Enquanto em Lagoa Grande(PE) vereadores da situação defendem concurso na Câmara de Vereadores, em Brasília peemedebistas colocam em pauta projeto que regulamenta a terceirização ou seja, fim dos concursos públicos

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O projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades da empresa pode ser votado nesta terça-feira (21) pelo Plenário. Os deputados precisam analisar o substitutivo do Senado ao PL 4302/98, do Executivo. A matéria é o único item da pauta de hoje.

De acordo com o texto dos senadores, quanto às obrigações trabalhistas haverá a responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação à responsabilidade da empresa de serviços terceirizados. Parecer unânime aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público mantém a responsabilidade solidária, conforme texto da Câmara. As mudanças ocorrem na Lei 6.019/74.

Na responsabilidade subsidiária, os bens da empresa contratante somente poderão ser penhorados pela Justiça se não houver mais bens da terceirizada para o pagamento da condenação relativa a direitos não pagos. Na solidária, isso pode ocorrer simultaneamente. Contratante e terceirizada respondem ao mesmo tempo com seus bens para o pagamento da causa trabalhista.

O projeto também regulamenta aspectos do trabalho temporário, aumentando de três para seis meses o tempo máximo de sua duração.

Para o relator, deputado Laercio Oliveira (SD-SE), o texto vai incentivar contratações ao modernizar as regras trabalhistas e criar uma lei específica sobre terceirizações. “Essa proposta não é a solução definitiva para o desemprego, mas é um facilitador porque traz segurança jurídica. Hoje quase sempre as consequências de contratos malfeitos recaem sobre o trabalhador terceirizado”, diz.

Já o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), vice-líder do partido, argumenta que a abertura da terceirização para mais áreas de uma empresa vai prejudicar o trabalhador. “O empresário poderá demitir um funcionário que tem carteira assinada com a sua empresa e contratar uma outra empresa para prestar aquele serviço. Com certeza, o trabalhador terá um salário menor, pois a empresa terceirizada buscará ter lucro”, afirma.

A Ordem do Dia do Plenário começa às 16 horas.

Íntegra da proposta:

PL-4302/1998
PEC-395/2014
PLP-343/2017

Enquanto vocês ficam brincando no whatsapp do problema da carne o governo e seus aliados no SENADO e CÂMARA, cortam na carne o nossos direitos o brasileiro precisa ter foco, foco que ao longo do tempo temos perdido e precisamos urgentemente recuperar, quando acordamos para vida não teremos mais direito a ela da forma que o GOVERNO está conduzido o país.

Texto: Blog Diário Popular.

Radialista Paulo Ricardo Moreira reestreia programa nesta segunda (27)

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O radialista Paulo Ricardo Moreira vai reestrear o seu programa Petrolina em Debate a partir da próxima segunda-feira (27) na rádio Tabajara FM 104,9.
O programa será das 08h às 10h da manhã e sua linha editorial é voltada para as discussões políticas e sociais de Petrolina e região.
Com entrevistados diários, o repórter nas ruas e a participação intensa dos ouvintes, o programa promete movimentar as manhãs no Vale do São Francisco.

PF leva para depor blogueiro que divulgou operação

Estadão

A Polícia Federal em São Paulo cumpriu nesta manhã um mandado de condução coercitiva contra o blogueiro Eduardo Guimarães, responsável pelo Blog da Cidadania, para prestar depoimento em um inquérito da Polícia Federal no Paraná que investiga o vazamento do mandado de condução coercitiva do ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato.

A ordem foi expedida pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato em Curitiba, que também determinou a apreensão de aparelhos eletrônicos na residência de Guimarães, que teve seu notebook e seu celular apreendidos. Para o advogado Felipe Hideo, que representa o blogueiro, a iniciativa teve o objetivo de ” violar o sigilo da fonte”, pois a PF busca descobrir quem teria vazado as informações para Guimarães.

Como mora em São Paulo, o mandado foi cumprido pela PF na capital, que foi na casa de Guimarães em Perdizes, na Zona Oeste, pela manhã e o levou para prestar depoimento na sede da Polícia Federal na Lapa.

Eu não entendi e meus advogados não entenderam a razão da condução coercitiva. Não existe uma razão lógica para me trazer obrigado para cá”, afirmou Guimarães em vídeo divulgado na saída da PF pelo site ‘Jornalistas Livres’. Segundo ele, a PF queria saber quem teria passado informações sobre a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em março do ano passado durante a 24ª fase da Lava Jato. Na época, Guimarães noticiou que Lula seria alvo da PF cerca de uma semana antes da operação.

“A arbitrariedade é bem clara quando ele é conduzido coercitivamente sem jamais ter sido intimado. A segunda arbitrariedade é a violação do sigilo de fonte”, disse Fernando Hideo Lacerda, advogado de Guimarães, que também falou em “perseguição nitidamente política se valendo do processo penal”.

Guimarães afirma que, apesar de não ser jornalista por formação, mantém seu blog há 12 anos, e que o Supremo Tribunal Federal já entendeu que não é necessário o diploma de jornalista para exercer a profissão.

Como o inquérito está sob sigilo, a Justiça Federal no Paraná informou que o juiz Moro não iria comentar o caso.

Blog do Magno Martins.

MPPE recomenda à Polícia Militar que evite excessos em reintegrações de posse em Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (7ª CIPM), tenente-coronel Lucieudo Ribeiro de Santana, que determine ao efetivo policial atuante na área de abrangência da Companhia, nos municípios de Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande (Sertão do São Francisco), o estrito cumprimento dos Manuais Estadual e Federal de Diretrizes de Execução de Reintegração de Posse.

A recomendação foi expedida no âmbito de procedimento preparatório, instaurado pela Promotoria de Justiça de Cidadania de Promoção da Função Social da Propriedade Rural, que investiga supostos atos de abuso de autoridade, lesão corporal e danos ao patrimônio praticados por policiais militares no cumprimento de mandado de reintegração de posse da Fazenda Milano, em Santa Maria da Boa Vista.

De acordo com o promotor de Justiça Edson Guerra, os trabalhadores rurais que se encontravam acampados na fazenda alegaram, em depoimento ao MPPE, que a Polícia Militar, ao receber a informação de que os assentados não cumpririam pacificamente a reintegração de posse, não ofereceu prazo para eles desmontarem os barracos e removerem seus pertences do terreno, tendo destruído na reintegração de posse itens como móveis e eletrodomésticos. A abordagem policial também teria ultrapassado o previsto nos manuais, com o uso de balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta, violando os princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

“A ação policial extrapolou os limites da ordem judicial, contrariamente ao que preveem os manuais. O comandante da operação e o Oficial de Justiça poderiam estabelecer período de três horas para os trabalhadores avaliarem; superado esse prazo, caberia iniciar o despejo, mediante a identificação dos donos dos barracos, de modo que os policiais retirassem os bens fazendo a anotação em relação própria, para evitar confusão ou alegação de que os pertences foram destruídos ou desaparecidos”, orientou Edson Guerra.

O promotor de Justiça ainda destacou que o Manual da Polícia Militar de Pernambuco impõe, como dever do comandante da operação, diferenciar o contexto de uma ação de reintegração ao trabalho de combate à criminalidade. “Assim, antes do uso da força, a Polícia deve levar em conta não somente o direito do autor da ação ser reintegrado da posse mas, sobretudo, a possibilidade de o Estado garantir os direitos previstos na Constituição Federal por meio da criação de projetos de assentamento como forma de implementar o programa de reforma agrária”, argumentou.

Por fim, segundo Edson Guerra, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem pretensão de incluir os assentados da Fazenda Milano em projetos de reforma agrária com a desapropriação de parte da propriedade. “A autoridade policial deve se inteirar de todo o processo e das consequências que a desapropriação pode acarretar aos trabalhadores rurais”, complementou.

Blog do Everaldo.

“Mudanças no projeto só com mobilização da sociedade”, afirma Danilo Cabral

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Em audiência pública realizada pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), em Vitória de Santo Antão, o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) voltou a destacar a necessidade de uma mobilização social contra o projeto da Reforma da Previdência. Segundo ele, sem o “calor das ruas”, é possível que os retrocessos sejam mantidos no projeto que será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Concluído o prazo para a apresentação de emendas ao projeto da Reforma da Previdência na última sexta-feira (17), o relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA) tem até dez sessões para entregar o texto final que será analisado pela comissão especial. A expectativa, diz Danilo Cabral, é que o texto seja votado em Plenário em meados de abril. “Temos pouco tempo para discutir com a profundidade que o tema demanda, então, precisamos mobilizar a sociedade para evitar a perda das conquistas dos trabalhadores”, afirmou.

Autor de quatro emendas, Danilo Cabral defende a manutenção das aposentadorias especiais para professores e trabalhadores rurais, a proibição de retirada de recursos da seguridade social para outras despesas do Governo, e a continuidade do atrelamento do reajuste do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao salário mínimo. Além disso, entre outros pontos da proposta do Governo Federal, ele não é favorável ao tempo de 49 anos de contribuição para o recebimento da aposentadoria integral e à igualdade de regras de aposentadoria para homens e mulheres.

Dentro da estratégia de mobilização, Danilo Cabral lançou um vídeo contra a Reforma da Previdência em suas redes sociais. Na animação, disponível no link https://youtu.be/NiRdoxu9P54, o deputado apresenta dados sobre o sistema de seguridade social brasileiro, do qual a Previdência faz parte, questiona a existência de déficit previdenciário e elenca suas propostas para a melhoria do texto da reforma.

Danilo Cabral tem dedicado boa parte de sua agenda no Estado para atender convites de entidades classistas e de grupos profissionais para debater a Reforma da Previdência. Além de participar da audiência pública com trabalhadores rurais em Vitória de Santo Antão, ele fez palestras para profissionais da educação e tem outras reuniões agendadas para os próximos dias. “É uma forma de ampliar o debate e de compartilhar opiniões sobre a reforma do sistema previdenciário proposta pelo Governo”, disse.