Ex-banqueiro suíço é condenado à prisão por pagar propinas de US$ 100 milhões

Um ex-sócio do banco privado suíço Mirabaud & Cie, que já presidiu o órgão de representação do setor bancário da Suíça, admitiu ter pago dezenas de milhões de dólares em propinas e foi condenado, nesta terça-feira (8), a uma pena de dois anos de prisão com suspensão condicional, informou a emissora estatal SRF.

Promotores federais suíços alegam que o ex-sócio Pierre Mirabaud realizou centenas de pagamentos, totalizando 82,3 milhões de francos suíços (US$ 101,7 milhões), a uma autoridade do governo do Kuwait entre 2000 e 2012, em troca de trazer negócios no valor de US$ 595,2 milhões para o banco, segundo a denúncia.

“Ele estava ciente do risco associado a esses pagamentos e aceitou as possíveis consequências caso esse risco se concretizasse”, afirmou o documento sobre Mirabaud, de 77 anos, que presidiu a Associação de Banqueiros Suíços de 2003 a 2009.

 

O julgamento no Tribunal Penal Federal em Bellinzona, na Suíça, durou apenas meio dia. Mirabaud, que se aposentou do banco em 2009 e continuou atuando como consultor até 2012, aceitou os fatos principais do caso de corrupção e lavagem de dinheiro, indicou a denúncia. Seu advogado não quis comentar imediatamente o caso.

O banco, que não é parte no processo, também não quis se manifestar.

A autoridade do Kuwait, já falecida, foi condenada à revelia por corrupção e desvio de dinheiro público no Kuwait.

Na Suíça, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de prisão de até cinco anos. No entanto, os promotores pediram apenas 24 meses, citando a idade de Mirabaud, a ausência de condenações anteriores e sua cooperação com as autoridades.

Em geral, as penas são suspensas na Suíça quando não há risco de reincidência.

O banco Mirabaud, fundado em 1819 em Genebra, é uma das instituições privadas mais antigas da Suíça e é atualmente gerido pela sétima geração da família fundadora.

A FINMA, órgão regulador do mercado financeiro suíço, informou em 2024 ter confiscado 12,7 milhões de francos em lucros obtidos ilegalmente pelo banco, em decorrência de violações da legislação do mercado financeiro e descumprimento de obrigações relacionadas à prevenção da lavagem de dinheiro.

O órgão regulador afirmou que a investigação envolvia relações comerciais que, em certos momentos, representavam quase 10% do total de ativos sob gestão do banco, estando ligadas a um empresário acusado de evasão fiscal que já faleceu.

A FINMA não divulgou a identidade de nenhum dos indivíduos envolvidos. Na ocasião, o Mirabaud declarou ter cooperado plenamente com a FINMA para solucionar o caso, afirmando que isso “encerra as questões do passado”.

Petrolina acompanha crescimento do Pix em Pernambuco, que movimentou R$ 415,7 bilhões no primeiro semestre de 2026

O uso do Pix segue em ritmo de crescimento em Pernambuco e também ganha cada vez mais espaço entre consumidores e comerciantes de Petrolina. O avanço das operações reforça a importância do sistema de pagamentos instantâneos como uma das principais formas de movimentação financeira no estado.

Segundo dados do Banco Central, divulgados pela Fecomércio-PE, Pernambuco movimentou R$ 415,7 bilhões por meio do Pix nos primeiros seis meses de 2026. No período, foram realizadas aproximadamente 1,75 bilhão de transações.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o valor movimentado apresentou crescimento de 20,1%, enquanto a quantidade de operações aumentou 16,9%.

Com os números, Pernambuco manteve a segunda posição no ranking do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia, e ocupou a nona colocação entre os estados brasileiros em volume de recursos movimentados por meio do Pix.

Petrolina acompanha expansão

Em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o cenário acompanha a tendência observada em todo o estado. O pagamento instantâneo vem ganhando espaço nas compras do dia a dia, com consumidores utilizando cada vez mais o Pix em estabelecimentos comerciais e na prestação de serviços.

A expansão também representa uma mudança nos hábitos de pagamento, já que a ferramenta permite realizar transferências e pagamentos de forma rápida, sem a necessidade do uso de dinheiro em espécie ou cartões.

O crescimento registrado no estado demonstra a consolidação do Pix na economia pernambucana e evidencia a força dos meios de pagamento digitais nas relações comerciais.

Os dados também reforçam a participação de Pernambuco no cenário nacional, colocando o estado entre os maiores mercados brasileiros em movimentação financeira realizada por meio do sistema criado pelo Banco Central.

 

Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s

Valores divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.

Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Saques

Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.

Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).

Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).

Sistema

O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.

Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

Resgate

O dinheiro pode ser resgatado de três formas:

  1. Solicitar diretamente à instituição responsável;
  2. Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
  3. Pedir resgate automático de valores.

Os valores esquecidos são originados de:

  • contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
  • outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Agência Brasil

Pix lidera confiança dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest

O Pix é a “instituição” que mais desperta confiança entre brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest obtida pelo jornal O Globo. O levantamento aponta que 80% dos entrevistados dizem confiar no sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central há quase seis anos, ante 19% que afirmam não confiar e 1% que não soube responder.

Conforme cita a reportagem, o Pix tem sido alvo de questionamentos nos EUA e virou tema de disputa política no Brasil às vésperas da eleição. Para o cientista político Murillo de Aragão, da Arko Advice, o Pix virou um tema disputado no discurso político, mas só tenderia a influenciar o voto se o eleitor perceber risco ao sistema.

Na mesma sondagem, a Igreja Católica e a Polícia Militar registraram 76% e 75% de confiança, respectivamente, enquanto as Forças Armadas ficaram com 70%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. A pesquisa também mostra melhora na confiança na Presidência da República, no Congresso e nos partidos políticos. Segundo o levantamento, 57% dizem confiar na Presidência, três pontos acima de 2025, mas abaixo do nível registrado no primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A confiança no Congresso foi de 49%, próximo do índice do Supremo Tribunal Federal (STF), com 50%. Em relação aos partidos 44% afirmaram confiar, o melhor resultado desde 2023, embora 55% digam desconfiar das legendas, segundo a Genial/Quaest.

Estadão Conteúdo

Desenrola Brasil 2.0 é prorrogado até 31 de agosto

 

O Desenrola Brasil 2.0 será prorrogado até 31 de agosto, informou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dará mais tempo para que consumidores renegociem dívidas bancárias e regularizem a situação de crédito.

Durigan disse que a extensão será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, com publicação prevista até sexta-feira (31). As regras do programa permanecem inalteradas, e a medida, segundo o ministro, não exigirá novos aportes públicos.

De acordo com Durigan, o prazo adicional pode beneficiar pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras e precisam concluir o processo de regularização. Ele afirmou também que a prorrogação pode ajudar quem pretende contratar financiamentos, já que a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados mencionados pelo ministro estão motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil. Segundo ele, o prazo extra também pode ajudar pessoas que buscam acesso a operações de carro e moto a resolver eventuais pendências nos bancos antes de se enquadrar nas condições exigidas.

Durigan afirmou ainda que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, porque os recursos já destinados ao programa seriam suficientes para atender à demanda prevista. “Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.