Pela primeira vez em Recife, projeto leva humanização e risoterapia a hospitais

O projeto Rumo ao Riso, patrocinado pela Blau Farmacêutica, chega pela primeira vez a Recife para realizar uma programação de humanização hospitalar em três importantes instituições de saúde da capital pernambucana, entre os dias 3 e 5 de agosto de 2026.

Idealizado pela atriz e risoterapeuta Gabi Roncatti, o projeto utiliza o humor, a música, a escuta ativa para promover momentos de acolhimento a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.

A programação começa no dia 3 de agosto, no Hospital de Câncer de Pernambuco. No dia 4, a equipe visita o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, o IMIP. A passagem pela capital pernambucana termina no dia 5 de agosto, no Hospital da Criança do Recife.

Durante as ações, os integrantes do projeto percorrem os espaços das instituições respeitando as orientações das equipes médicas e os protocolos de cada unidade. As intervenções são adaptadas às condições e à receptividade de cada paciente, com o objetivo de oferecer leveza e criar pequenas pausas em meio à rotina hospitalar.

Ciência reforça os benefícios do riso

O trabalho desenvolvido pelo Rumo ao Riso também encontra respaldo em pesquisas científicas. Uma revisão sistemática com metanálise, publicada em 2023 na revista científica internacional PLOS ONE, analisou oito estudos, com um total de 315 participantes.

Os pesquisadores identificaram que intervenções capazes de estimular o riso espontâneo provocaram uma redução média de 31,9% nos níveis de cortisol, hormônio diretamente relacionado à resposta do organismo ao estresse.

De acordo com o estudo, até mesmo uma única sessão de riso, com duração entre nove e 60 minutos, foi suficiente para produzir uma redução significativa nos níveis do hormônio. Os resultados reforçam o riso como uma estratégia complementar de promoção do bem-estar, sem substituir tratamentos médicos ou psicológicos.

Para Gabi Roncatti, a ciência ajuda a explicar algo que o projeto percebe durante as visitas aos hospitais.

“Nosso objetivo não é ignorar a dor ou fingir que ela não existe. Queremos criar um pequeno espaço de respiro dentro de uma rotina que pode ser muito difícil. Às vezes, uma música, uma conversa ou um sorriso fazem com que o paciente se reconheça novamente para além da doença”, afirma.

As ações também alcançam familiares, acompanhantes e profissionais da saúde, que convivem diariamente com situações de pressão e desgaste emocional. Nem sempre a intervenção resulta em uma gargalhada. Em muitos momentos, o acolhimento aparece por meio de um olhar, de uma lembrança, de uma conversa ou de alguns minutos de tranquilidade.

Com sua estreia em Recife, o Rumo ao Riso amplia sua atuação pelo Brasil e reforça a importância da arte, da humanização e do cuidado afetivo dentro dos ambientes hospitalares.

 

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