Seminário apresentará avanços e oportunidades da Bioeconomia na Caatinga

Nos dias 22 e 23 de maio, a Embrapa Semiárido promoverá o Seminário de Bioeconomia da Caatinga, um evento gratuito que destacará os avanços das pesquisas sobre a bioeconomia do bioma e estimulará discussões sobre o uso sustentável dos recursos genéticos da Caatinga.

O Seminário acontecerá no Auditório do Senac, em Petrolina-PE, com programação variada durante a manhã e à tarde. As atividades incluirão palestras sobre o fortalecimento da bioeconomia, o uso econômico do patrimônio genético, o desenvolvimento regional através da bioeconomia, além de apresentar experiências de sucesso da bioeconomia da Amazônia.

Os painéis temáticos abordarão assuntos como as frutíferas nativas da Caatinga, o potencial florestal e de bioinsumos do bioma, as flores e abelhas, o papel da bioeconomia na produção animal no Semiárido, além de programas e linhas de crédito voltados para a bioeconomia da Caatinga. A programação completa pode ser acessada em bit.ly/caatingabioeconomia.

Os interessados em participar do evento devem entrar em contato com a Embrapa Semiárido pelo e-mail: [email protected]. As vagas são limitadas.

A Bioeconomia envolve o uso sustentável de recursos biológicos para a produção de bens e serviços, integrando ciência e tecnologia. Esta abordagem tem o potencial de contribuir significativamente para transformar a economia e a sociedade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Diogo Denardi Porto, pesquisador da Embrapa Semiárido e coordenador do Seminário, espera que o evento contribua com as cadeias produtivas que utilizam a biodiversidade da Caatinga na região. “A bioeconomia preconiza que o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental podem andar juntos. A exploração sustentável da Caatinga vem ganhando atenção, mas ainda há um potencial inexplorado que pode gerar renda e riqueza local”, afirma.

A Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora Coêlho de Lima, destaca que a Embrapa, em parceria com diversas instituições, já tem um histórico de décadas de trabalhos focados na biodiversidade da Caatinga, enfatizando diferentes oportunidades e modelos de integração com repercussão econômica para as populações rurais.
“Todas essas pesquisas podem subsidiar o desenvolvimento socioeconômico regional e melhorar a qualidade de vida da população que convive com o Semiárido brasileiro”, completa a gestora.

Atuação no Bioma Caatinga

A Embrapa Semiárido desenvolve uma ampla gama de pesquisas no Bioma Caatinga, visando o aproveitamento sustentável de seus recursos e o desenvolvimento regional.

Alguns dos principais trabalhos incluem a identificação, conservação e uso racional das riquezas físicas (água e solo) e biológicas (plantas, insetos e microrganismos) da Caatinga, o uso alimentar, ornamental, forrageiro, madeireiro e biotecnológico da sua vegetação e microbiota, além da prospecção de genes que conferem às plantas resistência a estresses hídricos e temperaturas elevadas e compostos bioativos de inserção em usos diversos, desde alimentar ao farmacológico.

Realização e apoio

O Seminário de Bioeconomia da Caatinga é uma realização da Embrapa Semiárido, com apoio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do Senac e da Bio Assets.

Mais informações: [email protected]

Vire Carranca para defender o Velho Chico: Lagoa Grande organiza o maior evento de preservação do Rio São Francisco 

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) lançou a campanha “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico 2024”, com o tema: “Velho Chico. Revitalizar o Rio, preservar riquezas”. O lançamento da campanha aconteceu em Salvador e contou com a participação do prefeito Vilmar Cappellaro.

A campanha é realizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e conta com o apoio da prefeitura de Lagoa Grande. “A 11ª edição da campanha “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico” vai movimentar a população de Lagoa Grande para continuarmos preservando o Velho Chico”, disse o prefeito.

O objetivo da Campanha, que será realizada no dia 03 de junho em Lagoa Grande, data em que se comemora o Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco, é colocar em destaque a revitalização do Rio São Francisco, reconhecendo sua importância para a sustentabilidade ambiental, econômica e social de vastas regiões do Brasil.

Fotos: Boca dos Olhos

Lagoa Grande será sede da campanha ‘Eu Viro Carranca Para Defender o Velho Chico 2024’

Lagoa Grande foi a cidade escolhida para sediar a edição 2024, da campanha ‘Eu Viro Carranca Para Defender o Velho Chico’, iniciativa do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A Capital da Uva e Vinho do Nordeste fez a defesa para sediar o evento, juntamente com as cidades baianas Sobradinho e Abaré,  na última reunião ordinária, da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, na cidade de Afogados da Ingazeira, região do Pajeú Pernambucano.

Realizada pelo CBHSF, a campanha ‘Eu Viro Carranca Para Defender o Velho Chico’ acontece há 10 anos. O evento que acontece anualmente promove debates e chama toda sociedade à responsabilidade pela preservação do Rio São Francisco.

O secretário de governo, Olavo Marques, que estava acompanhado do diretor do Departamento de Cultura, Turismo, Esporte e Desenvolvimento Econômico, Edivaldo Barbosa, ressaltou que a população de Lagoa Grande será mobilizada para participar do evento.

“Representamos o prefeito na reunião e levamos a mensagem que Lagoa Grande possui todos os requisitos para sediar o evento. A campanha ‘Eu Viro Carranca Para Defender o Velho Chico’ conscientiza a população sobre a preservação do rio São Francisco, sendo algo de suma importância para o município”, disse o secretário.

ASCOM

Governo de Pernambuco lança Edital Caatinga para recuperar áreas degradadas no semiárido

Lançamento do Edital Caatingas – Clarice Melo/Folha de Pernambuco

O Governo de Pernambuco lançou, nesta segunda-feira (29), o Edital Caatinga, processo público direcionado a organizações da sociedade civil com experiência em preservação ambiental e reflorestamento.

A ação aconteceu em alusão ao Dia da Caatinga, celebrado no dia 28 de abril, e tem como objetivo recuperar áreas degradadas no semiárido do Estado.

O investimento total da ação é de R$ 16 milhões. Ao todo, devem ser plantadas 500 mil mudas do bioma caatinga em áreas de reflorestamento no Estado.

“A caatinga é um bioma com muita diversidade que, por muito tempo, foi sinônimo de desigualdade, solo rachado e pobreza. A ciência já indica que não é bem assim e que essa pobreza atrelada a ela seja muito mais por uma questão política do que geográfica”, começou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB).

“A gente quer Pernambuco como referência no Nordeste em recuperação ambiental. A gente vai servir como um bom exemplo como a primeira iniciativa de plantio de floresta na caatinga. A gente imaginava que, por aparentemente ser tão pobre, a caatinga não precisava ficar de pé. Tudo que a gente tem com pesquisas e estudos para poder mostrar os impactos econômicos, ambientais e sociais durante esse projeto, que não tem fim”, afirmou a governadora.

Ainda segundo o governo, a ação também tem o objetivo de impactar o setor de agricultura familiar.

“Para garantir que a produção seja mais eficiente e garantir mais emprego e renda para a nossa gente. Colocamos recursos para quem vive no Sertão e no Agreste pernambucano, para que eles possam recompor a nossa caatinga. É um trabalho em favor da luta contra o aquecimento global, mas também para que as pessoas possam viver no seu chão recebendo por isso”, destacou a governadora.

Ainda não há previsão oficial para início do plantio das mudas, já que a gestão passa agora para a etapa de contratação de empresas por meio de Termos de Fomento.

Essas organizações vão fazer propostas para mostrar como devem fazer esse trabalho mediante aprovação do Estado. Ainda assim, há a possibilidade do reflorestamento acontecer ainda neste ano, a partir de novembro, quando o bioma está receptível para receber novas árvores.

“A gente pode usar, se tudo correr bem, o período de novembro a março do próximo ano para começar esse plantio. A gente quer organizações que trabalhem em rede, levando em consideração os agricultores daquela área, que já trabalham e utilizam aquele solo. Mas, até lá, temos muito trabalho pela frente”, explicou a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Ana Luiza Ferreira.

Caatinga resiliente

Caatinga | Foto: Gabriel Carvalho/Setur-BA

A caatinga é o bioma de maior predominância em Pernambuco, com 80% de cobertura do território. Isso reflete diretamente na agricultura familiar no Estado, principalmente no Sertão.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área possui 316.862 habitantes, com uma população rural de 163.187 pessoas, pouco mais de 51%.

Acima de tudo, no entanto, o bioma é resiliente, e pode se transformar seguindo o ciclo anual das chuvas. Em períodos de estiagem, a vegetação perde as folhas como uma estratégia para reduzir a perda de água, que fica mais escassa. Ainda assim, na época das precipitações, as folhas verdes e árvores floridas voltam à tona.

A política de reflorestamento tenta combater a estiagem, que, ano após ano, afeta diversas cidades do Sertão pernambucano, para ampliar a capacidade de produção agrícola.

“É um bioma com muita resiliênicia e biodiversidade, capaz de se adaptar às necessidades durante o ano. É apenas o primeiro passo para promover o reflorestamento da nossa mata para que possamos, também, lutar contra o aquecimento global e nos adaptarmos à crise climática”, completou a secretária Ana Luiza Ferreira.

Folha de PE

Lagoa Grande conquista 1º e 2° lugar no 12º Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

O município de Lagoa Grande conquistou dois troféus no XXII Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora nas categorias Governança Territorial e  Sustentabilidade e Meio Ambiente.

Em Governança Territorial, o turismo puxando o desenvolvimento territorial da região do Sertão do São Francisco, do Conrio – Consórcio Intermunicipal do Vale do São Francisco, deu aos municípios de Lagoa Grande, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista e Orocó, o título de campeão.

Já na categoria Sustentabilidade e Meio Ambiente, o projeto Energia Solar para um Futuro Sustentável de Lagoa Grande foi premiado com o segundo lugar. A edição 2023/2024 do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora foi disputada por mais de 100 municípios.

Sustentabilidade e Meio Ambiente: O Prêmio do Sebrae reconheceu os avanços do governo municipal na instalação do projeto audacioso de usinas de energia solar, levando energia limpa e sustentável às escolas municipais.

Lagoa Grande foi o primeiro município da região que implementou energia solar nos prédios públicos. “A instalação do projeto de energia solar busca minimizar os impactos ambientais e proporcionar economia à gestão pública”, disse.

O anúncio dos projetos vencedores da etapa estadual da premiação aconteceu em uma cerimônia durante o 7º Congresso Pernambuco de Municípios, que aconteceu no Centro de Convenções, em Olinda. O tema da edição deste ano foi: Rumo à excelência na gestão pública.

Além do prefeito Vilmar Cappellaro, a cerimônia de premiação, que foi aberta ao público, contou com a presença de uma grande caravana de Lagoa Grande, composta por secretários, vereadores e outros colaboradores.