Federação entre PP e União Brasil vira campo de batalha em Pernambuco e expõe guerra por poder

Nos bastidores da política pernambucana, a possível criação da Federação União Progressista já é tratada como um verdadeiro campo de batalha. Mesmo antes da decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para o próximo dia 26 de março, o clima entre as lideranças é de tensão máxima e disputa aberta por espaço e comando.

A federação, que pretende unir PP e União Brasil, chega ao estado longe de qualquer consenso. Pelo contrário: o movimento tem escancarado um racha profundo e difícil de ser contornado.

De um lado, o presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, vem deixando recados claros — e nada sutis — de que não pretende abrir mão da autonomia do seu grupo político. Nos bastidores, aliados afirmam que a palavra de ordem é independência, mesmo que isso signifique enfrentar diretamente a nova configuração partidária.

O incômodo também ecoa em Brasília. O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) não esconde sua insatisfação e já se posicionou contra a federação, ampliando o coro de resistência e colocando ainda mais pressão sobre a cúpula nacional.

Do outro lado do tabuleiro, o PP se movimenta com estratégia e pragmatismo. O presidente estadual da sigla, Eduardo da Fonte, atua com firmeza para assumir o controle da federação em Pernambuco — movimento que, nos bastidores, é visto como uma jogada para consolidar seu projeto de poder visando o Senado.

Enquanto isso, Eduardo também estreita laços com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), em articulações que podem redesenhar alianças e embaralhar ainda mais o cenário político estadual.

A decisão do TSE, que deveria selar uma união partidária, pode, na prática, oficializar um conflito interno. Em Pernambuco, a federação nasce sob desconfiança, disputa por comando e um jogo político pesado — daqueles que prometem capítulos intensos nos próximos meses.

 

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