PMDB anuncia fechamento de questão na reforma da Previdência

O presidente da República em exercício, Michel Temer, e o Ministro do Planejamento, Romero Jucá, no gabinete da presidência do Senado Federal, em Brasília (DF) - 23/05/2016

Depois do PTB, o PMDB anunciou oficialmente nesta quarta-feira o fechamento de questão na votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A decisão da Executiva Nacional do partido, que havia sido acertada em uma reunião da bancada ontem, pretende obrigar os 60 deputados da legenda a votarem favoravelmente às mudanças nas aposentadorias propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Com a posição, o governo espera que outros partidos possam acelerar declarações de apoio à reforma.

A medida do PMDB, aprovada por 15 votos a 3 em reunião em Brasília, foi proposta ao comando peemedebista pelo deputado Baleia Rossi (SP), líder da sigla na Câmara. O fechamento de questão significa que os deputados que desrespeitarem a orientação partidária podem ser punidos e até mesmo expulsos da legenda. Com os 16 deputados petebistas, seriam agora 76 parlamentares obrigados, ao menos em tese, a apoiar a aprovação da medida.

O presidente do PMDB, Romero Jucá, declarou depois do anúncio oficial que a decisão vale apenas para a votação na Câmara e que, quando a reforma chegar ao Senado, poderá haver nova deliberação sobre o fechamento de questão. O líder peemedebista na Casa, Raimundo Lira (PB), adiantou que seria favorável à posição.

Ainda não há previsão de data para que a reforma da Previdência seja votada no plenário da Câmara. A proposta precisa de 308 votos para que seja aprovada e siga ao Senado. As mudanças nas aposentadorias só serão pautadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Temer, quando o governo estiver certo de que tem o apoio necessário.

Nesta terça-feira, Michel Temer repetiu que a reforma só será votada se houver segurança de aprovação. “Havendo voto, vai a voto”, disse, após almoço com o presidente da Bolívia, Evo Morales. “Vamos fazer conta primeiro para ver se a gente tem número. A gente não vai a voto sem número.”, completou Maia.

Veja.

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