Pesquisa do Instituto Veritá que colocava Raquel Lyra na liderança é suspensa pelo TRE-PE

O clima político em Pernambuco ganhou mais um capítulo na Justiça Eleitoral após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinar a suspensão de uma pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá sobre a corrida pelo Governo do Estado. O levantamento, que colocava a governadora Raquel Lyra à frente na disputa, foi alvo de contestação por supostas falhas técnicas e metodológicas.

A ação foi apresentada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), integrante da Frente Popular de Pernambuco, que questionou a confiabilidade dos dados divulgados pelo instituto responsável pela pesquisa. Segundo o partido, haveria inconsistências na metodologia utilizada para a realização das entrevistas e na forma como as informações foram registradas.

Entre os principais pontos levantados está o uso da metodologia chamada Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). De acordo com a representação judicial, embora o Instituto Veritá tenha informado que realizou entrevistas em bairros específicos dos municípios pesquisados, os formulários aplicados não continham identificação detalhada dessas localidades, o que levantou dúvidas sobre a execução prática do método apresentado.

Outro aspecto considerado relevante pela Justiça foi a ausência de informações detalhadas sobre a distribuição dos entrevistados por setor censitário, item considerado essencial para garantir a transparência e a validação técnica de pesquisas eleitorais.

Na decisão liminar, o desembargador Marcelo Labanca Corrêa de Araújo apontou indícios de possível descumprimento das normas estabelecidas pela legislação eleitoral e pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação de levantamentos eleitorais.

Com a determinação do TRE-PE, o Instituto Veritá deverá interromper a divulgação da pesquisa no prazo de 24 horas, incluindo a retirada de conteúdos publicados em plataformas digitais ligadas à Meta, como Facebook e Instagram. Em caso de descumprimento da medida judicial, foi estipulada multa diária de R$ 5 mil.

Não é a primeira vez que o instituto enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral. Em abril deste ano, outra pesquisa atribuída ao Veritá também foi suspensa após contestações relacionadas à metodologia utilizada e à confiabilidade dos dados apresentados ao eleitorado pernambucano.

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