No serviço público e na política, o protagonismo deve ser do cidadão. No entanto, em muitos casos, o que se vê é o chamado “estrelismo” — comportamento marcado pela busca exagerada por visibilidade, reconhecimento pessoal e autopromoção, muitas vezes acima do interesse coletivo.
O que é estrelismo?
Estrelismo é a postura de quem transforma uma função pública — que deveria ser técnica, institucional e voltada ao bem comum — em palco para promoção individual. É quando a autoridade passa a agir mais como celebridade do que como servidor.
No serviço público, isso pode aparecer em atitudes como:
Centralização excessiva de decisões;
Divulgação constante de ações como se fossem favores pessoais;
Dificuldade de trabalhar em equipe;
Desvalorização do papel técnico dos servidores.
Na política, o estrelismo costuma se manifestar em:
Disputas por holofotes;
Narrativas personalistas;
Uso da máquina pública para promoção de imagem;
Prioridade à aparência em detrimento de resultados concretos.
O impacto na gestão pública
Quando o ego se sobrepõe ao compromisso com a coletividade, a gestão perde eficiência. Projetos deixam de ser construídos de forma colaborativa, decisões passam a ser tomadas com foco eleitoral e não técnico, e o ambiente institucional se fragiliza.
A administração pública não é espaço para vaidade — é espaço para responsabilidade. O servidor público e o agente político exercem funções que pertencem ao povo, não a si mesmos.
Política é missão, não espetáculo
A política exige liderança, mas liderança não é sinônimo de estrelismo. O verdadeiro líder é aquele que compartilha méritos, escuta a equipe, respeita as instituições e entende que o mandato é temporário — mas as consequências das decisões são duradouras.
Em tempos de redes sociais e exposição constante, o desafio é ainda maior. A comunicação é importante, mas ela deve informar e prestar contas, não alimentar vaidades.
O protagonismo deve ser do cidadão
O serviço público funciona melhor quando há cooperação, humildade e foco em resultados. O reconhecimento deve vir como consequência do trabalho sério, e não como objetivo principal.
Mais do que estrelas, a gestão pública precisa de servidores comprometidos, políticos responsáveis e instituições fortes.
Porque, no fim das contas, quem deve brilhar é o interesse público.
FICA A DICA!




