O hidrogênio verde é uma das fontes de energia de baixo carbono que, no mundo todo, vem ganhando protagonismo por ser um excelente substituto aos combustíveis fósseis. E como Pernambuco tem estado na vanguarda de projetos de transição energética para alcançar a neutralidade em carbono, a governadora Raquel Lyra lança, durante a COP 28, em Dubai, a Estratégia Estadual de Hidrogênio Verde. Nesse pacote de ações, ele anuncia um investimento de R$ 20 milhões do Estado na planta experimental de produção de H2V instalada no Porto de Suape.
Esse investimento integra o portfólio de ações da gestão estadual, que buscam maior fortalecimento ao meio ambiente, assim como o Projeto de Lei já em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que visa fundamentar as diretrizes da Política Estadual sobre o Hidrogênio Verde.
“As mudanças climáticas são visíveis em todo mundo, e nesse sentido, as políticas públicas são fundamentais para a diminuição dos seus efeitos. O Hidrogênio Verde, considerado o combustível do futuro, se tornou o foco dos debates. Pernambuco não pode ficar para trás, diante do potencial do nosso Estado, que conta com um importante ativo que é o Porto de Suape. Por isso, esse investimento é estruturador para a sustentabilidade. Além disso, a proposta de mudanças encaminhada para a Alepe também é para que Pernambuco siga olhando para o futuro através da produção de energia limpa”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.
De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Ana Luiza Ferreira, “Pernambuco será o centro de inovação, produção e aplicação do hidrogênio verde para promover a descarbonização, o fortalecimento da economia e a redução das desigualdades sociais”, explica a gestora, que esteve à frente na elaboração do documento da Estratégia Estadual, junto com Guilherme Cavalcanti, secretário de Desenvolvimento Econômico do estado.
O documento com a Estratégia lista os eixos e diretrizes de ação para implementação do H2V no estado, com base nos objetivos da Política Estadual de Hidrogênio Verde e nas potencialidades de Pernambuco.
Os valores que guiam a Estratégia de H2V do estado são o desenvolvimento sustentável e a justiça social, climática e econômica. Também traz, como eixos de ação, uma nova industrialização e competitividade; promoção de justiça social, ambiental e econômica; qualificação profissional e empreendedorismo; compromisso com a ciência, tecnologia e inovação, e planejamento; e expansão da infraestrutura.
Para isso, o documento apresenta um roadmap com ações de curto, médio e longo prazos, como fomento em Ciência e Tecnologia, consolidação da infraestrutura do hub de H2V de Suape e a diversificação do perfil da indústria do estado.
O Projeto de Lei proposto pela governadora altera a Lei nº 17.976, de 12 de dezembro de 2022, que criou a Política Estadual sobre o Hidrogênio Verde, mas demanda uma série de atualizações para se tornar mais efetiva. O projeto determina a criação de um Plano Estadual para a Economia do Hidrogênio Verde, que vai consolidar as ações e metas necessárias para a implementação da política estadual. Entre as iniciativas a serem promovidas pelo plano, estão a celebração de convênios com instituições públicas e privadas para financiar projetos de desenvolvimento tecnológico e a qualificação profissional e empreendedora na área.
PLANTA H2V
Os R$ 20 milhões anunciados por Raquel Lyra durante a COP 28 já têm destino certo para materializar a planta de H2V em Suape. Confira o detalhamento macro dos investimentos:
Eletrolisador 1 MW – R$ 15 milhões
Transporte até Suape – R$ 250 mil
Instalações e Infraestrutura – R$ 1 milhão
Conexões e Entregas ao Off Taker (estimado) – R$ 1,25 milhão
Estudos Técnicos, Projetos, instalações e O&M Eletrolisador – R$2,5 milhões
Neste domingo(05), foi divulgado um vídeo mostrando a mortandade de peixes no distrito de Itamotinga, zona rural de Juazeiro(BA).
Diante das acusações feitas de que a Agrovale seria responsável pelo fato, a empresa emitiu nota desmentindo-as.
Confira:
Tendo em vista a divulgação de alguns vídeos ocorrido no último domingo (05/11), inicialmente em grupos de WhatsApp e depois em alguns blogs da região, mostrando a morte de espécies de peixes em trechos diferentes do rio São Francisco, a Agrovale vem à público, esclarecer a população que:
1 – Diferentemente do alegado nas postagens de alguns grupos de WhatsApp e nos comentários perante os blogs, que atribuem a esta empresa a mortandade dos peixes, a Agrovale não tem qualquer responsabilidade sobre o fato:
2 – Que as últimas chuvas ocorridas na região, não trouxeram qualquer alteração ou anormalidade nas operações industriais ou agrícolas da Agrovale, assim como nos rotineiros procedimentos de manutenção e prevenção ao meio ambiente, razão que não temos qualquer
responsabilidade sobre o fato.
3 – A Agrovale reafirma o seu compromisso com as boas práticas e respeito ao meio ambiente e à toda a população, primando pela segurança em todos os seus procedimentos, com rigoroso controle e monitoramento em todos os setores de suas atividades, em especial ao meio ambiente, se colocando à disposição dos órgãos ambientais competentes para a devida apuração dos fatos.
Ribeirinhos da comunidade de Guanhães, na região de Itamotinga, na zona rural de Juazeiro, denunciaram a mortandade de peixes no trecho do Rio São Francisco que corta a localidade dividido os estados de Pernambuco e Bahia.
De acordo com publicação site RedeGN na manhã deste domingo (5), um morador enviou fotos e vídeos mostrando a situação. De acordo com o relato, foi notada mudança na coloração e no odor da água, que se encontra fétida no local.
Os moradores não tem ideia do que pode estar causando o problema ambiental. Eles pedem que as autoridade enviem equipes para investigar a situação.
De acordo com o referido site, a comunidade depende do rio para captar água de consumo e a situações está deixando todos inseguros.
Em um dos vídeos um homem se mostra preocupado com a qualidade da água e relata um caso de diarréia em um morador que pode estar relacionado ao consumo.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a piracema ocorre conforme as Instruções Normativas Ibama 195 e 196 de 2008.
“A piracema é o período em que ocorre a migração reprodutiva de diversas espécies e permite que essas completem seu ciclo de vida naturalmente. Dessa maneira, a proibição da pesca, definida a partir das características reprodutivas das espécies que compõem os rios das bacias hidrográficas, visa garantir a proteção das espécies de peixes nesse período tão relevante”, informou o Ibama.
Com isso, a pesca fica proibida em todos os rios, afluentes, lagos, lagoas marginais e reservatórios. “As espécies nativas estão abrangidas pela norma. Nesse período, a pesca de subsistência é garantida para aqueles que dependem dos peixes para se alimentarem. No entanto, está proibida a comercialização desses peixes e, nesses casos, os pescadores artesanais são contemplados com o seguro defeso, benefício pago a esses profissionais enquanto durar a proibição”, informou em nota a assessoria de comunicação do IBAMA em Brasília.
O período de defeso se estende para as lagoas marginais, onde a proibição vale até 30 de março de 2024. Durante toda a piracema é proibido o uso de redes de emalhar, conforme Portaria nº 50/2007.
A Agência de Municipal de Meio Ambiente (AMMA) autuou, na última sexta-feira (27), uma empresa por retirada ilegal de areia no bairro Parque Massangano, Zona Oeste de Petrolina. A ação contou com o apoio da Patrulha Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM). A retirada indevida de areia é considerada crime ambiental.
A prática ilegal foi descoberta após os GCMs, em patrulhamento de rotina, observarem que uma retroescavadeira e uma caçamba estariam retirando areia no local. De imediato os guardas solicitaram apoio da Patrulha Ambiental e dos agentes de fiscalização da AMMA, que verificaram que o local se tratava de uma jazida clandestina com extração irregular da areia, configurando a prática de crime ambiental. De acordo com os artigos 63 e 66, do Decreto Federal 6.514, de 22 de julho de 2008, a multa pode variar entre R$ 1.500,00 e R$ 10 mil.
Segundo o diretor-presidente da AMMA, Geraldo Miranda, o órgão tem intensificado as fiscalizações para coibir esse tipo de atividade. “É preciso que as pessoas entendam que, para a extração de qualquer bem mineral, é preciso que seja feita de forma legal, sem comprometer ou agredir o meio ambiente. Nosso papel é fiscalizar e coibir estas ações extrativistas ilegais“, enfatiza Geraldo Miranda.
A empresa autuada, que não teve o nome divulgado, terá um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.
Na última segunda(23), o presidente da Associação Comunitaria dos Pequenos Agricultores da Rocinha, Joaquim da Rocinha, também esteve integrando a caravana de agricultores que foram a Recife, participar da audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco(Alepe), sobre o Refúgio de Vida Silvestre(RVS) do Tatu Bola.
Os agricultores reivindicam a revogação do decreto estadual nº 41.546 de 16 de março de 2015 que cria a RVS nos municípios de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Petrolina.
Na audiência, o governo de Pernambuco se comprometeu em buscar solução para o impasse que envolve a Reserva do Tatu Bola nos três municípios e que tem causado problemas na vida dos agricultores atingidos.
“Foi uma audiência proveitosa e que foi discutida com os órgãos competentes e as autoridades presentes, a real situação dos agricultores e as irregularidade nos estudos realizados para se criar a reserva e, saimos todos bastante animados e confiantes na revogação desse decreto que tem tirado a paz e a tranquilidade de nós agricultores e proprietários de terras”, disse Joaquim da Rocinha.