
O Partido Progressistas (PP), por meio da Federação União Progressista, anunciou nesta quarta-feira (8) sua saída do bloco governista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A bancada passa a atuar de forma independente, em movimento formalizado pelo líder Henrique Queiroz Filho. Ao todo, a decisão envolve 11 parlamentares — 10 do PP e Antonio Coelho, do União Brasil.
Segundo o comunicado, a mudança tem como objetivo ampliar a participação do grupo nas comissões permanentes da Casa, com destaque para a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ), considerada estratégica no trâmite de projetos.
Reconfiguração após janela partidária
O reposicionamento ocorre na esteira da janela partidária, que resultou no fortalecimento da bancada progressista — atualmente a maior da Alepe. Com o novo tamanho, o partido busca ampliar sua presença em colegiados e influenciar a distribuição de espaços institucionais.
O presidente estadual do PP e deputado federal, Eduardo da Fonte, afastou a hipótese de rompimento com o governo estadual. Em declaração pública, classificou o movimento como uma “independência” estratégica, voltada à reorganização interna e à definição de posicionamentos políticos. Uma reunião da bancada está prevista para o dia 13 de abril, quando deverão ser consolidadas as diretrizes de atuação.
Impactos na base do governo
A saída do bloco governista tende a produzir efeitos imediatos na correlação de forças da Alepe. A gestão da governadora Raquel Lyra passa a enfrentar um cenário mais incerto, com possível reconfiguração de maiorias em comissões e votações relevantes.
O movimento também ocorre em meio a um histórico recente de instabilidade na relação entre Executivo e Legislativo estadual. A nova posição do PP contrasta com o apoio declarado à governadora em março de 2026 e com a composição dos blocos governistas no início do ano, sinalizando uma fase de maior autonomia e negociação política dentro da Casa.
