
Depois de uma passagem meteórica pelo Ministério do Empreendedorismo – 18 dias -, Tadeu Alencar deixa a pasta. Sai maior que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda à qual é filiado há mais de dez anos e pela qual se elegeu deputado federal em 2014 e 2018. Ficou como segundo suplente em 2022.
Sem reivindicar, o então secretário-executivo do ministério era substituto natural de Márcio França que deve disputar o Senado. Tadeu Alencar foi nomeado pelo presidente Lula (PT) no dia 3 de abril. Mas o PSB tinha outros planos. Indicou o ex-secretário nacional de Justiça Paulo Henrique Rodrigues Pereira, nome ligado a França, e à deputada Tabata Amaral, esposa do presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, que até ontem não havia se posicionado sobre o assunto.
Antes de disputar eleição, criou laços com o ex-governador Eduardo Campos. E empenhou-se no Governo Lula quando ainda era secretário nacional de Segurança Pública. Colheu frutos por onde passou.
Alencar não nega que gostaria de seguir na Pasta, e preferiu não detalhar as tensões no partido. Deu como superadas. Alega ser mais importante os rumos da legenda. Diz que o embaraço é circunstancial e a crise, transitória. A exoneração, assinada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), será publicada hoje no Diário Oficial. Segue empenhado em fortalecer a democracia e reeleger o presidente Lula. Tem convites para assessorar Alckmin, mas pode reforçar a campanha em Pernambuco ou voltar à Câmara. Não faltam opções. Nem disposição. (Fonte: Folha Política/FolhaPE)
