Nesta última sexta feira, dia 24 de Maio, uma comissão do Consu Pontal , composta por: Reginaldo Alencar, Nunes, Adriana, Fábio Júnior, Francisca Ribeiro,Ricardo Maia e o advogado Dr José Neto, participaram de uma reunião com o Deputado Federal Fernando Filho, intermediada pelo vereador Wenderson Batista – Pé de Galo e pelo Professor Zé Batista.
Na ocasião foram apresentadas propostas resolutivas para que o mesmo intervenha junto a CODEVASF, no sentido de proporcionar segurança Hídrica e minimizar o impacto ambiental no pontal Central.
Além da insegurança hídrica que assombra os 452 agricultores Familiares que vivem as margens do Riacho do Pontal, agora estamos sendo impactados por sais oriundos dos projetos de irrigação María Tereza e Pontal Sul.
“No ano passado perdemos culturas como mamão e hortaliças, tivemos reduções de até 80% nas produções de frutas provocadas pela salinidade nas águas de 07 barragens do Riacho do Pontal. Estamos realizando mensalmente análises químicas de água das 08 barragens do sistema Riacho do Pontal. Até o momento só a barragem de amargosa esta dentro do padrão para irrigação nos requisitos Salinidade e condutividade elétrica”, destacou Reginaldo Alencar, presidente do Consu-Pontal.
Os 452 agricultores familiares do Pontal Central irrigam hoje mais de 700 hectares, com potencial para irrigar até 2.100 hectares, geram 850 empregos diretos.
Cerca de 100 exportadores, produtores e responsáveis técnicos de unidades produtoras de manga do Vale do São Francisco, concluíram nesta quarta-feira (22), em Petrolina, o workshop ‘Monitoramento e controle das moscas-das-frutas no programa de exportação de mangas destinadas aos Estados Unidos’.
O evento, realizado no auditório da Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco),
com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Adagro, Moscamed Brasil, Sebrae, Senar, Corteva, Usda, Tarvos e Green Valle, atualizou os participantes acerca de temas, a exemplo das normas e obrigatoriedade do monitoramento e controle em âmbito federal e estadual.
Para tratar sobre os sistemas de Manejo de Risco da Praga (SMR), falaram o chefe de programas especiais de exportação do Ministério da Agricultura (Mapa), Caio César Simão e os representantes das agências estaduais de defesa, Adagro; Lisiê Santana e Adab; Weber Aguiar.
Ainda no primeiro dia, a assistente técnica do Aphis/Usda no Brasil, Thereza Barros, apresentou uma palestra sobre o programa de exportação de mangas para os Estados Unidos e o diretor presidente da Moscamed, Jair Virginio, esclareceu pontos importantes sobre o monitoramento e controle dessa praga. O público pôde conferir também, a participação da entomologista da Embrapa Semiárido, Beatriz Paranhos, mostrando as ferramentas para controlar as moscas-das- frutas e o assistente técnico da Aphis, Marco Gonzales que fez uma palestra virtual com o título: Mantendo a praga sob controle nas propriedades registradas.
No segundo dia, o workshop começou discutindo iniciativas e inovações, a exemplo do apoio para o controle e monitoramento, apresentado pelo gerente regional do Sebrae/BA, Carlos Coiteiro, e o monitoramento digital para o controle de moscas-das-frutas, exposto por Carolina Suffi, diretora comercial da Tarvos (startup de monitoramento digital de pragas agrícolas).
Na sequência, os participantes tiveram informações atualizadas acerca do manejo e tecnologia, repassadas pelo representante comercial da empresa americana de agrociência, Corteva, Manoel Lima. Depois, os participantes foram convidados a fazerem uma visita de campo para esclarecimento de dúvidas sobre as armadilhas demonstradas pela Tarvos e a aplicabilidade da tecnologia utilizada pela Corteva.
Ao final do encontro, Thereza Barros, fez uma avaliação bastante positiva. “Muito válida a iniciativa da Valexport e a participação de todos os atores envolvidos no problema da infestação das moscas-das-frutas com impedimento das exportações.Espero que todas as medidas aqui discutidas sejam implementadas brevemente”.
Para o diretor Institucional da Valexport, Caio Coelho, o workshop trouxe o intercâmbio de conhecimentos, novas tecnologias e o compromisso das instituições envolvidas em encontrar soluções para o problema. “Concluímos o evento conscientes do risco que corre a fruticultura do Vale do São Francisco. É preciso vencer o nosso maior inimigo hoje, a mosca-da-fruta, a Ceratitis Capitat. Ou somos capazes de controlar essa praga ou ela será capaz de destruir o nosso maior patrimônio que é a fruticultura irrigada. Enfrentamos um grande desafio e a união de esforços de todos é fundamental. Produtores, exportadores, Mapa, secretarias estaduais de agricultura de Pernambuco e Bahia, Valexport, Sebrae e demais entidades ligadas ao setor precisam trabalhar juntas para vencer o inimigo. Não vamos deixar a praga da mosca vencer nossas frutas. A luta é de todos”, concluiu Caio Coelho.
O prefeito de Lagoa Grande, esteve nesta quarta(22) cumprindo extensa agenda no Recife levando importantes demandas do município.
O prefeito estive reunido com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Cícero Moraes, e apresentou demandas que visam fortalecer ainda mais a agricultura familiar do município.
Vilmar aproveitou a oportunidade e fez convite ao secretário para estar presente no evento em defesa do Rio São Francisco que acontecerá no próximo dia 03 de junho sediado na Capital da Uva e do Vinho.
“Um encontro agradável, no qual aproveitei para convidar o secretário para participar do maior evento em defesa do Rio São Francisco, o “Eu Viro Carranca”,disse o prefeito Vilmar Cappellaro.
O governo federal anunciou algumas medidas em respostas às demandas apresentadas por agricultores familiares em abril, reiteradas durante o 24º Grito da Terra Brasil – ato que reuniu cerca de dez mil pequenos e médios produtores esta semana em Brasília.
Durante a manifestação na Esplanada dos Ministérios, os organizadores do Grito estavam na expectativa de obter, do governo, retorno de, pelo menos, algumas das propostas apresentadas no mês passado em cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo a secretária de Política Agrícola da Contag, Vânia Marques Pinto, algumas demandas deverão ser atendidas posteriormente, por meio do Plano Safra.
A secretária de Políticas Agrícolas e coordenadora do Grito da Terra, Vânia Marques Pinto, Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Entre as propostas destacadas durante o ato estavam algumas relativas aos recursos voltados às compras governamentais para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa do governo federal que busca estimular a agricultura familiar e o acesso a uma alimentação saudável, por meio da compra direta da produção de agricultores familiares, sem a necessidade de se fazer licitação.
A pauta inclui medidas de valorização da agroecologia, políticas de mitigação e adaptação climática, regulamentação da lei de pagamento por serviços ambientais, inclusão produtiva e fomento, orçamento, combate ao uso dos agrotóxicos, e políticas diferenciadas para agricultura familiar, Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e Cadastro Nacional de Informações Sociais (VNIS).
Foram apresentadas, ainda, demandas sobre políticas sociais e alimentares, tendo sempre como referência a sustentabilidade e uma produção alimentar saudável para a população; bem como relativas a assistência técnica e extensão rural – processo de estender, ao povo rural, conhecimentos e habilidades, sobre práticas agropecuárias, florestais e domésticas, reconhecidas como importantes e necessárias à melhoria de sua qualidade de vida.
Respostas do governo
Em resposta às demandas apresentadas, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, fez alguns anúncios. Ele garantiu que a pasta vai beneficiar dez mil famílias por meio do Programa Fomento Rural: Bem Viver Semiárido e Centro-Sul; e que 30 mil famílias aterão assistência técnica e extensão rural no âmbito da 3ª etapa do Projeto Dom Helder Câmara.
No âmbito das Farmácias Vivas, Teixeira disse que ampliará, por meio de acordos com diferentes pastas e a Fundação Oswaldo Cruz, o uso de plantas medicinais produzidas pela agricultura familiar; e que incluirá a agricultura familiar no Plano de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.
Teixeira anunciou R$ 197 milhões em créditos fundiários para garantir acesso à terra para as 595 famílias agricultoras da Fazenda Uruanan, no Ceará; e que publicará editais que resultarão no assentamento de 6.279 famílias agricultoras pelo país.
Anunciou também medidas direcionadas a agricultores familiares do Rio Grande do Sul, estado que vive um quadro de calamidade pública, em consequências das enchentes. Entre elas, um acordo de cooperação técnica envolvendo Incra e Federação dos Trabalhadores na Agricultura para emissão de documentos; a suspensão de dívidas por 105 dias; e R$ 600 milhões em crédito especial do Pronaf.
Contag
Diante da resposta apresentada pelo governo, a secretária da Contag informou que a mobilização dos agricultores familiares continuará, e que tem a expectativa de que outras demandas venham a ser atendidas por meio do Plano Safra e de negociações com os ministérios.
“Saímos daqui alegres, com sentimentos de gratidão, mas também seguimos lutando pela estruturação da agricultura familiar, políticas públicas e fortalecimento da classe trabalhadora no campo”, disse Vânia Marques Pinto.
O presidente da Contag, Aristides Santos, avalia que o 24º Grito da Terra Brasil foi “muito importante porque nós retomamos as nossas ações de massa aqui em Brasília. Apresentamos uma pauta consistente que foi feita a várias mãos, que foi elogiada por todos os ministérios onde passamos”.
“Os anúncios foram importantes na área da reforma agrária, na área do crédito fundiário, da política agrícola, naquilo que pode ser antecipado ao Plano Safra, nas plantas medicinais que é uma pauta muito rica para nós. Mas tem propostas que ainda carecem de muita reflexão, muito debate no eixo central do governo federal, que são as políticas relacionadas ainda ao crédito rural, orçamento, política de juros e Proagro”, disse Santos.
Em reunião extraordinária, realizada nesta segunda-feira (20/5), o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a proposta para zerar o imposto de importação de três tipos de arroz para evitar que a oferta nacional do produto seja comprometida pelas enchentes no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional.
Dois tipos de arroz não parboilizados e um tipo polido foram incluídos na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). A isenção, que tem prazo de validade até 31 de dezembro, atende um pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a ação do governo visa garantir a segurança alimentar. “Ao zerar as tarifas, buscamos evitar problemas de desabastecimento ou de aumento do preço do produto no Brasil, por causa da redução de oferta”, disse.
Em nota, a pasta informou que vai monitorar a situação para reavaliação do período de vigência, caso necessário. Atualmente, a maior parte das importações de arroz no Brasil são do Mercosul, nas quais a alíquota já é de 0%.
“Mas há potencial para importação de outras origens, como da Tailândia. Em 2024, até abril, as compras de arroz da Tailândia já representam 18,2% do total importado”, apontou.