Estrelismo no serviço público e na política: Quando o ego fala mais alto que o povo

Porto de Lenha - EGO INFLADO

No serviço público e na política, o protagonismo deve ser do cidadão. No entanto, em muitos casos, o que se vê é o chamado “estrelismo” — comportamento marcado pela busca exagerada por visibilidade, reconhecimento pessoal e autopromoção, muitas vezes acima do interesse coletivo.

O que é estrelismo?

Estrelismo é a postura de quem transforma uma função pública — que deveria ser técnica, institucional e voltada ao bem comum — em palco para promoção individual. É quando a autoridade passa a agir mais como celebridade do que como servidor.

No serviço público, isso pode aparecer em atitudes como:

Centralização excessiva de decisões;
Divulgação constante de ações como se fossem favores pessoais;
Dificuldade de trabalhar em equipe;
Desvalorização do papel técnico dos servidores.
Na política, o estrelismo costuma se manifestar em:
Disputas por holofotes;
Narrativas personalistas;
Uso da máquina pública para promoção de imagem;

Prioridade à aparência em detrimento de resultados concretos.

O impacto na gestão pública

Quando o ego se sobrepõe ao compromisso com a coletividade, a gestão perde eficiência. Projetos deixam de ser construídos de forma colaborativa, decisões passam a ser tomadas com foco eleitoral e não técnico, e o ambiente institucional se fragiliza.
A administração pública não é espaço para vaidade — é espaço para responsabilidade. O servidor público e o agente político exercem funções que pertencem ao povo, não a si mesmos.

Política é missão, não espetáculo

A política exige liderança, mas liderança não é sinônimo de estrelismo. O verdadeiro líder é aquele que compartilha méritos, escuta a equipe, respeita as instituições e entende que o mandato é temporário — mas as consequências das decisões são duradouras.

Em tempos de redes sociais e exposição constante, o desafio é ainda maior. A comunicação é importante, mas ela deve informar e prestar contas, não alimentar vaidades.

O protagonismo deve ser do cidadão

O serviço público funciona melhor quando há cooperação, humildade e foco em resultados. O reconhecimento deve vir como consequência do trabalho sério, e não como objetivo principal.
Mais do que estrelas, a gestão pública precisa de servidores comprometidos, políticos responsáveis e instituições fortes.

Porque, no fim das contas, quem deve brilhar é o interesse público.

FICA A DICA!

Câmara de Lagoa Grande inicia 2026 com inovação tecnológica e obra histórica na Casa Zeferino Nunes

A Câmara de Vereadores de Lagoa Grande deu início ao primeiro período legislativo de 2026 com novidades que marcam uma nova fase no Parlamento municipal. Sob a presidência do vereador Mantena, a Casa Zeferino Nunes passou a contar com um moderno telão de LED instalado atrás da Mesa Diretora, garantindo mais transparência, visibilidade e dinamismo às sessões.

O equipamento amplia a visualização dos trabalhos legislativos tanto para o público presente no plenário quanto para quem acompanha as reuniões pelo canal oficial da Câmara no YouTube. A iniciativa reforça o compromisso da atual gestão com a modernização e a aproximação do Legislativo com a população.

Além da inovação tecnológica, outra ação que vem chamando atenção é o avanço das obras de construção dos 11 novos gabinetes parlamentares. O projeto inclui salas individuais para os vereadores, além de espaço para recepção e sala de reuniões, proporcionando melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos parlamentares.

A obra é considerada histórica e promete revolucionar a estrutura do Legislativo lagoagrandense, garantindo mais organização, eficiência e conforto tanto para os vereadores quanto para os cidadãos que buscam o Poder Legislativo municipal.

Com as melhorias estruturais e tecnológicas, a presidência da Casa reafirma o compromisso com a modernização, a transparência e o fortalecimento da democracia em Lagoa Grande.

PF pede afastamento de Simão Durando, mas Flávio Dino nega durante operação sobre emendas parlamentares

A Polícia Federal solicitou o afastamento do prefeito de Petrolina, Simão Durando, no âmbito da operação deflagrada nesta quarta-feira (25), que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que acompanhou parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a Polícia Federal, há indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria desviado recursos federais por meio do direcionamento de licitações com verbas provenientes de emendas parlamentares.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

Outros investigados

Além de Simão Durando, também foram alvos da operação o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Fernando Filho (União-PE).

A investigação apura possíveis crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Defesa aguarda acesso à decisão

Em nota, a defesa de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho informou que ainda não teve acesso à decisão do ministro e que irá se manifestar após a análise completa dos autos.

 

Concessionária de veículos em Petrolina nega ter sociedade com o ex-senador FBC

A empresa de veículos Concessionária Bari de Petrolina, citada na Operação ‘Vassalos’, da Polícia Federal (PF), que investiga irregularidades em emendas parlamentares, por meio de sua assessoria jurídica, negou qualquer veementemente suposta sociedade com o ex-senador Fernando Bezerra Coelho que é um dos alvos da PF.

Confiram a nota, na íntegra:

A Bari Automóveis Ltda. vem se manifestar sobre os fatos que deram ensejo à denominada “Operação Vassalos”, e afirmar, de modo categórico, que não são verdadeiras as ilações que estão sendo divulgadas contra si, uma vez que:

1) O ex-senador Fernando Bezerra, bem como seus filhos, nunca foi sócio, formal ou oculto, da Bari Automóveis Ltda, nem tampouco detêm qualquer poder ou ingerência sobre a referida empresa;

2) A Bari Automóveis Ltda, bem como seus sócios, não mantém qualquer relação comercial ou societária com as empresas mencionadas na referida operação;

3) Eventuais referências a vínculos pessoais pretéritos entre o ex-senador Fernando Bezerra e os atuais sócios da Bari Automóveis Ltda já foram objeto de apuração no pelo STF (INQ4513), e definitivamente arquivados. Não há, portanto, qualquer elemento que permita inferir qualquer conduta ilícita da empresa e de seus sócios. 

MPF aponta esquema com combustíveis e pede confirmação da cassação do prefeito de Cabrobó

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) defendendo a manutenção da cassação do prefeito de Cabrobó, Elioenai Dias Santos Filho, conhecido como Galego de Nanai, e de sua vice, Georgia Fernanda. O órgão também sustenta a aplicação da pena de inelegibilidade por oito anos.

De acordo com a acusação, a chapa majoritária teria se beneficiado de um esquema de distribuição de combustíveis e “vales-abastecimento” a eleitores em setembro de 2024. As investigações apontam que um volume incomum de veículos adesivados circulava por postos da cidade, utilizando “papéis brancos” que funcionariam como autorização para abastecimento em troca de apoio eleitoral.

No parecer, o procurador Roberto Moreira de Almeida destaca que a perícia financeira realizada no Posto Limarques identificou despesas incompatíveis com a movimentação habitual do estabelecimento. Além disso, informações extraídas de aparelhos celulares indicariam que familiares do prefeito — pai e irmão — teriam atuado na organização da logística de pagamentos e nas tratativas com gerentes de postos de combustíveis.

A defesa tentou invalidar as provas obtidas nos celulares, alegando irregularidades na apreensão dos aparelhos. Contudo, o MPF reafirmou a legalidade das medidas, destacando que as autorizações judiciais foram devidamente concedidas e que ficou evidenciado o benefício eleitoral à chapa, independentemente da quantidade de votos conquistados.

Com a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral, o processo segue agora para julgamento pelo colegiado do TRE-PE. Caso os magistrados acompanhem o entendimento do MPF, o prefeito e a vice poderão perder definitivamente os diplomas, abrindo caminho para os procedimentos legais que definirão os próximos passos da administração municipal.