População cobra ação imediata da Prefeitura de Lagoa Grande diante de cães doentes soltos nas ruas

Moradores de Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco, fazem um apelo urgente ao poder público municipal diante da presença constante de cães doentes circulando livremente pelas ruas, situação que, segundo a população, já ultrapassou o limite do aceitável e se tornou um grave problema de saúde pública.

A situação não somente acontece na sede, no Distrito de Vermelhos, moradores denunciam que um cachorro com sintomas evidentes de calazar e sarna vaga pelas ruas há quase um ano, sem qualquer providência, da Secretaria Municipal de Saúde através dos agentes de endemias.

“Qual vai ser a providência que estão tomando? Vão deixar infectar os humanos com calazar e sarna? Já faz quase um ano que esse cachorro anda solto até hoje. Cadê os agentes de endemias? Será que só eu vejo esse cachorro aí na rua?”, questiona uma moradora.

A população alerta que o problema vai muito além do abandono animal e representa um risco real e iminente à saúde coletiva, especialmente para crianças, que brincam diariamente nas calçadas onde os animais circulam.

“Isso é uma questão de saúde. Tem que tomar providências urgentes. A infecção acontece rápido”, reforça a moradora.

O medo, segundo ela, não é teórico. É baseado em dor e perda.

“Já tive vítima na família. Uma prima minha morreu de calazar. Não é brincadeira. Você perde um ente querido”, desabafa.

A denúncia da moradora do distrito de Vermelhos, foram feitos através de um grupo de WhatsApp.

As denúncias se estendem para a sede do município, onde moradores afirmam que cães soltos estão presentes em praticamente todas as ruas de Lagoa Grande, inclusive em agências bancárias, aproveitando o ar-condicionado, e em quiosques da praça de alimentação e outros estabelecimentos onde há consumo de alimentos.

Apesar das inúmeras reclamações, moradores afirmam que nenhuma medida concreta foi implantada até o momento. A ausência de ações da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde e dos agentes de endemias tem gerado revolta e sensação de abandono por parte da população em relação a esse problem de saúde dos cães, apesar de recentemente ter ocorrido a campanha de vacinação anti rábica. Esses animais diagnosticados com doenças devem serem retirados das ruas.

Diante do cenário, a comunidade cobra ações imediatas e efetivas, como retirada e acompanhamento veterinário dos animais doentes, controle do vetor transmissor do calazar, campanhas educativas, fiscalização sanitária e políticas públicas permanentes para o controle populacional de cães.

 

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