TSE mantém Adalberto Cavalcanti inelegível até 2028 por abuso de poder

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a inelegibilidade do ex-deputado federal Adalberto Cavalcanti, que ficará impedido de disputar eleições até novembro de 2028. A decisão foi unânime.

O caso teve origem em uma ação que apurou abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2020. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco já havia condenado o político, entendimento que agora foi confirmado pela instância superior.

Segundo a Justiça Eleitoral, Adalberto Cavalcanti teve participação ativa em um esquema que utilizou recursos públicos para beneficiar eleitores. As investigações apontaram que, na época, ele destinou verbas por meio de emendas parlamentares para a perfuração de poços artesianos e indicou nomes de pessoas que seriam beneficiadas pelas ações executadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

De acordo com o processo, não houve comprovação de critérios técnicos na escolha dos beneficiários, o que reforçou a tese de uso político da ação para obter vantagem eleitoral. Para o tribunal, a prática comprometeu a igualdade entre os candidatos e a lisura do pleito.

A defesa do ex-deputado recorreu, alegando, entre outros pontos, ausência de irregularidades e falta de provas. No entanto, o TSE entendeu que os argumentos já haviam sido analisados anteriormente e não eram suficientes para mudar a decisão.

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