De acordo com a acusação, o vereador Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, teria efetuado os tiros. Já o presidente da Câmara Municipal, Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), o “Dedé de França”, é apontado como responsável por dar sustentação intelectual, financeira e estrutural ao crime.
Samyr foi baleado em via pública enquanto trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. Ele foi socorrido em estado grave e submetido a cirurgias no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, mas morreu nove dias depois, em 22 de janeiro.
Segundo a investigação, Cristiano teria seguido a vítima em uma motocicleta antes de atirar diversas vezes. A denúncia afirma ainda que o gabinete político de Erinaldo foi utilizado como ponto de apoio antes e depois do atentado, servindo como local de articulação e esconderijo.
No documento, o Ministério Público sustenta que o presidente da Câmara atuou como coautor ao assegurar as condições para a execução do crime. Entre as ações atribuídas a ele estão a disponibilização da motocicleta usada na perseguição e a eliminação de imagens de câmeras de segurança instaladas no escritório. Registros de monitoramento teriam flagrado a movimentação dos envolvidos nos momentos que antecederam e sucederam os disparos.
Sobre a motivação, a promotoria aponta que o homicídio teria sido motivado por conflitos ocorridos em um grupo de WhatsApp, envolvendo questões pessoais e conjugais. A razão foi admitida formalmente por Cristiano, segundo o MP, que classifica o caso como de motivo fútil.
JC PE

