prefeitura de Lagoa Grande e Governo do Estado reúnem fazedores de cultura para a atualização do Mapa Cultural do município

A Prefeitura de Lagoa Grande, através do Departamento de Cultura, Turismo e Esportes, vinculado à secretaria municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (Seduc), realizou no último dia 17, em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco, uma busca ativa cultural. O objetivo foi identificar e mapear artistas, grupos culturais e produtores locais.

A iniciativa integra a política pública de fortalecimento da rede cultural municipal, ampliando o diálogo entre os fazedores de cultura e a gestão pública. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para a ativação e atualização do Mapa Cultural de Lagoa Grande, ferramenta considerada fundamental para o planejamento e a execução de políticas culturais mais eficazes, democráticas e inclusivas.

Também foram apresentadas orientações detalhadas sobre os editais do Ciclo 2 da Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020), que destinam recursos para o fomento e a valorização de projetos culturais em todo o país. Segundo o diretor de Cultura, Turismo e Esportes do município, Edivaldo Barbosa, a ação representa um marco no fortalecimento da política cultural do município.

“Com as orientações da prefeita Catharina Garziera, estamos construindo uma cultura participativa, onde o artista deixa de ser invisível e passa a ser protagonista das políticas públicas de cultura do nosso município. Nosso compromisso é criar oportunidades reais para que a cultura de Lagoa Grande avance com organização, acesso e valorização”, destacou Edivaldo.

A programação também abordou possibilidades de consultorias especializadas em planejamento estratégico cultural e capacitações voltadas à elaboração de projetos e captação de recursos, incluindo o passo a passo para inscrição nos editais vigentes.

Para a prefeita Catharina Garziera, a iniciativa representa um avanço significativo para o desenvolvimento sustentável da cultura local, fortalecendo o protagonismo artístico, ampliando o acesso a recursos públicos e contribuindo diretamente para o crescimento cultural e turístico de Lagoa Grande.

“A cultura é identidade, é economia criativa, é inclusão e é futuro. Investir em cultura nas mais diferentes formas é uma decisão de Gestão que tem a nossa cara. Nosso governo tem o compromisso de cuidar das pessoas também por meio da valorização dos nossos artistas e das nossas tradições, garantindo acesso a políticas públicas e oportunidades concretas”, destacou Catharina.

Cinara Marques – jornalista

Foto: Santiê Comunicação

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagoa Grande

Coletivo Raízes da Caatinga fortalece mulheres agricultoras e preserva tradições do semiárido há quase três décadas

Coletivo Cultural Raízes da Caatinga fortalece protagonismo feminino no semiárido há 27 anos
Há 27 anos, o Coletivo Cultural Raízes da Caatinga atua como uma das principais referências na valorização das mulheres do semiárido nordestino.

A entidade reúne força, história e protagonismo feminino, desenvolvendo ações voltadas à defesa dos direitos sociais, à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres agricultoras.

Com atuação firme no campo das políticas públicas, da formação cidadã e das práticas culturais, o coletivo tem garantido mais visibilidade, autonomia e melhoria na qualidade de vida de agricultoras, famílias ribeirinhas, juventudes e grupos tradicionais que vivem no entorno do Rio Pontal e do Rio São Francisco, o Velho Chico.

Localizada no coração do bioma Caatinga, a associação desenvolve iniciativas voltadas à preservação, valorização e transmissão dos saberes tradicionais da região. O trabalho realizado contribui diretamente para a manutenção da identidade histórica das comunidades rurais, atuando como guardiã das práticas culturais, religiosas e sociais que atravessam gerações.

Entre as expressões culturais mais marcantes promovidas pelo coletivo está a Romaria dos Vicentinos, manifestação de fé, memória e resistência que reúne moradores da zona rural, lideranças comunitárias e grupos culturais. O evento fortalece os laços de espiritualidade e mantém vivas tradições profundamente enraizadas na história local.

A instituição também mantém um amplo programa de formação artística e cultural, com a realização de oficinas de dança, música, teatro, artesanato, bordados tradicionais e práticas manuais. As atividades promovem geração de renda, inclusão social e valorização do trabalho das mulheres agricultoras, além de funcionarem como espaços de convivência, criação e fortalecimento da identidade cultural do território.

Ao longo de quase três décadas, a Associação Centro de Atividades das Mulheres Agricultoras do Rio Pontal, responsável pelo Coletivo Cultural Raízes da Caatinga, consolidou-se como uma importante referência regional ao integrar cultura, tradição, fé, sustentabilidade, direitos sociais e protagonismo feminino, reafirmando o papel transformador das mulheres no semiárido nordestino.

Vale destacar que o Ministério da Cultura por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, certificou a Associação Centro de Atividades das Mulheres Agricultoras do Rio Pontal – ASCAMARP como ponto de cultura de acordo com os critérios e normativas da Politica Nacional Cultural Viva, lei nº 13.018/2-014.

Prefeitura de Lagoa Grande celebra o amor e a união com o Natal da Família

A Concha Acústica de Lagoa Grande, na Avenida da Uva e do Vinho, se transformou num grande palco para a celebração do Natal da Família 2025, com o tema “A Luz é Jesus”. A programação integrou a série de eventos organizados pela Prefeitura Municipal em comemoração ao nascimento de Jesus Cristo e à chegada de um novo ano.

O Natal da Família alegrou, encantou e atraiu um grande público, que prestigiou uma programação diversificada. Entre as atrações, apresentações culturais com alunos das escolas Nossa Senhora Auxiliadora, Hélio Ferreira Maia, CMEI Saberes e Eduardo Campos, além do grupo de idosos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos; do grupo Do Ré Mi e seus personagens e das Carretas Iluminadas, que distribuíram sorvetes para as crianças e para o público presente.

Outro momento marcante foi a chegada do Papai Noel, com show de fogos e a tradicional entrega de mais de 5 mil presentes para as crianças. As famílias prestigiaram em peso toda a programação e aplaudiram as atrações do evento, organizado pela Prefeitura de Lagoa Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (Seduc), e todas as secretarias do time da prefeita Catharina Garziera.

Artistas locais foram valorizados e também integraram a programação do Natal da Família, levando talento ao palco e interpretando clássicos da música natalina e cristã. Para encerrar a noite encantada, o cantor Samuel Novais se apresentou com um repertório de músicas que foram e continuam sendo sucesso.

“Só desejo um Natal ainda mais especial, com muita fé, muita paz e ainda mais realizações para a nossa cidade. Sei que, junto com vocês, vamos construindo a Lagoa Grande dos nossos sonhos. Agradeço também ao meu vice-prefeito Olavo Marques, a todos os vereadores, secretários e secretárias e a toda a gestão municipal, que não medem esforços para fazer as coisas acontecerem”, destacou a prefeita Catharina Garziera.

“Este é um ano muito especial, de grandes conquistas. Feliz Natal e que venha 2026”, completou a prefeita, que também fez a entrega oficial da chave do veículo destinado pelo Governo do Estado à Coordenadoria de Atendimento à Mulher (Ceam), ao lado da coordenadora Iara Evangelista e da secretária de Assistência Social, Eliene Neri Martins.

Texto: Cinara Marques, jornalista

Fotos: Everaldo de Souza Ramos

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagoa Grande

Escultura do artista Petrolinense Ranilson Viana, ganha destaque nacional no Fantástico

A escultura de Nossa Senhora de Fátima, criada pelo escultor petrolinense Ranilson Viana, ganhou destaque no Fantástico, da Rede Globo neste domingo (16), após ser inaugurada no município de Crato, no interior do Ceará.

A obra, que já mobiliza devotos e turistas, chamou atenção por um feito histórico: trata-se da maior estátua de Nossa Senhora de Fátima do mundo.

Com 54 metros de altura, a imagem superou monumentos icônicos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que possui 38 metros. A escultura foi custeada pelo município e inaugurada na última quinta-feira (13), integrando um projeto que busca fortalecer o turismo religioso na região do Cariri, reconhecida por sua tradição cultural e espiritual.