Deputado Fabrizio Ferraz rompe com Raquel para se aliar a João Campos

Ruptura de Fabrizio Ferraz com Raquel Lira sacode Floresta, Jatobá, Tacaratu e todo o Sertão que segue o deputado.

O rompimento político do deputado estadual Fabrizio Ferraz com a governadora Raquel Lira e sua adesão ao projeto de João Campos acendeu uma guerra no Sertão.

A reação do Governo foi imediata: a exoneração da gestora da GRE de Floresta já é vista como retaliação política ao deputado.

Agora a tensão cresce entre prefeituras sertanejas que seguem Fabrizio, como Jatobá e Tacaratu, que temem perder cargos, verbas e apoio estadual após o alinhamento ao prefeito do Recife.

A grande dúvida é: prefeitos e lideranças vão seguir com Fabrizio e João Campos ou vão recuar por medo de novas retaliações do Palácio?

Pesquisa Real Big Data/CNN aponta empate técnico entre Humberto Costa, Miguel Coelho e Silvio Costa Filho na disputa pelo Senado em 2026

A disputa pela vaga ao Senado em Pernambuco nas eleições de 2026 segue aberta e marcada por forte competitividade. Levantamento divulgado pelo instituto Real Big Data/CNN mostra que Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil) e Silvio Costa Filho (Republicanos) aparecem tecnicamente empatados em diferentes cenários testados.

No primeiro cenário, sem a presença de Miguel Coelho, o empate técnico ocorre entre o ministro Silvio Costa Filho, que registra 19% das intenções de voto, e o senador Humberto Costa, que lidera com 24%.

Em um segundo cenário, desta vez sem Silvio Costa Filho, o quadro volta a mostrar equilíbrio: Humberto Costa aparece com 26%, enquanto Miguel Coelho marca 24%, ambos dentro da margem de erro.

Ao todo, o instituto avaliou cinco cenários para a disputa. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 9 e 10 de dezembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Glauber Braga ocupa cadeira do presidente da Câmara e é retirado à força por policiais

Momento em que policiais legislativos retiram Glauber Braga à força da Mesa Diretora da Câmara — Foto: Reprodução

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por policiais legislativos nesta terça-feira (9). Veja no vídeo acima.

Ele estava sentado na cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e se recusava a sair. A ocupação durou duas horas.

O motivo do protesto é a possível cassação de Braga, acusado de quebra de decoro por agredir um militante em abril de 2024.

As imagens da confusão foram registradas por celulares, muitos dos próprios parlamentares.

Por volta das 15h30, o Glauber Braga se sentou na cadeira de Motta. Conduziu a sessão normalmente, chamando outros deputados para discursar. Chegou a se levantar e voltou pouco depois das 16h voltou, ocupou novamente a cadeira e anunciou que não sairia mais. Ao fazer isso, desrespeitou o regimento interno da Câmara.

Na confusão, a deputada Célia Xakriabá, também do PSOL, chegou a cair. Sâmia Bomfim, deputada do PSOL e mulher de Glauber, tentou evitar que ele fosse retirado. O deputado teve o terno rasgado.

Após a retirada, Motta disse que Braga desrespeitou a Câmara e mandou apurar “possíveis excessos” da segurança contra a imprensa.

Processo de cassação de Glauber

Horas antes, o presidente da Câmara anunciou que colocaria em votação ainda neste ano a cassação do mandato de Braga, acusado de quebra de decoro parlamentar por agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024 (entenda o caso).

A perda do mandato foi aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara em abril deste ano, e desde então o processo estava parado à espera da votação no plenário.

Naquela época, Braga fez uma greve de fome que durou mais de uma semana e foi encerrada após um acordo com Motta.

TV Câmara cortou transmissão ao vivo

Após Braga dizer que não sairia da cadeira, os policiais legislativos começaram a esvaziar o plenário. Os jornalistas que estavam no local foram retirados e impedidos de registrar a confusão.

A TV Câmara cortou a transmissão ao vivo às 17h34.

A assessoria da presidência da Câmara afirmou que a ordem partiu de Hugo Motta. Mais tarde, recuou. Disse que não houve ordem do presidente da Casa e que as medidas faziam parte de um protocolo, sem dar mais detalhes sobre os procedimentos.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirmou, em nota, repudiar a “grave censura à imprensa” e as agressões contra os jornalistas. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação de Jornais e a Associação Nacional de Editores de Revista também condenaram o cerceamento ao trabalho dos profissionais e cobraram apuração das responsabilidades.

Após ser retirado, Braga falou com a imprensa do lado de fora e criticou o cerceamento do trabalho dos jornalistas.

“A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora da Câmara por 48 horas por dois dias em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país“, afirmou o deputado do PSOL.

Braga se referiu a um motim promovido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto. O protesto, também ilegal, era contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendia a votação de um projeto de anistia para condenados por atos golpistas.

A ocupação durou 47 horas no Senado e 36 horas na Câmara e foi encerrada sem o uso da força.

Cronologia do caso

Às 16h04 – Glauber Braga ocupou a cadeira da presidência da Câmara e se recusou a deixar o local.

Às 17h34 – o sinal da TV Câmara foi cortado. Em seguida, a polícia legislativa começou a esvaziar o plenário e retirou a imprensa do local.

Às 18h08 – o deputado foi retirado à força pela polícia legislativa da cadeira da presidência.

Motta diz que Braga desrespeitou Câmara

Após a confusão, Motta disse que ocupação de sua cadeira desrespeitou “a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”.

“A cadeira não pertence a mim. Ela pertence à República, pertence à democracia, pertence ao povo brasileiro. E nenhum parlamentar está autorizado a transformar em instrumento de intimidação ou desordem. Deputado pode muito, mas não pode tudo”, declarou.

Motta disse que Glauber é “reincidente”, lembrando que o deputado do PSOL já havia ocupado uma comissão por mais de uma semana em greve de fome. E afirmou que os atos de Glauber não encontram respaldo no regimento interno nem na “liturgia do cargo”.

O presidente da Câmara justificou a ação da Polícia Legislativa para retirar Glauber Braga da mesa diretora com base em um ato da própria mesa.

“O ato da mesa número 145, em seu artigo 7º, é claro: ‘O ingresso, a circulação e a permanência nos edifícios e locais sob responsabilidade da Câmara dos Deputados estarão sujeitos à interrupção ou à suspensão por questão de segurança'”, afirmou Motta.

Durante a sessão, deputados governistas criticaram o que classificaram como “violência dos seguranças” e “atitudes precipitadas e antidemocráticas” que teriam sido aprovadas por Motta. Outros parlamentares também reprovaram a retirada da imprensa do plenário durante o tumulto.

G1

João Campos, Antônio Rueda e Miguel Coelho se reúnem em Araripina na casa do prefeito Evilásio e avançam em articulações para 2026

Araripina voltou a ser centro das atenções no cenário político estadual e nacional neste domingo (7). Em um encontro reservado, realizado na residência do prefeito Evilásio Mateus, importantes lideranças se reuniram para discutir alianças, estratégias e projeções para o pleito de 2026.

O encontro contou com a presença do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda; do prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos — pré-candidato ao Governo de Pernambuco —; e do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Miguel Coelho. Também participaram o deputado federal Fernando Filho e o prefeito de Petrolina, Simão Durando, e diversos prefeitos do sertão do Araripe, fortalecendo o diálogo entre lideranças municipais, estaduais e nacionais.

Durante a reunião, foram debatidos cenários políticos tanto de Pernambuco quanto de outros estados onde o União Brasil tem atuação estratégica. Entre os principais temas, esteve o apoio da sigla à pré-candidatura de Miguel Coelho ao Senado Federal, além da análise de possíveis alianças majoritárias para 2026.

O anfitrião do encontro, prefeito Evilásio Mateus, destacou a importância de Araripina no debate político estadual e celebrou a presença das lideranças. “É uma alegria enorme receber nomes tão importantes aqui em nossa cidade. Aproveitamos o momento para apresentar as demandas de Araripina e discutir soluções para problemas que enfrentamos. Esse diálogo aproxima o Sertão das decisões que influenciam todo o estado”, afirmou.

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, ressaltou a relevância do encontro e fez elogios ao município. “Araripina é uma cidade estratégica, que pulsa desenvolvimento e representa a força do Sertão. Estar aqui, dialogando com lideranças como Rueda, Miguel e Evilásio, é fundamental para construirmos um projeto sólido para o futuro de Pernambuco”, disse.

O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, destacou que a agenda marca um passo importante nas articulações da sigla. “Nossa visita tem o objetivo de ouvir, alinhar posições e fortalecer pontes para o próximo ciclo eleitoral. Pernambuco é uma prioridade, e Araripina nos recebeu de forma extraordinária”, pontuou.

Miguel Coelho, pré-candidato ao Senado, agradeceu o apoio da legenda e falou sobre sua disposição para a disputa. “Acompanhar a primeira agenda pública do presidente Rueda aqui no Sertão demonstra o compromisso do União Brasil com Pernambuco. Coloco meu nome à disposição para representar nosso estado mais justo e equilibrado”, declarou.

Após a reunião na casa do prefeito Evilásio, a comitiva seguiu para participar da celebração da Festa de Nossa Senhora Imaculada Conceição, um dos eventos religiosos mais tradicionais do município.

Infonewss

Direita e Centrão se irritam com interferência de Michelle na montagem de palanques estaduais

Neste fim de semana, Michelle Bolsonaro fez um discurso no Ceará contra Ciro Gomes (PSDB-CE) – que negocia palanque com Centrão e direita – que, na visão de líderes do bloco, atrapalha arranjos e acordos para palanques em 2026.

Há um entendimento na direita de que Michelle, como o blog da Andréia Sadi mostrou semana passada, busca ocupar protagonismo em negociações para 2026, sem Jair Bolsonaro na corrida eleitoral. Mas líderes do centro e da direita não querem expoentes da família Bolsonaro interferindo em costuras que possam garantir palanques estaduais para 2026.