Humberto Costa diz que PT não aceitará três candidaturas ao Senado na Frente Popular em Pernambuco

Em entrevista concedida neste domingo (8) ao Blog Ponto de Vista, no município de Buenos Aires, o senador Humberto Costa comentou os bastidores de uma reunião realizada na última semana entre lideranças políticas para discutir o cenário eleitoral em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, o encontro reuniu o prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos, além do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, e do presidente estadual da sigla, o deputado federal Carlos Veras.

De acordo com Humberto Costa, a reunião teve como objetivo avaliar o cenário político nacional e estadual, além de discutir a articulação política em torno da possível candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco.

“Conversamos sobre o cenário eleitoral, nacional e local. Falamos sobre a campanha do presidente Lula em Pernambuco, como tenho falado com vários outros atores políticos, e também sobre o cenário estadual. Foi uma troca de impressões e avaliações sobre o momento político que estamos vivendo”, afirmou o senador.

Disputa pelo Senado preocupa PT

Durante a entrevista, Humberto Costa também comentou as discussões internas sobre as candidaturas ao Senado dentro da Frente Popular de Pernambuco. Segundo ele, o partido não admite a possibilidade de a aliança lançar três nomes para disputar as duas vagas que estarão em jogo na eleição.

“Independentemente de onde nós estejamos, não temos condição de participar de um processo que tenha três candidaturas ao Senado”, declarou.
O senador destacou ainda que a disputa por uma vaga na Câmara Alta é considerada prioridade estratégica do PT em Pernambuco. Para ele, a fragmentação de candidaturas dentro do mesmo campo político pode comprometer o desempenho eleitoral da aliança.

“A disputa do Senado é a maior prioridade do PT aqui em Pernambuco. Queremos garantir a eleição de um senador do partido. Se houver três candidaturas, isso divide os votos do campo progressista e da sociedade. Portanto, não há hipótese de o PT participar de um processo dessa forma”, concluiu.

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