Cooperação técnica entre Incra e prefeitura permitirá ações para mais de 1.200 famílias assentadas

Na manhã desta quinta-feira (27), a prefeitura de Lagoa Grande firmou um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Com a presença dos presidentes e representantes das associações, o encontro aconteceu na sede do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável.

O Termo de Cooperação Técnica assinado, formaliza o acordo entre o município e o Incra, com o objetivo de realizar ações conjuntas para dar celeridade à execução e implementação de projetos e potencializar as políticas públicas para mais de 1.200 famílias assentadas.

Se fez presente na ocasião, o prefeito Vilmar Cappellaro, o superintendente do INCRA, Givaldo Cavalcante, o chefe do escritório avançado do INCRA, em Petrolina, Edilson Barbosa, os vereadores Josafá Pereira, Mantena, Fernando Angelim e Inaldo Torres, as vereadoras Rosa Farias e Lindaci Amorim, além de secretários e outros colaboradores.

Projeto capacita centenas de agricultores e extensionistas em tecnologias para produção familiar no Semiárido

Um projeto de transferência de tecnologia liderado pela Embrapa Semiárido (Petrolina-PE) promoveu ações de capacitação para mais de 450 agricultores e extensionistas nos estados de Pernambuco, Bahia e Ceará. Os treinamentos envolveram cinco temáticas ligadas à produção familiar: aproveitamento agroindustrial de frutas, criação de abelhas-sem-ferrão, reuso de águas cinza, produção de sementes e mudas da Caatinga e compostagem e aproveitamento de resíduos.

Denominado “Capacitação de Extensionistas e Famílias Agricultoras em Tecnologias de Convivência com o Semiárido”, o projeto foi uma parceria entre a Embrapa e o Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), executado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A coordenadora das atividades e pesquisadora da Embrapa Semiárido, Clívia Castro, explica que a iniciativa buscou o fortalecimento da produção familiar na região. “O projeto foi uma importante ponte entre a pesquisa e a prática, no intuito de melhorar a atividade produtiva das famílias agrícolas e fortalecer o processo de adoção das tecnologias que já vêm sendo trabalhadas pela Embrapa em um contexto bem atual, que é o de bioeconomia”.

Castro lembra que as ações tiveram início em novembro de 2021, ainda no período da pandemia, com a realização de alguns encontros virtuais. “No começo foi um desafio, mas, ao mesmo tempo, a facilidade da participação remota contribuiu para conhecer melhor as famílias antes das visitas presenciais. Assim, foi possível entender as atividades econômicas já realizadas e selecionar os temas de interesse dos grupos”.

Dos diferentes perfis que integraram o projeto, as mulheres rurais tiveram participação destacada, representando 68% do público alcançado. “Elas desempenham funções importantes dentro das lideranças e na rotina das comunidades rurais. Assim, o projeto buscou justamente oferecer oportunidades de incremento de renda e de inserção de novas atividades agrícolas e promover para essas famílias, com um papel feminino mais atuante, ações para melhorar a qualidade de vida nas comunidades”, destaca a Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora Coêlho de Lima.

Uma dessas participantes foi a agricultora Maria de Lourdes Ferreira, da Comunidade de Ouricuri, em Uauá-BA. Ela integrou as capacitações sobre reuso de águas cinza, recebendo instruções para implementação do sistema bioágua familiar em sua propriedade, com a integração do sistema à produção de frutas.

Dona Maria conta que antes a água das pias e chuveiro era jogada nos terreiros, sem nenhum tratamento, e isso muitas vezes trazia problemas com insetos e mau odor. “Agora essa água volta tratada para a gente irrigar as plantas. Pra mim, foi uma maravilha que não tenho nem palavras pra agradecer. A gente não conhecia essa tecnologia e hoje temos um quintal produtivo, mesmo fora da época de chuva”.

Para a agricultora guardiã de sementes Elisângela Alves de Remanso-BA, os conhecimentos repassados sobre a manutenção da qualidade de sementes crioulas e nativas, e as oficinas de inovação e empreendedorismo foram importantes para o desenvolvimento das atividades e manutenção do banco de sementes da comunidade.

“O Banco de Sementes serve para a gente guardar, serve para a gente se alimentar, vender e comprar outras coisas que a gente precisa. Então, o projeto trouxe muitos ensinamentos para darmos continuidade a essas atividades de coleta e conservação de sementes, sempre buscando a diversificação e preservação”.

Metas dos Projeto

As capacitações foram guiadas por cinco metas, todas englobando temas da produção familiar no Semiárido. A primeira delas envolveu o aproveitamento agroindustrial de frutas nativas como o umbu, o maracujá-da-caatinga e o licuri, e também aquelas cultivadas com irrigação no Semiárido, caso da banana e da manga. Foram apresentadas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para o processamento de frutas e aumento de qualidade e vida útil na elaboração de doces e geleias.

A segunda meta tratou da criação de abelhas-sem-ferrão, com capacitações realizadas junto a grupos que já trabalhavam com a atividade, a maioria também de mulheres. Os tópicos abordaram as ferramentas utilizadas para a atividade, bem como as orientações para alimentação das abelhas e coleta do mel.

Na meta três, o foco foi incentivar o empreendedorismo feminino a partir da coleta, conservação e produção de sementes e mudas da Caatinga. Além das informações técnicas, os treinamentos promoveram ampla discussão sobre a importância da atividade e da manutenção da qualidade de sementes crioulas e nativas, fomentando a conservação das espécies da Caatinga e do patrimônio genético por meio dos bancos de sementes.

A quarta temática envolveu o reaproveitamento de águas cinza para a produção de alimentos através do sistema Bioágua Familiar. A meta viabilizou a instalação de nove Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em área de produtor, favorecendo diversas atividades práticas. Os treinamentos abordaram a instalação e manejo do sistema, o monitoramento da qualidade da água e do solo, e a produção de diferentes alimentos, viabilizando a disponibilidade hídrica, a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar do produtor rural.

A última temática tratou da compostagem e aproveitamento de resíduos no campo, também implantando URTs para as capacitações práticas. Durante os treinamentos, que contaram com grande participação feminina, os participantes receberam instruções técnicas para identificação de resíduos, preparo e utilização do composto.

“Todo esse trabalho veio fortalecer a produção familiar no Semiárido e ele não acaba com o encerramento do projeto”, destaca a coordenadora das ações. Castro ressalta que a transferência de tecnologia continuará, principalmente em razão das URTs que foram implantadas e também por meio de outros projetos que estão em construção.

“Com o sucesso das capacitações, esperamos que as famílias possam utilizar o conhecimento adquirido e as tecnologias da Embrapa para melhorar a sua atividade produtiva e também que elas possam atuar como agentes multiplicadores, levando esse conhecimento a outras famílias do entorno”, finaliza a pesquisadora.

Publicações e produção audiovisual

Além das capacitações, também foram produzidos materiais audiovisuais e publicações para ampliar o alcance das informações técnicas compartilhadas no projeto, que se encerrou em junho de 2023.

Foram elaborados dez folders e doze vídeos sobre as cinco metas, todos disponibilizados em plataformas digitais da Embrapa e também distribuídos nas comunidades beneficiadas e em eventos voltados para a agricultura familiar.

Os folders e os vídeos podem ser acessados no site da Embrapa Semiárido, nas seções de publicações e multimídia. Também estão disponíveis na Base de Dados da Pesquisa Agropecuária (BDPA) e no canal YouTube da Embrapa.

 

Lagoa Grande é a 2ª potência de produção agrícola de Pernambuco

Com pouco mais de 24 mil habitantes (censo 2022), a cidade de Lagoa Grande ganhou destaque mais vez no cenário nacional. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor da Produção Agrícola Municipal (PAM) na Capital da Uva e do Vinho foi de R$ 471 milhões.

O número expressivo, que corresponde a uma parte do valor de produção arrecadado pela agricultura do estado, crava Lagoa Grande, cidade do Sertão do São Francisco, na segunda posição entre as cidades pernambucanas que mais produziram riqueza com a agricultura em 2022.

Para se ter uma ideia do resultado positivo, Lagoa Grande supera a cidade de Ipojuca, no litoral sul do estado, que possui quase 100 mil habitantes, e ocupa a quinta colocação com um valor de R$ 285 milhões.

Ainda segundo o estudo, a produção de uva e manga estão na lista dos produtos responsáveis que ajudaram Lagoa Grande e o Estado de Pernambuco a bater recorde no valor da produção agrícola.

Prefeito Vilmar Cappellaro participa de encontro da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco com presença do Ministro da Agricultura

Nesta sexta(15), o prefeito de Lagoa Grande(PE) Vilmar Cappellaro(MDB), esteve participando de encontro da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco com e apresentou importantes demandas.

Com a participação do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri/BA), Wallison Tum e da Secretária de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (DAS/PE), Ellen Viégas, o prefeito entregou demandas da agricultura de Lagoa Grande e do Vale do São Francisco.

“Dialogamos sobre nossos desafios e apresentamos nossas potencialidades”, disse Vilmar Cappellaro.

O prefeito Vilmar Cappellaro adiantou que nos próximos dias estará em Brasília onde será recebido em uma audiência com o ministro Carlos Fávaro.

Santa Maria da Boa Vista sedia primeira ExpoBoa a partir desta quarta (30); confira a programação

Santa Maria da Boa Vista sedia primeira ExpoBoa a partir desta quarta (30) — Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (30) começa a 1ª ExpoBoa, feira de caprinos, ovinos e agricultura familiar de Santa Maria da Boa vista, Sertão de Pernambuco. O evento será realizado até o próximo domingo, 3 de setembro, na Orla da Mansanzeira.

A feira vai distribuir R$ 25 mil em premiação para os melhores animais de cada raça. Além do torneio de exibição, também serão realizadas palestras, apresentações culturais e musicais.

Confira a programação completa:

 

Quarta-feira – 30 de agosto

 

  • 07h – Início da recepção e inspeção dos animais;
  • 14h – Admissão e mensuração por ordem de chegada;
  • 22h – Encerramento da recepção e inspeção

 

Quinta-feira – 31 de agosto

 

  • 08h às 22h – Pesagem e admissão dos animais;
  • 08h às 22h – Realização do Exame de Diagnóstico de Gestação

 

Sexta-feira – 1º de setembro

 

  • 08h -Abertura Oficial da ExpoBoa 2023;
  • 08h às 12h – Julgamento e classificação dos animais (raças que possuem menos animais inscritos);
  • 08h30 – Abertura da Comercialização;
  • 09h – Palestra “Suporte Forrageiro”, com palestrante do IF Sertão de Santa Maria da Boa vista;
  • 10:30h – Palestra sobre comercialização com palestrante Cândido;
  • 10:40h – Palestra sobre Crédito – Banco do Brasil
  • 14h às 20h – Julgamento e classificação dos animais (raças que possuem mais animais inscritos)
  • 15h – Palestra sobre “Sanidade” com palestrante do IF Sertão de Santa Maria da Boa vista e do IPA – José Américo Barros Leite;
  • 16h-Palestra sobre “Super berro, produtividade e genética”, com o palestrante Zé Lucas;
  • 18h – Secagem oficial das cabras leiteiras;
  • 21h – Apresentações Culturais;
  • 22h – Apresentações musicais com atrações locais

 

  • Sábado – 2 de setembro

     

    • 08h às 21h – Julgamento e classificação dos animais;
    • 08h às 21h – Comercialização de animais;
    • 10h – Palestra sobre apicultura, sua produção e comercialização;
    • 10h – Palestra sobre Agroecologia com palestrante do IF Sertão de Santa Maria da Boa vista;
    • 15h – Palestra sobre Fruticultura e Irrigação;
    • 16h-Palestra sobre Crédito – Banco do Nordeste;
    • 16:30 – Palestra sobre Crédito – Caixa Econômica;
    • 19h – Apresentações Culturais;
    • 22h – Apresentações musicais com atrações locais;

     

    Domingo – 3 de setembro

     

    • 08h às 14h – Julgamento dos Grandes Campeões;
    • 08h às 14h – Comercialização de animais;
    • 14:30 – Encerramento da ExpoBoa 2023