A situação da agência do Banco do Brasil de Lagoa Grande no Sertão de Pernambuco, voltou a ser tema de debate na sessão da Casa Zeferino Nunes realizada nesta terça-feira(05), isso após inúmeras reclamações da população sobre a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos e dificuldades no atendimento.
O vereador Joaquim da Rocinha(PSD) levantou a preocupação durante a sessão, destacando que moradores têm procurado o mesmo para denunciar os transtornos enfrentados, principalmente nos finais de semana e início de semana, quando os caixas frequentemente ficam sem dinheiro.
“Tem muitas pessoas, principalmente idosos e moradores da zona rural, que vêm até a cidade sacar seu dinheiro e não conseguem. Isso causa transtorno, prejuízo e revolta na população”, afirmou o parlamentar.
Joaquim também chamou atenção para a redução no quadro de funcionários da agência, situação que, segundo ele, vem afetando diretamente a qualidade do atendimento.
Durante o debate, a vereadora Juciara Resende(MDB) reforçou a preocupação com os aposentados que saem do interior para receber seus benefícios e acabam encontrando caixas sem funcionamento.
“É preocupante ver pessoas vindo da zona rural sem conseguir sacar o dinheiro da aposentadoria. Muitos retornam para casa sem resolver seus problemas”, destacou.
A vereadora Rosa Farias(PSD), também se pronunciou e relatou ter sido cobrada pela população dentro da própria agência bancária.
“Além da falta de dinheiro, vários caixas não estavam funcionando. Isso prejudica não apenas a população, mas também o comércio local, porque muita gente termina indo sacar em outras cidades e aproveita para fazer compras fora de Lagoa Grande”, comentou.
O presidente da Câmara Vereador Mantena(PSD), também demonstrou preocupação com a possibilidade de enfraquecimento da agência no município e defendeu uma mobilização conjunta para evitar que Lagoa Grande perca o Banco do Brasil.
Assim como, o vereador Professor Vavá(PT) que também reforçou os discursos sobre a situação da agência bancária que segundo ele poderá até correr o risco de fechar, assim como tem acontecido em outras cidades.
Após os debates, Joaquim da Rocinha sugeriu a formação de uma comissão de vereadores para conversar diretamente com a gerência da agência e buscar soluções junto aos órgãos responsáveis.
“Precisamos agir unidos para defender os interesses da nossa população e garantir um atendimento digno para todos”, concluiu o vereador.

