Audiência pública do Sintelag em Lagoa Grande discute precatórios do Fundef e lamenta ausência do poder público

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lagoa Grande (Sintelag) realizou uma audiência pública sexta-feira(24) na Câmara de Vereadores para discutir a situação dos precatórios do Fundef, recursos destinados aos profissionais da educação e que, segundo a entidade, permanecem sem repasse desde 2019.

O encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas da comunidade sobre o tema e reforçar a importância da transparência no uso dos valores. Participaram do debate a presidente do Sintep-PE, Ivete Caetano, o diretor Paulo Biratan, o representante regional Robson Nascimento e professores da rede estadual, além de estudantes da Escola Santa Maria.

De acordo com o Sintelag, o município de Lagoa Grande recebeu os valores referentes aos precatórios ainda em 2019, mas até o momento não houve repasse aos professores. A direção do sindicato lembra que tanto a gestão anterior quanto a atual alegam a inexistência de uma lei específica que regulamente o pagamento, mas o sindicato afirma que a questão é de vontade política.

“A audiência foi um espaço de transparência e diálogo com a população. Queríamos esclarecer que há base legal para o pagamento: a Emenda Constitucional 114 determina que 60% desses recursos sejam destinados aos professores e 40% para outros investimentos na educação”, destacou a presidente Marivânia Freire.

Ausência de autoridades gerou críticas

Um dos pontos mais comentados durante o evento foi a ausência das autoridades convidadas. Nenhum dos 11 vereadores compareceu à audiência, assim como não houve representantes do Poder Executivo ou do Judiciário.

O Sintelag manifestou repúdio à ausência dos poderes públicos, ressaltando que o encontro não tinha caráter de confronto, mas de diálogo. “Não estávamos lá para obrigar ninguém a nada, apenas para discutir conforme a legislação. O que esperávamos era apoio, e não omissão”, afirmou Marivânia.

Segundo os organizadores, alguns vereadores estavam fora da cidade participando de um congresso, mas outros se estiveram no prédio da Câmara e, mesmo assim, não participaram da abertura da audiência. “Apoiar a educação apenas em palavras é fácil. Queremos ver apoio em ações e gestos concretos”, completou a direção do Sintelag.

Continuidade da mobilização

O sindicato reafirmou que continuará mobilizado até que a situação seja resolvida e os recursos sejam repassados aos professores. “Não pedimos nada além do que é nosso por direito. Essa é uma luta que vai continuar até que a categoria tenha seu reconhecimento garantido”, concluiu a presidente.

 

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