Coelhos e Lóssio unidos em prol da reeleição de Raquel Lyra

O tabuleiro político em Petrolina está em ebulição — e uma reviravolta começa a ganhar forma nos bastidores. Antigos adversários históricos, o grupo dos Coelhos e o ex-prefeito Júlio Lóssio já dão sinais claros de aproximação em torno do projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Ainda sem anúncio oficial, o movimento é tratado como praticamente inevitável por quem acompanha de perto as articulações.

O primeiro passo já foi dado. O União Brasil, sob comando de Miguel Coelho em Pernambuco, não só embarcou no palanque da governadora como também lançou Miguel ao Senado. Nos bastidores, a leitura é direta: o grupo Coelho dificilmente fará meia volta. Falta apenas o gesto público — que pode acontecer a qualquer momento.

Do outro lado, Júlio Lóssio, que até pouco tempo travava embates diretos com os Coelhos, hoje atua como aliado fiel de Raquel e peça-chave no Sertão. Em tom pragmático, já deixou claro que não pretende criar barreiras. Ao afirmar que “todo apoio é água de beber”, Lóssio escancarou o clima: se depender dele, a porta está aberta — mesmo para antigos rivais.
E é justamente essa mudança que chama atenção.

Em 2024, o clima era de confronto aberto. Lóssio enfrentava o grupo liderado pelo atual prefeito Simão Durando, enquanto os Coelhos flertavam com o projeto estadual de João Campos. Agora, menos de dois anos depois, o discurso mudou — e a sobrevivência política parece falar mais alto que as diferenças.

A reaproximação não acontece por acaso. Com a máquina estadual em movimento e entregas sendo capitalizadas politicamente, Raquel Lyra virou peça central no jogo de 2026. Ignorar esse cenário, hoje, é um risco que poucos estão dispostos a correr.

Nos bastidores, a avaliação é de que a governadora chega forte — e quem ficar de fora pode pagar caro.
O que se desenha em Petrolina é menos uma reconciliação e mais uma aliança por conveniência.

Uma união construída no cálculo político, onde antigos embates são deixados de lado em nome de um projeto maior. Mas engana-se quem acha que o clima é de paz total: há desconfiança, memória recente de disputas e um olho sempre aberto em cada movimento.

 

João Campos deve oficializar pré-candidatura ao Governo de Pernambuco e define chapa com Humberto Costa e Marília Arraes

O prefeito do Recife, João Campos, deve oficializar ainda nesta semana sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco. O anúncio está previsto para a próxima sexta-feira (20) e já vem acompanhado da definição da chapa majoritária para as eleições.

De acordo com informações de bastidores, o socialista terá como candidatos ao Senado o atual senador Humberto Costa, que disputará a reeleição, e a ex-deputada federal Marília Arraes.

Para a vaga de vice-governador, o nome indicado é o de Carlos Costa, irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Articulação em Brasília consolidou decisão

A composição da chapa foi definida após viagem de João Campos a Brasília, onde participou, nesta quarta-feira (18), de reuniões com lideranças nacionais do PT e do PDT. Entre os encontros, destaque para a conversa com Carlos Lupi e dirigentes petistas.

Nas redes sociais, o prefeito destacou a importância do diálogo para a construção de alianças:

“Excelente conversa na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Disputa interna por vagas ao Senado marcou bastidores

O anúncio da pré-candidatura ocorre após meses de especulações sobre a formação da chapa, especialmente em relação às vagas ao Senado.

Além de Humberto Costa e Marília Arraes, também estavam no páreo nomes como o próprio ministro Silvio Costa Filho e o deputado federal Eduardo da Fonte.

Outro nome cogitado foi o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, do União Brasil. No entanto, a possibilidade perdeu força após ele e familiares serem alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.

Marília endureceu posição e garantiu candidatura

Diante da indefinição, Marília Arraes chegou a adotar um tom mais firme. No início de março, a ex-deputada declarou que sua candidatura ao Senado “não tem volta atrás”, sinalizando que poderia até disputar de forma independente, caso não fosse contemplada na chapa.

Nos bastidores, o próprio Carlos Lupi chegou a admitir a possibilidade de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra para viabilizar o projeto de Marília — cenário que aumentou a pressão nas negociações.

Cenário eleitoral começa a se desenhar

Com a iminente oficialização da pré-candidatura de João Campos, o cenário político em Pernambuco começa a ganhar contornos mais definidos para 2026, antecipando uma disputa que promete ser acirrada entre os principais grupos políticos do estado.

 

Raquel Lyra consolida aliança com União Brasil e fortalece base para 2026


A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), deu mais um passo importante na articulação política visando as eleições de 2026. Nesta quarta-feira (18), a gestora anunciou oficialmente o apoio do União Brasil à sua base governista.

O anúncio foi feito após reunião em Brasília, que contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, que também se coloca como pré-candidato ao Senado.

Em publicação nas redes sociais, a governadora destacou o peso político da nova aliança.
“Recebo com confiança o apoio do União Brasil, que chega para somar ao propósito de fazer Pernambuco crescer e transformar a vida das pessoas”, afirmou Raquel Lyra.

Aliança estratégica e impacto no cenário político
A entrada do União Brasil no grupo governista ocorre em um momento decisivo de construção de alianças para 2026. O movimento amplia a base de sustentação política da governadora e fortalece sua posição na corrida pela reeleição.

Nos bastidores, a articulação também abre espaço para a composição da chapa majoritária. O nome de Miguel Coelho ganha força como uma das principais apostas para disputar uma vaga no Senado.

Durante o encontro, o próprio Miguel confirmou o alinhamento com a governadora:
“Sou pré-candidato ao Senado, ela é candidata à reeleição para o governo. Pretendemos seguir juntos nessa jornada”, declarou.

Presenças reforçam articulação política
A reunião em Brasília também reuniu nomes de peso da política pernambucana, como o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho e os deputados federais Mendonça Filho e Fernando Filho.

A presença das lideranças reforça o movimento de construção de uma frente política ampla, reunindo diferentes forças em torno do projeto eleitoral liderado por Raquel Lyra.

Cenário para 2026 começa a ganhar forma
Com a adesão do União Brasil, o tabuleiro político de Pernambuco começa a se desenhar com mais nitidez. A definição da chapa majoritária, especialmente a vaga para o Senado, deve ser o próximo passo nas negociações.

A aliança sinaliza não apenas fortalecimento político, mas também a consolidação de um bloco competitivo para a disputa estadual em 2026.

Raquel Lyra reage e inicia “faxina política” contra aliados de Eduardo da Fonte em meio a articulações com João Campos

A governadora Raquel Lyra deu início a um movimento claro de retaliação política ao exonerar, na noite desta terça-feira (17), nomes ligados ao deputado federal Eduardo da Fonte que ocupavam cargos estratégicos no Governo do Estado.

A decisão não ocorre por acaso. Nos bastidores, a leitura é direta: trata-se de uma resposta ao avanço das articulações que colocam Da Fonte cada vez mais próximo do palanque do prefeito do Recife, João Campos, principal adversário político da governadora.

Foram atingidos pela medida Bruno Rodrigues, que estava à frente da Ceasa; Plínio Pimentel, no comando da Lafepe; e Paulo Nery, ligado ao Porto do Recife — todos indicados por Da Fonte e peças importantes na engrenagem política do PP dentro da estrutura estadual.

A movimentação expõe, sem rodeios, o nível de desgaste na relação entre o Palácio e o grupo do Progressistas. Mais do que simples exonerações, o gesto é interpretado como um recado político duro: não há espaço para aliados com um pé dentro e outro fora do governo.

Enquanto isso, Eduardo da Fonte intensifica seu projeto de poder. Cotado para disputar uma vaga ao Senado, o deputado amplia sua aproximação com João Campos, alimentando um redesenho das forças políticas no estado e aumentando a pressão sobre o governo estadual.

Nos bastidores, o movimento de Raquel Lyra já é visto como o início de um rompimento mais amplo. A chamada “faxina política” pode ser apenas o primeiro passo de uma reorganização do governo, mirando 2026 e deixando claro que fidelidade política será critério central daqui para frente.

Por ora, os cargos ficam sob comando interino dos presidentes dos conselhos de administração, enquanto novas indicações devem redesenhar o espaço de poder dentro da gestão estadual.

 

Federação entre PP e União Brasil vira campo de batalha em Pernambuco e expõe guerra por poder

Nos bastidores da política pernambucana, a possível criação da Federação União Progressista já é tratada como um verdadeiro campo de batalha. Mesmo antes da decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para o próximo dia 26 de março, o clima entre as lideranças é de tensão máxima e disputa aberta por espaço e comando.

A federação, que pretende unir PP e União Brasil, chega ao estado longe de qualquer consenso. Pelo contrário: o movimento tem escancarado um racha profundo e difícil de ser contornado.

De um lado, o presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, vem deixando recados claros — e nada sutis — de que não pretende abrir mão da autonomia do seu grupo político. Nos bastidores, aliados afirmam que a palavra de ordem é independência, mesmo que isso signifique enfrentar diretamente a nova configuração partidária.

O incômodo também ecoa em Brasília. O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) não esconde sua insatisfação e já se posicionou contra a federação, ampliando o coro de resistência e colocando ainda mais pressão sobre a cúpula nacional.

Do outro lado do tabuleiro, o PP se movimenta com estratégia e pragmatismo. O presidente estadual da sigla, Eduardo da Fonte, atua com firmeza para assumir o controle da federação em Pernambuco — movimento que, nos bastidores, é visto como uma jogada para consolidar seu projeto de poder visando o Senado.

Enquanto isso, Eduardo também estreita laços com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), em articulações que podem redesenhar alianças e embaralhar ainda mais o cenário político estadual.

A decisão do TSE, que deveria selar uma união partidária, pode, na prática, oficializar um conflito interno. Em Pernambuco, a federação nasce sob desconfiança, disputa por comando e um jogo político pesado — daqueles que prometem capítulos intensos nos próximos meses.