Huck se lança e tenta ser o candidato dos analfabetos políticos

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Implosão do sistema político brasileiro abre espaço para novas aventuras e, nesta quinta-feira, quem se lançou ao Palácio do Planalto foi o apresentador Luciano Huck, com o discurso ‘bicho, vamos usar nosso poder para o bem’; em longa entrevista à Folha, sua frase mais idiota foi: “Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa”; como apresentador “do bem”, Huck tenta se erguer como o Berlusconi das ruínas democráticas do Brasil

247 – Em uma longa entrevista à Folha de S.Paulo, o apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, praticamente já se lançou candidato ao Palácio do Planalto e defendeu que é a hora da sua geração “ocupar os espaços de poder”.

Com um discurso permeado de clichês “do bem” e defendendo um “apartidarismo”, Huck mostrou que seu projeto político é basicamente se aproveitar dos analfabetos políticos: “o único jeito de arrumar esse país é se a gente conseguir fazer um pacto apartidário. Sem revanchismo, sem revolta. Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa.”

Há dez anos, Huck declarou que gostaria de se candidatar à Presidência. Questionado se este momento havia chegado, ele não negou.

“Esta é sempre a pergunta pegadinha. Não dá para responder na atual conjuntura. Falando seriamente, nossa geração chegou a um momento em que tem capacidade, saúde, força de trabalho, relevância, influência. Quem entrou na faculdade em 1990 está chegando agora aos espaços de poder. Faço parte desta geração. Estamos vivendo um trauma moral e ético que se soubermos capitalizar para o bem, tenho convicção de que daqui a 10, 20, 30 anos vamos ter um país de fato diferente e mais justo.

Já faço política, fazendo televisão aberta no Brasil, com o poder que a Globo tem, trazendo boas histórias, dando opinião. Agora, se me perguntarem se vou concorrer a algum cargo eletivo, eu não sei responder. E qualquer tipo de resposta é especulação, fofoca.”

Eunício recebe projeto com medidas de combate à corrupção

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O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou nesta quinta-feira (30) que está analisando a forma de tramitação do projeto de lei que trata das medidas de combate à corrupção (PLC 80/2016). Ele disse que vai consultar a Secretaria-Geral da Mesa sobre o procedimento regimental a ser adotado. A proposição chegou na noite de quarta-feira (29) ao Senado.

— Naturalmente, como tenho evitado a comissão especial, ou ele vai direto para o Plenário em regime de urgência com a assinatura dos líderes, ou vou despachá-lo para a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. Uma das duas coisas. Tomarei as providências no dia de hoje — explicou.

Perguntado sobre alterações feitas ao texto pelos deputados, Eunício disse tratar-se de algo natural do Parlamento. Ele afirmou que em quase 20 anos no Congresso ainda não viu qualquer projeto sair da mesma forma que entrou.

— A sociedade civil pode encaminhar matérias e fazer proposituras ao Congresso desde que tenha as assinaturas suficientes, mas cabe  ao Congresso debater, definir, aprovar ou rejeitar — afirmou.

Tramitação

O PLC 80/2016 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2016 e chegou a ser recebido pelo Senado no fim do ano passado, mas foi alvo de um mandado de segurança que alegou irregularidades na sua tramitação e retornou para a casa de origem. Agora ele poderá ser analisado pelos senadores.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, responsável pelo mandado de segurança, haviam acordado que o projeto poderia prosseguir após uma conferência das assinaturas de cidadãos que o apoiaram.

A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara fez o procedimento, que foi atestado nesta quarta-feira pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

Como essa condição foi cumprida, não há necessidade de haver outra votação do texto pelo Plenário da Câmara.

Durante sua primeira passagem no Senado, antes da decisão do ministro Fux, a proposta chegou a ser objeto de um requerimento de urgência para que fosse apreciada diretamente pelo Plenário, sem passar por qualquer comissão. A ideia, porém, foi rejeitada.

Campanha

O PLC 80/2016 é fruto de uma campanha do Ministério Público e foi apresentado como projeto de lei de iniciativa popular, após recolhimento de assinaturas entre a população.

O texto estabelece, entre outros dispositivos: a tipificação do crime eleitoral de caixa dois; a criminalização do eleitor pela venda do voto; a implantação obrigatória de mecanismos de auditoria nos partidos políticos; o aumento das penas para crimes como estelionato, peculato, corrupção passiva e corrupção ativa; e a transparência dos processos.

O conteúdo original foi bastante modificado na Câmara, o que gerou críticas de integrantes do Judiciário e do Ministério Público. Os deputados ainda acrescentaram um capítulo inteiro dedicado à responsabilização de juízes e promotores do Ministério Público pelo crime de abuso de autoridade. Pelo texto, cometerá crime de abuso o juiz ou promotor que incorrer em práticas como atuar com “motivação político-partidária” ou instaurar processos “sem indícios mínimos de delito” ou “de maneira temerária”.

Agência Senado 

Dono da Riachuelo vai ser candidato em 2018 para “renovar a política”

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O partido Novo – que muitos chamam de “partido dos banqueiros” –, teve seu registro de fundação aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015 e surgiu na cena política com o oportunista, além de velho e surrado, discurso de ser um “partido político sem políticos”, composto por pessoas “sem experiência na política”, que entre si compartilham o “descontentamento generalizado com a política partidária nacional”. Conversa para atrair apoiadores. O “dono” do partido é o banqueiro João Dionísio Amoêdo, que além de presidente da legenda é também presidente do Citibank, tendo ocupado a presidência do Itaú BBA e do Unibanco.

Ao lado do banqueiro, assinam a fundação do Partido Novo Marcelo Lessa Brandão, executivo do grupo que controla as redes de fast food Bob’s, Pizza Hut, McDonald’s e KFC ; João Antonio Lian, presidente do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) – e Fábio Luis Ribeiro, figura de destaque do setor financeiro, onde atua como gestor de fundo de investimentos.

Entre os amigos idealizadores do partido estão o ex-ministro da Fazenda Edmar Bacha e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, ambos homens fortes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

SAIBA MAIS: Grupo Riachuelo é condenado por Trabalho Escravo

Com nomes como esses em sua cúpula, o partido Novo promete “renovar a política”, e já anunciou que vai lançar em breve, como pré-candidato à Presidência da República em 2018, o dono da rede de lojas Riachuelo, Flávio Rocha. Em entrevista, João Amoêdo deu o tom das qualificações que o partido vê em seu candidato para lança-lo na corrida presidencial: “Flávio Rocha é uma pessoa alinhada com os princípios do Novo e um bom gestor”.

Logo de cara, já “deu ruim”. Renovar a política com Flavio Rocha como candidato é uma contradição para o discurso de “sem experiência na política”, já que o partido afirma oferecer ao eleitorado brasileiro a novidade, e o nome escolhido traz o legado da, como eles mesmo dizem, velha política.

O empresário Flávio Rocha, foi deputado federal em 1986 pelo PFL (atual DEM). Tão logo foi eleito, transferiu-se para o PL. Foi reeleito em 1990, mas então já estava no PRN, para onde foi após ser convidado por Fernando Collor.

De volta ao PL, foi candidato à Presidência da República em 1994 – quando sua principal bandeira foi a criação do chamado Imposto Único, que substituiria todos os demais. Mas deixou a competição antes das eleições, por força das denúncias de envolvimento no “escândalo dos bônus eleitorais” – um mercado paralelo e ilegal de venda destes papeis, lançados à época como forma de financiamento de campanhas. Candidatos conseguiam compradores por um certo valor, mas os vendiam com deságio, pela metade do que valeria, a fim de legalizar recursos recebidos por empresas e não contabilizados oficialmente.

Largou a política e foi cuidar da empresa da família.

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Recentemente, Flávio Rocha apareceu em uma reportagem da revista Carta Capital, desta vez como empresário, queixoso da política econômica e “um dos porta-vozes do empresariado nacional a defender o impeachment” de Dilma Rousseff.

Pela crítica feroz que fez da “política dos campeões nacionais do BNDES”, o banco estatal de fomento da economia brasileira, chama a atenção que, entre 2006 e 2009, o empresário tenha recebido financiamentos da ordem de R$ 1,44 bilhão, além de ter se beneficiado de isenção de 75% do Imposto de Renda na construção de fábricas no Ceará e no Rio Grande do Norte.

O partido Novo poderia explicar que novidade há no perfil político e empresarial de seu pré-candidato a presidente. Afinal de novo mesmo, não existe nada, é a velha repetição de vícios e desvios do país, que apenas se repetem com cara de renovação.

Deputada Roberta Arraes solicita ações para a Associação dos Caprinovinocultores e Associação dos pequenos Produtores da Barra Bonita, interior de Lagoa Grande

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A Deputada Estadual Roberta Arraes(PSB) através da indicação de nº 6475/2017 entrou com a solicitação ao governador Paulo Câmara(PSB) de várias e importantes ações  para atender demandas das Associações de Caprinovinocultores de Lagoa Grande(ASCOLAG) e da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Barra Bonita(APPRUBB), no interior de Lagoa Grande.

Confira:

Indicação No 6475/2017

Indicamos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja encaminhado apelo ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Henrique Saraiva Câmara; ao Excelentíssimo Senhor Secretário Estadual de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton da Mota Silveira Filho; e ao Ilustríssimo Senhor Presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, Gabriel Alves Maciel, no sentido de incluir no PROGRAMA DE INFRAESTRUTURA HÍDRICA – IEH – Perfuração e instalação de poços artesianos, a comunidade da  Barra Bonita, na Zona Rural do município de Lagoa Grande/PE.

Justificativa

Este pleito é para atender solicitação da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Barra Bonita e Lagoa Grande – APPRUBB e Associação dos Caprinovinocultores de Lagoa Grande – ASCOLAG, no sentido do Governo do Estado, através do IPA, incluir no PROGRAMA DE INFRAESTRUTURA HÍDRICA – IEH – Perfuração e instalação de poços artesianos, a comunidade da Barra Bonita, na Zona rural do município de Lagoa Grande/PE, para minimizar as mais diversas
dificuldades que enfrenta o homem do campo, principalmente por conta do longo período de estiagem que o estado vivencia.Como os produtores se queixam da insuficiência de poços artesianos no município, atendendo a essa reivindicação, vamos proporcionar melhores condições para os setores da caprinovinocultura e agricultura familiar de um modo geral.

Por isso, peço aos ilustres Pares a aprovação desta Indicação.

Sala das Reuniões, em 20 de março de 2017.

Roberta Arraes
Deputada

 

Armando marca para dia 19 votação da MP de proteção ao emprego

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O senador Armando Monteiro (PTB), relator da Medida Provisória que altera e prorroga até 31 de dezembro de 2018 o Programa de Proteção ao Emprego, agora chamado de Programa Seguro-Emprego (PSE), marcou para o próximo dia 19 de abril sua votação na Comissão Mista que examina a matéria, integrada por senadores e deputados. A MP, que permite a compensação de 50% da redução temporária dos salários, segue depois à votação, em separado, dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Somente após a audiência pública sobre a MP, prevista para o dia 12, quando deverão ser discutidas sugestões de mudanças ao PSE, conforme ficou decidido em reunião da Comissão Mista, é que Armando decidirá quais emendas irá acatar entre as 61 apresentadas por deputados e senadores à Medida Provisória.
Participarão da audiência pública representantes do Ministério do Trabalho, Sebrae, CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo), Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), CUT, Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas), UGT (União Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical.
A MP 761, editada em 22 de dezembro de 2016, estabelece que as empresas que aderirem ao PSE poderão adotar uma redução na jornada de trabalho e nos salários de até 30%, que será coberta pelo governo em até 50%, com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Se, por exemplo, um trabalhador que ganha R$ 1.000 mensais passar a receber R$ 700 por diminuição de jornada e de salário, terá do governo R$ 150 por mês, passando a perceber, portanto, R$ 850,00, com perda menor de renda. Pelas novas regras da MP 761, terão prioridade as micro e pequenas empresas. O Ministério do Trabalho só aceitará a adesão da empresa que celebrar um acordo coletivo de trabalho com este fim.
Podem aderir ao programa empresas em situação comprovadamente de dificuldade econômico-financeira. A adesão deve ser feita junto ao Ministério do Trabalho até 31 de dezembro de 2017, com prazo máximo de permanência de 24 meses, respeitada a data de extinção do programa, agora prevista para dezembro de 2018. O tempo de adesão mínima é de 6 meses, podendo vir a ser prorrogado.
O governo estima gastos totais com o PSE ao redor de R$ 670 milhões este ano e em 2018.