Alckmin segue na vice: Lula define chapa e anuncia mudanças no governo

Créditos: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá como seu companheiro de chapa nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.

Na ocasião, Lula afirmou que Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) para se dedicar à campanha eleitoral. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o ministério porque é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou.

O presidente também indicou que parte significativa da equipe de governo passará por mudanças nos próximos meses. Segundo ele, 18 dos 38 ministros devem deixar seus cargos para assumir “missões mais importantes”, em referência direta à disputa eleitoral de outubro.

Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministros que pretendem concorrer nas eleições precisam se afastar de suas funções até o início de abril — neste ano, o prazo final é o dia 4.

A confirmação de Alckmin ocorre após discussões internas no PT sobre possíveis rearranjos na chapa. Nos bastidores, setores do partido defendiam a indicação de um nome do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para a vice-presidência, o que abriria espaço para que Alckmin disputasse uma vaga no Senado por São Paulo.

A hipótese, no entanto, perdeu força após o presidente do partido, Edinho Silva, afirmar que eventuais alianças com o MDB devem se restringir às disputas estaduais.

Lula já havia sinalizado publicamente sua preferência por manter Alckmin na chapa. Durante evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, o presidente disse que ficaria “imensamente feliz” em repetir a parceria, embora tenha mencionado a possibilidade de uma candidatura de Alckmin ao Senado.

A alternativa, porém, foi descartada diante da resistência do próprio vice-presidente, que indicou não ter interesse em disputar outro cargo caso não integrasse novamente a chapa presidencial.

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