Carlos Britto prestigia 53ª Jecana do Capim e fortalece pré-campanha no Sertão do São Francisco

Foto: Ascom/divulgação

A tradicional Jecana do Povoado Capim, na zona rural de Petrolina, voltou a reunir milhares de pessoas no último fim de semana e, como ocorre em anos eleitorais, também se tornou ponto de encontro de lideranças e pré-candidatos que buscam fortalecer suas bases políticas na região.

Entre os presentes na 53ª edição do evento esteve o pré-candidato a deputado federal Carlos Britto, que participou da programação neste domingo (7) e recebeu manifestações de apoio e incentivo do público.

Reconhecida como uma das mais autênticas festas do ciclo junino de Petrolina, a Jecana acumula mais de cinco décadas de história e tradição. O evento é marcado pela irreverente corrida de jegues, além de concursos culturais, como o famoso “Jegue Fashion”, apresentações artísticas e muito forró pé de serra.

Durante sua passagem pela festa, Carlos Britto destacou a importância do legado deixado por Carlos Augusto, idealizador da Jecana e responsável por transformar o evento em uma das principais referências culturais do Sertão pernambucano.

Ao lado da pré-candidata a deputada estadual Lara Cavalcanti, com quem pretende formar dobradinha nas eleições deste ano, Britto percorreu o evento, cumprimentou moradores e participou das celebrações. A presença da dupla chamou a atenção dos participantes e reforçou a estratégia de aproximação com o eleitorado do Sertão do São Francisco.

Em sua primeira disputa eleitoral para a Câmara Federal, Carlos Britto tem ampliado sua agenda de compromissos na região, buscando consolidar apoios e fortalecer seu projeto político para o pleito de 2026.

Túlio Gadêlha indica Miguel Coelho como parceiro de chapa ao Senado em 2026

O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) revelou o nome do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União), como seu candidato preferencial para compor a chapa ao Senado vinculada à governadora Raquel Lyra nas eleições de 2026. A declaração acende o debate sobre a formação da aliança majoritária do grupo governista em Pernambuco.

Para Túlio, Miguel Coelho reúne capital político e representatividade para levar a voz do Sertão a Brasília — atributos que, na avaliação do deputado, o credenciam a integrar o projeto eleitoral da governadora. A sinalização, porém, chega num momento de disputa interna: a vaga também é pleiteada por Eduardo da Fonte (PP), dentro da Federação União Progressista, tornando a definição do nome uma negociação sensível para o campo aliado.

Raquel Lyra, por ora, prefere não antecipar o jogo. A governadora tem reiterado que as prioridades seguem concentradas na gestão do estado — deixando, ao menos por enquanto, as articulações eleitorais em segundo plano.

Eliane Soares ganha reforço político no Agreste e recebe apoio do vereador Júnior de Batalha, de Poção

A pré-candidata a deputada federal Eliane Soares continua fortalecendo sua base política para as eleições de 2026. Desta vez, a ex-prefeita de Santa Cruz anunciou a adesão do vereador Júnior de Batalha, liderança do município de Poção, localizado no Agreste de Pernambuco.

A chegada do parlamentar representa mais um reforço ao grupo político liderado por Eliane, que vem ampliando sua rede de apoios em diversas regiões do estado. O movimento fortalece sua presença no Agreste e consolida novas alianças para a disputa eleitoral do próximo ano.

Ao comentar a parceria, Eliane destacou a importância da união de forças em torno de um projeto voltado ao desenvolvimento dos municípios pernambucanos.

“Recebo com muita alegria o apoio do vereador Júnior de Batalha, uma liderança que chega para fortalecer ainda mais nossa caminhada. Um apoio que reforça nosso compromisso com Poção e com o trabalho sério em favor do povo pernambucano”, afirmou.

Com a adesão de Júnior de Batalha, Eliane Soares amplia seu diálogo com lideranças políticas do interior e segue consolidando seu projeto político para 2026, acumulando apoios estratégicos em diferentes regiões de Pernambuco.

“Ter prefeitos não garante votos: a verdadeira força política está no apoio do povo”

Na política, ter o apoio de prefeitos, lideranças e grupos políticos pode fortalecer uma candidatura, mas isso não garante automaticamente o apoio popular. A leitura eleitoral precisa considerar dois fatores: o apoio das lideranças e o sentimento do povo.

Muitas vezes, um candidato reúne um grande número de prefeitos por alianças partidárias, acordos políticos ou estratégias regionais. Porém, o eleitor pode seguir outro caminho nas urnas, principalmente quando existe insatisfação com as gestões locais ou quando o candidato não consegue criar identificação popular.

Por outro lado, quando uma gestão municipal ou estadual é bem avaliada, o apoio do prefeito pode sim ter peso importante, porque o gestor consegue transferir parte da sua aprovação para o candidato apoiado. Nesse cenário, a força política deixa de ser apenas institucional e passa a ter respaldo popular.

Ou seja, numa análise política equilibrada, não basta contar quantos prefeitos estão de um lado. É preciso perguntar também: o povo acompanha esse movimento? Porque eleição se vence no voto popular, e não apenas nas articulações políticas.

 

Miguel sobe o tom sobre Senado e União Brasil entra em campo para respaldar candidatura

As declarações do pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, durante entrevista concedida no último sábado ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, repercutiram nos bastidores da política pernambucana e provocaram um posicionamento oficial do União Brasil em defesa da sua postulação para a disputa de 2026.

Na entrevista, Miguel foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de disputar outro cargo que não seja uma vaga no Senado Federal. Questionado sobre cenários alternativos, como uma candidatura a vice-governador, deputado federal ou deputado estadual, o ex-prefeito de Petrolina afirmou que seu projeto político está definido.

“Eu fico tranquilo que eu serei candidato a senador, nem que o União vá avulso, a Federação vá avulso. Então, isso de forma tranquila, objetiva, disse isso para a governadora Raquel Lyra, disse isso, inclusive para Eduardo da Fonte, que é presidente do PP. Se a gente não tiver uma unidade dentro da Federação, está resolvido: saem os dois, tanto eu quanto Dudu, candidatos avulsos ao Senado, e vamos deixar quem é importante decidir, o povo”, declarou.

A fala praticamente encerra as especulações sobre uma eventual mudança de rota do pré-candidato e aumenta a pressão nas negociações internas da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, em torno da composição da chapa majoritária liderada pela governadora Raquel Lyra.

Miguel também defendeu que a federação possui tamanho político e representatividade suficientes para pleitear mais de um espaço na disputa majoritária.

“Acho que a Federação tem tamanho, tem legitimidade e, acima de tudo, tem quadros para que a gente possa ter dois espaços na chapa majoritária. Seja dois no Senado, seja em qualquer outra escalação”, afirmou.

Diante da repercussão das declarações, o União Brasil em Pernambuco divulgou nota oficial reafirmando que atua integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em conformidade com o estatuto da federação, homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na nota, o partido classificou a candidatura de Miguel Coelho ao Senado como “legítima, madura e construída com responsabilidade”, ressaltando que a postulação não representa um movimento isolado nem uma divergência interna, mas o direito de um partido federado reivindicar espaço compatível com sua representatividade política.

O União Brasil também destacou que o estatuto da federação prevê a possibilidade de indicação de dois nomes para a disputa ao Senado e que, havendo entendimento nesse sentido, a postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, cabendo às instâncias federativas e, em última análise, à Direção Nacional, a decisão sobre as candidaturas majoritárias.

Por fim, a legenda reiterou o compromisso com a reeleição da governadora Raquel Lyra e com a unidade da base aliada, defendendo que a construção política deve ocorrer por meio do diálogo e do respeito mútuo entre os partidos que integram a federação.

CONFIRA NOTA NA ÍNTEGRA:

União Brasil – Pernambuco

O União Brasil em Pernambuco reafirma que sua atuação se dá integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em estrito respeito ao seu estatuto, regularmente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A postulação de Miguel Coelho ao Senado é legítima, madura e construída com responsabilidade. Não se trata de movimento isolado nem de divergência: trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a Federação reúne em Pernambuco. Esse direito não se mede pela maior ou menor bancada de qualquer das legendas que a integram, e sim pela construção conjunta e equilibrada das decisões.

O estatuto, aliás, é claro: havendo entendimento da Federação pela indicação de dois nomes ao Senado, essa postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, inclusive sem coligação com outras legendas, cabendo às instâncias federativas, e em última análise à Direção Nacional, a deliberação sobre as candidaturas majoritárias.

O União Brasil mantém seu compromisso com a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e com a unidade da base, convicto de que ela se constrói pelo diálogo e pelo respeito mútuo, jamais pela imposição.

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